Oposição questiona Prefeitura de Porto Alegre (RS) sobre criação de Secretaria Especial dos Direitos Animais


Oposição questiona os gastos e a necessidade de uma nova pasta

Um ano depois de assumir a prefeitura de Porto Alegre, José Fortunati (PDT) encaminhou à Câmara nesta semana um projeto em que cria a Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda). A atenção que o município quer dar aos animais tem a simpatia até mesmo de vereadores da oposição, mas líderes de bancada não estão satisfeitos com a criação de cargos e mais uma estrutura pública.

Rosália: na defesa dos animais Foto: Jefferson Botega/DG

Há dois anos, a prefeitura tem a Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para os Animais, mas a falta de orçamento e de pessoal qualificado, afirmam Fortunati e a primeira-dama Regina Becker, torna as ações na área inviáveis.

“Nunca se teve uma política ampla voltada para a questão animal em Porto Alegre”, disse o prefeito.

Vereadores questionam custos

Com a nova pasta, o Executivo pretende promover ações educativas, como adoção responsável e campanhas de esterilização. Com o planejado fim das carroças, também há preocupação com o destino a ser dado aos cavalos dos carroceiros.

Os 14 cargos que serão preenchidos por meio de concurso e os oito cargos em comissão (CCs) terão um impacto financeiro anual de R$ 960,1 mil. Por mês, a prefeitura deve desembolsar R$ 76,5 mil com a nova secretaria, um gasto médio de R$ 3,4 mil por funcionário.

Apesar de o PT ter aprovado a criação de 391 cargos no governo estadual, na Capital os vereadores do partido se preparam para discutir a necessidade de mais uma pasta. Os parlamentares questionam os custos da nova estrutura e a criação de cargos em comissão (CCs).

Ongs são favoráveis ao projeto

A notícia do projeto de criação da Seda repercutiu de forma positiva entre voluntários de Ongs envolvidas com a causa animal. A presidente da Ong Duas Mãos, Quatro Patas, Rejane Velho Ferreira, acredita que a proposta é uma iniciativa importante. Ela aponta que é preciso ter uma estrutura para denunciar e encaminhar casos de maus-tratos aos animais.

“Como é que se encaminham denúncias de maus-tratos? Como é que a gente encara e pune?”, questiona Rejane.

Além de estimular a adoção, a entidade mantém casas de passagem que abrigam animais abandonados, como a da voluntária Rosália Rodrigues Kratina, 55 anos.

Fonte: Diário Gaúcho


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