É samambaia, rapaz!


O menino nunca quis ter bonecos humanos. Sempre quis que seus brinquedos fossem de animais. Então tinha o fantoche do pinguim, da vaca, do porco e da zebra, tinha o castelo dos macacos, a cidade das girafas, com a entrada dos prédios e o tamanho dos prédios tão grandes quanto a gente nem consegue imaginar direito, tinha também a arca do Noé, só que futurista, com um par de cada bicho, inclusive bichos que a gente nunca viu por aqui, tinha a piscina dos golfinhos, focas, tubarões, tartarugas e baleias – e tinha jacarés também, ainda que o negócio deles seja água doce -, tinha o cavalinho de madeira de demolição, a joaninha pintada no feijão preto que ele mesmo pintou… Ficavam todos no quintal, porque ele gostava tanto dos bichos, que achava judiação deixá-los presos dentro de casa. No aquário, que nunca serviu de aquário, tinha só uma planta. Assim como a gaiola, que nunca aprisionou passarinho nenhum, servia de apoio para aquela outra planta que ele jamais conseguiu pronunciar direito o nome. Seus pais nunca precisaram ensinar nada ao menino, porque parece que ele já nasceu bem sabido. Só o nome daquela planta mesmo é que ele não aprende de jeito nenhum.


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