Medida preventiva

Vacinação contra a raiva não será realizada em função das reações adversas

A Secretaria de Estado da Saúde, seguindo orientação do Ministério da Saúde, está informando que as prefeituras não poderão realizar a vacinação contra a raiva em cães e gatos.

A determinação do Governo do Estado tem fundamentação porque, em 2010, muitos tutores de cães e gatos ficaram assustados com notícias de reações adversas da vacina antirrábica usada nas campanhas de estados da região Sudeste. Houve registro de mortes e a campanha foi cancelada.

No final de julho a Prefeitura de Caieiras recebeu a informação de que não haveria campanha no Estado. Segundo o Ministério da Saúde, somente os estados que tiveram casos de raiva canina ou humana, por variante canina nos últimos três anos, é que serão atendidos pela campanha.

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Dentre eles estão: Maranhão, Ceará, Pernambuco, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul. Os estados do Maranhão e Ceará, como tiveram casos de raiva humana transmitida por cão em 2010 e 2011, foram considerados prioritários e, por esse motivo, a campanha de vacinação foi realizada em julho.

Segundo a Secretaria de Saúde de Caieiras, a orientação recebida é “intensificar as ações de vigilância e atenção”. As ações são enumeradas como: notificar qualquer suspeita de raiva animal e humana em 24 horas; realizar bloqueio de foco; em caso de agressão por animais, orientar as pessoas a lavar o ferimento com água e sabão e procurar imediatamente assistência médica; notificar e investigar caso de atendimento antirrábico humano; intensificar a capacitação de profissionais de saúde sobre a indicação adequada dos esquemas de profilaxia; executar o monitoramento de circulação viral, com envio de amostras de cérebro de cães, gatos, morcegos e outros animais para diagnóstico laboratorial da raiva; intensificar as ações de recolhimento de animais errantes, especialmente nas áreas que registraram casos de raiva canina e intensificar ações de educação em saúde visando reduzir as agressões por animais.

Para que haja a ocorrência da doença, porém, é preciso o contato com algum animal infectado. E não foi identificada infecção no estudo de circulação viral realizado em Caieiras.

A Secretaria de Saúde destaca ainda que “o município de São Paulo teve o último registro de raiva humana em 1981 e, em 1983, o último caso de raiva canina. No restante do Estado, o último caso de raiva humana pela variante canina do vírus rábico foi em 1997 e, em 1998, o último caso de raiva em cão por essa variante. Em 2001 ocorreu o último caso de raiva humana causada por variante de morcego hematófago, pela agressão de gato.

Em 2010, além do Estado de São Paulo, outros também não realizaram a campanha. Os animais que não foram vacinados no ano passado podem receber a vacina normalmente em 2011. Os tutores que quiserem vacinar seus animais podem fazê-lo nas clínicas veterinárias particulares.

Fonte: A Semana

2 COMENTÁRIOS

  1. O interessante é que o governo federal se absteve de procurar outro laboratório confiável para comprar as vacinas. Claro, se o interesse era dar uma “limpada” em algumas regiões do país que têm uma população grande de cães, o governo federal conseguiu, pois usou durante anos a tal vacina. Logicamente muitos animais morreram e passaram por números e percentuais. Quando as pessoas notaram que poderiam reclamar e usar os meios de comunicação, eles pararam de vacinar. Simples assim. Não vão gastar mais dinheiro. Provavelmente vão embolsar tal quantia.

  2. É BEM POR AÍ, CONCORDO COM O COMENTÁRIO ACIMA, PQ NÃO PROCURARAM OUTROS LABORATÓRIOS.SE DEU ERRADO COM UM EXISTEM DIVERSOS LABORATÓRIOS COMPETENTES PARA TAL.

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