Solução inteligente

Microchip facilita localização de animais desaparecidos

(da Redação)

Cão recebe microchip (Foto: Reprodução/ Riviera Tecnologia)

Quando um animal se perde, o seu tutor tem que contar com a sorte ou com a boa vontade de quem o achar. Muitas vezes, a pessoa que o encontra busca alguém para ajudá-lo. A primeira ideia que vem a sua mente é uma clínica veterinária. A segunda alternativa que pode lhe ocorrer é buscar um centro de zoonose mais próximo. O segundo caso, que deveria ser a melhor solução, às vezes, se torna mais difícil. A maioria da população desconhece a localização do centro de zoonose mais perto de sua casa. Por outro lado, sempre existe uma clínica veterinária no bairro onde vivemos e é o local mais provável que uma pessoa procurará quando achar um animal na rua.

Qualquer que seja o local procurado, a possibilidade do tutor reencontrar o seu animal diminui se este não possuir uma identificação precisa. Na maioria dos casos, o animal possui somente uma coleira genérica que não indica quem é seu tutor. Dentre as soluções existentes para esse problema, existe a plaqueta de identificação. O problema é que essa plaqueta pode cair ou ser retirada, o que faz com que a identificação do animal se perca.

Segundo Paulo Roncada, dono da empresa Riviera Tecnologia, que atua há mais de 7 anos no mercado de identificação eletrônica de animais, a solução mais eficaz para aumentar a possibilidade do animal perdido ser devolvido ao seu tutor é através da identificação eletrônica. “Essa solução de identificação é baseada na aplicação de um microchip na pele do animal. O microchip aplicado possui um número único que não se repete em nenhuma parte do mundo. Isto é possível graças a um padrão chamado ISO, desenvolvido na Europa e adotado por todo o mundo”, declara Paulo.

Antes da aplicação, o veterinário deve verificar se o animal não possui um microchip (Foto: Reprodução)

A aplicação do microchip em um animal é rápida e indolor. É feita abaixo da pele do animal, nas costas perto de seu pescoço. Se um animal microchipado é encontrado, ele pode ser identificado facilmente, através de um leitor de baixo custo que o veterinário ou o centro de zoonose possuir.

A identificação por microchip é adotada pela maioria dos países europeus e através de leis específicas que tornaram obrigatória esta prática. No caso de se encontrar um animal perdido na rua, o número que o identifica é lido pelo leitor de microchip e este número é digitado em um site que acessa um banco de dados. Com isso, o tutor do animal é comunicado sobre a sua localização e consegue tê-lo de volta sem problemas.

No Brasil, já existem leis para a adoção desta tecnologia, mas ainda não tornaram o seu uso obrigatório, apesar das inúmeras vantagens que ela apresenta. Além de ajudar na reunião do animal perdido a seu tutor, a identificação por microchip diminui sensivelmente o abandono de animais, pois se um cão ou gato é encontrado, através de seu número de identificação é possível localizar o seu dono e desta maneira, punir pelo abandono deliberado. As estatísticas mostram que existe mais de um milhão de animais nas ruas de São Paulo e, entre eles, um terço são animais de raça. Estes números mostram que muitas pessoas que acabam comprando animais não estão preparadas para cuidar deles.

A identificação por microchip é, portanto, um instrumento eficaz para difundir a ideia da guarda responsável.

Serviço:

Riviera Tecnologia
Telefone: (11) 4193-1597
Mais informações no site: www.rivierapets.com.br

4 COMENTÁRIOS

  1. Lembrando que a ABRACHIP, Associação Brasileira do Microchip Animal, acabou de criar um banco de dados online para qualquer pessoa pesquisar ou cadastrar animais e seus números de microchip, não precisa mais ser só o veterinário que implantou, o próprio dono também pode cadastrar ou atualizar os dados. O site é: http://www.abrachip.com.br/

  2. “Lembro que a Datamars, empresa Suíça que fabrica microchip de alta qualidade, criou e mantém o Banco de Dados chamado Pet Link. O Pet link é um banco de dados inviolável, conectado a mais de 32 bancos de dados mundiais e atende ao Código de Boas práticas de Banco de Dados, criado pela Sociedade Britânica de veterinários de pequenos animais WSAVA. Este código assegura a inviobilidade dos dados do proprietário, como nome, telefone de contato, endereço e foto. O Banco de Dados deve ajudar o proprietário a encontrar seu animal de estimação em caso de perda e não pode disponibilizar os dados para que para qualquer tenha acesso. Com isso, não há possibilidade do proprietário ser chantageado por aproveitadores numa hora tão difícil. No pet link, não é possível a pessoa ser ter acesso aos dados do proprietário, e este só é contatado pelo próprio sistema. Um banco de dado que atenda os códigos de boas práticas não deve conter propagandas de produtos, e nem promover este ou aquele microchip.”

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