Touradas: o princípio do fim


Ontem, domingo, 25 de setembro de 2011, a cidade de Barcelona viveu um dia histórico. Pela última vez a praça de touros Monumental ficou lotada para a última tourada de toda a região da Catalunha. O New York Times publicou uma reportagem com detalhes muito interessantes sobre o evento.

A melhor notícia é que esse espetáculo de sangue e crueldade enfrenta não só a oposição dos defensores dos animais. Encara também uma grave crise econômica. Em 2007 aconteceram 2.622 touradas na Espanha. Em 2010, esse número caiu para 1.724. É uma atividade cara. Se você tem um touro na Espanha, ele vai valer 650 euros para ser executado mais rapidamente num matadouro e virar bife. Mas se ele for mais forte e agressivo, costuma ser vendido a 6.000 euros para enfrentar a morte lenta derramando seu sangue na areia das plazas de toros. Para desgosto dos criadores, existem cada vez menos “vagas” nas arenas.

Agora são os próprios criadores que estão pedindo regras menos cruéis para os animais na tourada tentando diminuir a pressão das organizações de direitos dos animais. Infelizmente as touradas ainda contam com o apoio de torcedores fanáticos e se sustenta na velha história das “tradições culturais” que devem ser mantidas a todo custo. Seria o caso de perguntar aos italianos se eles querem manter a “tradição cultural” dos gladiadores se matando nas arenas romanas?


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