Todas as 35 espécies de cavalos-marinhos estão ameaçadas


A medicina chinesa, a pesca, a destruição do seu habitat, o artesanato tradicional e a captura para aquários são as principais ameaças à sobrevivência dos cavalos-marinhos (Hippocampus).

Ana de la Torriente, cientista marinha da Oceana, citada pelo jornal El Mundo, pede maior proteção a todas as cerca de 35 espécies de cavalos-marinhos, uma vez que nem todas estão incluídas nas diversas listas e convenções nacionais e internacionais de proteção de espécies ameaçadas.

No dia 15 de Janeiro, a imprensa peruana noticiou a apreensão de 25 mil cavalos-marinhos em um armazém pertencente a um comerciante chinês, que planjeava enviá-los para o Japão via Hong-Kong. Um mês depois, soube-se que no Panamá tinha sido descobertos 20 mil cavalos-marinhos dissecados e escondidos dentro do estômago de um peixe oriundo do Perú.

Em 2004, a CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas) decidiu proteger todas as espécies de cavalos-marinhos, estabelecendo um tamanho mínimo legal a partir do qual podem ser capturados, para que possam reproduzir-se. Uma outra ameaça à sua sobrevivência prende-se com a falta de informação que o público tem sobre estes animais, os seus ciclos de vida, as condições de habitat de que necessitam, entre outras.

Até há poucos anos, no Mar Menor, em Múrcia, era fácil avistar estes enigmáticos animais. Contudo, as medusas, a degradação do seu habitat e a captura para fabricar objetos artesanais fizeram com que a população diminuisse drasticamente. Na Espanha, desde 2004 que o Instituto Espanhol de Oceanografia está a desenvolver diversas investigações para conhecer as verdadeiras razões do seu desaparecimento.

Desde há 600 anos que a medicina tradicional chinesa utiliza os cavalos-marinhos no tratamento de diversas doenças, desde a asma à arteriosclerosa, da incontinência urinária à impotência. Segundo o site do Project Seahorse, estes animais são também utilizados no tratamento de problemas de pele, colesterol elevado, catarro, bócio e doenças cardíacas.

Fonte: Jornal de Notícias


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