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Elefantes asiáticos têm vida social agitada, segundo estudo

5 de agosto de 2011
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Tal como nas festas do ensino médio, em que algumas meninas são consideradas populares perante os colegas, o mesmo acontece com as fêmeas de elefantes asiáticos: algumas têm grandes círculos sociais, enquanto outras são como aquelas garotas que nunca são convidadas para dançar, ficando restritas a um pequeno grupo de companheiros mais próximos.

Essa conclusão é de um novo estudo, que também descobriu que existem indivíduos mais instáveis entre os elefantes, que trocam frequentemente suas cinco companhias mais próximas.

Até então os cientistas vinham considerando a ideia de que os elefantes asiáticos mantinham-se em grupos pequenos e isolados.

Depois de dias numa base de campo, os cientistas observaram grupos relativamente pequenos desses elefantes. Se não se observasse por mais tempo, imaginaria-se que as associações entre eles têm vida curta ou são até mesmo aleatórias.

Mas, ao observá-los por tempo suficiente – meses ou até anos -, é possível ver que os indivíduos têm suas preferências.

A rede social da população como um todo parece ser perene ao longo das estações do ano, o que é diferente do padrão observado nos mais bem estudados elefantes africanos até então, nos quais foram observadas grandes mudanças de população.

Na nova pesquisa, os cientistas coletaram dados por mais de dois anos. Sempre que se deparavam com uma manada, eles registravam os indivíduos que ela continha. Ao final do período de monitoramento, os dados de todos os animais somavam pelo menos 30 aparições de 51 elefantes. Como os elefantes asiáticos machos têm um estilo de vida solitário, os pesquisadores se concentraram nas fêmeas.

Eles focalizaram diferentes níveis de organização: a díade (um par de elefantes), a rede-egocêntrica (os indivíduos com os quais cada elefante está conectado), e a população como um todo. Eles perceberam que alguns dos elefantes tinham muitas companhias, embora as relações fossem mais fortes nos grupos com menos associados. Cerca de 16% dos elefantes mudaram suas cinco companhias mais próximas ao longo do estudo. Não lembra seus tempos de colégio?

Fonte: Hype Science

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