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Mulher cuida de tatu-peba filhote após animal perder a mãe

24 de setembro de 2011
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Em meio a discussão sobre uma possível flexibilização na Lei do Cerrado, ontem (23), um animal típico desse tipo de vegetação apareceu doente em uma casa do Parque das Nações. O tatu-peba filhote foi recolhido pela Polícia Ambiental e encaminhado para o Ibama, ele será cuidado por algum funcionário do Instituto até amanhã e depois encaminhado para um centro de triagem de animais silvestres para que possa se  readaptar à mata.

O animal só não morreu porque recebeu os cuidados da doméstica Maria José Vaz, 45 anos. Perto da casa dela há uma mata de cerrado.  Acredita-se que o cerrado cobria 20% do estado de São Paulo, hoje só resta 1% e boa parte está em Bauru. A cidade, no entanto, preserva apenas 7% da sua vegetação original, entre mata atlântica e cerrado. Sem mata, os animais acabam indo para a cidade.

Na semana passada, a mãe do filhote foi morta por alguns cães do bairro, alguns dias depois o filhote foi encontrado em um jardim. Levado para casa recebeu todos os cuidados de Maria e depois foi levado para a mata. Ontem,  ele retornou para o jardim muito fraco. “Eu pedi para meu filho ir ver se ele estava lá, quando ele trouxe eu dei milho para ele”, conta. Maria então resolveu chamar a Polícia Ambiental para que o animal recebesse os cuidados adequados.

“Eu vou ficar com saudade. A gente se preocupa, gosta dos animais e coitadinho, perdeu a mãe tão cedo. Eu tenho dó, ele é tão fraquinho, novinho”, lamenta Maria.  Ela já tem experiência em cuidar de animais silvestres, não é a primeira vez que um deles aparece na casa dela. Um tamanduá, bem mais saudável, também já fez uma visita. “Apareceu em cima do telhado”, conta.

Algumas pessoas tem o costume de comer a carne do tatu-peba que pode ser portador do vírus da lepra, o que além de ser crime não é indicado para a saúde.

O tatu-peba adulto pode pesar de 3 a 4 kg, pode ser visto em campo e cerrado, também é conhecido como tatu-peludo e corre risco mínimo de extinção. Em regiões de cerrado, como Bauru, é comum a crença de que ele se alimenta de cadáveres em cemitérios.

Fonte: Rede BOM DIA

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