Grupo Veterinários na Estrada atende milhares de animais atingidos pelas enchentes


Não foi só a população que sofreu com a tragédia climática que assolou a Região Serrana em janeiro. Muitos animais também morreram e ficaram sem moradia. O trabalho de voluntários em Nova Friburgo impressionou e empolgou os friburguenses a visualizar e construir um futuro melhor. Entre esses colaboradores encontra-se o projeto Veterinários na Estrada, que está desde 2008 sob a coordenação de Amélia Margarida de Oliveira, realizando campanhas de esterilização e educação por todo o Brasil.

A veterinária Amélia Margarida conta que chegou a Nova Friburgo no dia 16 de janeiro, fixou uma base em Campo do Coelho e iniciou as atividades imediatamente. “Realizamos resgates e atendimentos em aproximadamente 250 animais, 400 cirurgias de castração e 80 animais encaminhados para adoção”, conta Amélia. Foram arrecadadas cerca de 20 toneladas de ração e medicamentos em São Paulo, que foram distribuídas em várias etapas.

O Veterinários na Estrada organizaram em São Geraldo mutirões de castração e atendimentos médicos e psicológicos. Esta ação teve a participação da pneumologista Maria Teresa Trindade e da psicóloga Adriane Pessoa, que ao final de suas atividades contribuíram com a veterinária Amélia Margarida auxiliando na triagem dos medicamentos destinados aos animais.

Filas foram feitas para os animais receberem atendimento veterinário durante a passagem do projeto por Nova Friburgo (RJ)

A veterinária já visitou a maioria dos lugares afetados pela tragédia e durante a semana do carnaval esteve em Nova Friburgo novamente para realizar mais atendimentos aos animais da cidade. O projeto Veterinários na Estrada está agindo em parceria com a Fundação Natureza. Amélia comenta que os momentos que passou na Região Serrana jamais serão esquecidos. “As cenas que nossos olhos presenciaram nunca mais sairão de nossa memória, elas farão parte de nossa alma, ficarão impregnadas em nosso DNA”, afirma.

A veterinária Amélia Margarida contribuiu para que os animais fossem atendidos o mais rápido possível após a tragédia

A coordenadora do projeto revela orgulhosa como as pessoas reagiam diante do atendimento cedido aos animais dos bairros destruídos. “Percebemos no olhar de cada pessoa, adulto, velho ou criança, o reflexo de agradecimento dos animais amparados em braços e colos. Um amor incondicional nasceu naquele momento, pois famílias foram salvas a custas de latidos desesperados e arranhões nas portas de suas casas. Apesar da referência material não mais existir, a ligação entre espírito animal e alma humana se fortaleceu naquela hora”, diz a veterinária.

A profissional, que muito ajudou os animais vitimados na catástrofe, deixa uma mensagem final. “Todos precisam de ajuda, todos merecem carinho e atenção, sem distinção de espécies”.

Fonte: A Voz da Terra


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