Portugal cria projeto de observação das aves migratórias da primavera


(Foto: SPEA)

Com o aproximar da primavera na Europa, começam a chegar a Portugal as primeiras aves migradoras do ano, uma altura particularmente interessante para todos que gostam de observar e fotografar estes animais. Se a este prazer quiser associar uma vertente mais científica e conhecer um pouco melhor as suas rotas migatórias, poderá fazê-lo participando no Spring Alive. Trata-se de um projeto promovido pela associação BirdLife International, que há cinco anos é organizado em Portugal pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).

“O objetivo é o de incentivar a sociedade no seu geral a participar de um projeto que tem também um caráter científico, por meio de recolha de informação e imagens sobre cinco espécies de aves migratórias”, explicou Alexandra Lopes, da SPEA. A escolha das cinco espécies – cegonha-branca, cuco-canoro, andorinha-das-chaminés, andorinhão-preto e abelharuco – foi feita com base em três critérios: o fato de serem todas espécies migratórias, serem de fácil identificação e estarem presentes em todos os países europeus.

Para participar no Spring Alive, basta fazer o registro no site e, em seguida, introduzir os dados (dia, local, nome da espécie e, eventualmente, foto) da primeira vez que avistou um indivíduo destas cinco espécies em determinada região do país, arquipélagos incluídos. “Estes dados permitem à BirdLife International atualizar o mapa das migrações, que podem ser visualizados no site. Daqui a uns anos, com as informações recolhidas, vamos poder perceber se há alterações nas rotas e se as datas de chegada em cada país também se alteraram”, sublinhou a mesma responsável.

Este é um projeto centrado na migração primavil. Os registos começaram no dia 1 de fevereiro e podem ser feitos até ao final da Primavera. Na edição do ano passado, foram observadas mais de 103.500 aves no âmbito do Spring Alive. Até hoje, foram registadas 320 observações, maioritariamente de andorinhas (44%) e de cegonhas (43%). Este ano, a SPEA está apostando na divulgação do projeto junto da comunidade escolar, em especial nas crianças com idades entre os 8 e os 12 anos.

Luís Costa, director da SPEA, referiu que, “hoje em dia, a observação de aves se tornou num passatempo ao qual se dedicam cada vez mais pessoas, cada vez mais organizadas e com melhor equipamento”. Muitos destes observadores, que se dedicam também à fotografia da natureza, participam voluntariamente nos projetos da SPEA, nomeadamente, no censos anual de aves. “No outono, temos já previstos 500 voluntários para começarmos a trabalhar num futuro Altas das aves invernantes em Portugal. Trata-se de um projeto que se irá realizar nos próximos dois invernos”, acrescentou.

Fonte: Jornal de Notícias


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