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Morte de filhotes de golfinho é investigada no Golfo do México

24 de fevereiro de 2011
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Somente este ano, 26 carcaças foram encontradas em praias dos EUA.
Incidência é dez vezes maior que média, e pode ter relação com petróleo.

Pesquisadores analisam a morte de 26 filhotes de golfinho encontrados ao longo do litoral sul dos EUA este ano, a maior parte deles desde a semana passada. O número alarmante pode ter relação com o petróleo que vazou no Golfo do México após uma plataforma de perfuração da BP explodir em abril de 2010, matando 11 trabalhadores e rompendo um poço no fundo do mar.

Estima-se que 5 milhões de barris de óleo foram derramados no golfo ao longo de mais de três meses. As carcaças de 26 filhotes já nascidos ou abortados foram descobertas desde 20 de janeiro, nas ilhas, nos pântanos e nas praias ao longo de cerca de 300 km da costa dos estados de Louisiana, Mississippi e Alabama, disseram autoridades.

Veterinária do Instituto de Estudos de Mamíferos Marinhos exibe amostras de órgãos de um filhote de golfinho morto coletadas para exames. (Foto: AP)

“Quando o mundo vê algo como os bebês de golfinhos sendo trazidos para a costa, isso toca no coração e todos nós queremos saber o porquê”, disse Blair Mase, funcionária do governo que monitora encalhes de mamíferos marinhos na região.

O índice supera em mais de dez vezes o número encontrado normalmente ao longo desses estados durante esta época do ano, quando nascem cerca de 2 mil a 5 mil golfinhos na região, diz Moby Solangi, diretor do Instituto de Estudos de Mamíferos Marinhos na Gulfport.

“É uma anomalia”, diz ele, explicando que o período de gestação dos golfinhos é de 11 ou 12 meses, o que significa que os que nasceram já teria sido concebidos pelo menos dois meses antes de o derrame de petróleo começar.

Adultos

A maioria das carcaças media pouco mais de 3 metros de comprimento e foi encontrada durante a semana passada. Os restos mortais de cerca de 10 golfinhos adultos, nenhum deles fêmeas gráidas, também foram encontrados até agora este ano.

Equipes de limpeza da BP encontraram algumas das carcaças. Outras foram descobertas por guardas florestais, polícia e transeuntes.

“O que torna isso tão estranho é que os golfinhos foram espalhados em uma área tão grande”, disse Solangi. De acordo com Solangi, se os golfinhos encontram óleo na superfície da água, podem enfrentar sérios problemas de saúde.

“Nós fazemos respirações curtas. Esses animais tomam um enorme fôlego de uma só vez e seguram. E quando eles inspiram, a fumaça fica nos pulmões por um período longo de tempo, causando dois tipos de danos, um dos quais é imediato para o tecido propriamente dito. Em segundo lugar, os hidrocarbonetos entram na corrente sanguínea “, disse ele.

Nenhuma das carcaças tinha sinais exteriores evidentes de contaminação por óleo. Mas Solangi disse que necropsias serão realizadas e amostras de tecido retiradas para determinar se os produtos químicos tóxicos do derramamento de óleo podem ter sido uma das causas das mortes.

A mortalidade documentada na população de golfinhos adultos fora da costa do golfo quase triplicou de número no ano passado em relação à média normalmente registrada.

Fonte: G1

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