Ativistas se unem pela proibição das corridas com coiotes e raposas, em Indiana (EUA)


Por Daniel Marques  (da Redação)

Foto: Reprodução/Animals Change

Caçadores chamam de “treinamento”, grupos de proteção animal chamam de  esporte sanguinário. A  prática consiste em colocar bandos de cães entre coiotes e raposas selvagens presos em recintos murados. Os cães correm atrás dos animais aterrorizados no cativeiro até a exaustão, muitas vezes tendo que separá-los quando os encurralam.

Tendo por finalidade levá-los para as jaulas, coiotes e raposas são capturados com armadilhas de mandíbulas, amontoados em gaiolas pequenas e enviados (por vezes centenas de quilômetros sem comida ou água) para essas instalações onde os caçadores pagam para deixar seus cães soltos perseguindo as vítimas.

Segundo informações da Animals Change, essa prática cruel é legal em pelo menos 19 estados dos EUA. No ano passado, a Flórida debateu a regulamentação ou a proibição da rinha de animais. O Estado da Flórida fez a coisa certa, graças à pressão de uma coalizão de defensores dos animais e optaram pela proibição. Agora é a vez de Indiana.

Inicialmente, a Comissão de Recursos Naturais de Indiana propôs regras para banir a prática cruel da rinha de animais. Mas eles conseguiram apoio e agora estão considerando uma proposta que legalizaria a crueldade.

Aparentemente, os funcionários responsáveis pela vida selvagem do estado não querem esperar mais tempo e assim, termine o período para propostas públicas que é na próxima semana e seja a proposta autorizada. O Departamento de Recursos Naturais de Indiana dispensa a autorização para as instalações no condado de Greene, solicitando que o Fundo Legal de Defesa Animal (www.aldf.org), o Projeto Coiote e do Instituto do Bem-Estar Animal movam uma ação legal contra o Departamento e seu diretor, Robert Carter, Jr.

Camilla Fox , Diretora Executiva do Projeto Coiote, aponta que “os americanos reconhecem que a luta de cães e galos são inaceitavelmente cruéis e que tais eventos não têm lugar na sociedade civilizada. Quando o jogador de futebol americano da NFL, Michael Vick, admitiu que era o dono e administrador de uma rinha de cães de combate, a maioria dos norte-americanos ficou chocada e indignada, com razão.  Quão diferente é de uma rinha de raposas e coiotes?”

Resposta: Não é. O dinheiro entra, enquanto as pessoas na plateia assistem aos animais se rasgarem.

A proposta para legitimar esta crueldade  tem sofrido a oposição de organizações  humanitárias pela vida selvagem, incluindo um grupo de veterinários de  Indiana. A comissão precisa ouvir o seu NÃO antes de 18 de maio.

Ajude a proibir a prática violenta contra a vida selvagem em Indiana. Assine o abaixo-assinado para se manifestar contra essa crueldade, clicando aqui.


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