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Ibama demora a definir destino das 270 aves venezuelanas apreendidas

24 de junho de 2011
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução/Jornale

Ainda não havia sido definido até esta sexta-feira (24) o destino das 270 aves venezuelanas apreendidas pela Polícia Federal na última segunda-feira (21), no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM). O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) decidirá se os animais serão deportados, sacrificados ou receberão um novo abrigo.

A grande dificuldade seria adaptar o clima em que os animais viviam na Venezuela ao ambiente brasileiro. Entre as aves há pintassilgos, bicudos, rouxinóis e quase 80% delas são canários, com espécies exóticas só existentes no país de origem. Elas foram encontradas na mala de um brasileiro que responderá pelo crime de maus-tratos. Ele está em liberdade.

O órgão está em contato com a Venezuela para saber se o governo do país tem o interesse em ter as aves novamente. Caso sim precisará enviar uma verba para o transporte.

Se a deportação não for feita, será necessário um novo lugar, mas de acordo com a assessoria do Ibama, não existe recurso para isso e alguma outra entidade poderá sustentar os animais. Caso nenhuma dessas possibilidades se concretize, as aves serão sacrificadas.

Fonte: R7

Nota da Redação: Essas 270 vidas não podem ser condenadas por um crime que não cometeram. Enquanto o traficante está livre, os animais é que têm a vida tomada? Estamos diante de alguma piada? É obrigação dos órgãos que zelam pela preservação da fauna (por ex.: Ibama) providenciar o deslocamento dessas aves a um abrigo adequado, até que seja negociada a volta dos animais ao seu habitat original. Existem soluções éticas, que respeitam a vida desses seres que já sofreram muito em nome da ganância humana. Basta um pouco de competência e boa vontade para colocá-las em prática. Os órgãos ambientais têm a obrigação perante toda sociedade de preservar a vida. As aves devem voltar para o local de onde foram brutalmente retiradas. Caso isto não seja possível, há de se providenciar um abrigo adequado em respeito ao que há de mais sagrado: a vida. Recursos existem; o que não existe é vergonha na cara e competência para reparar as ações desastrosas que os humanos causam deliberadamente na natureza.

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