Cresce a população de quelônios na Amazônia


A população de quelônios teve um aumento de cerca de 38% nos últimos anos, segundo o mestre em Ciência Animal e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Paulo César Machado de Andrade. Ele é coordenador do Projeto Pé de Pincha, que há 12 anos estimula uma consciência de manejo sustentável e manter o crescente aumento de quelônios na Amazônia.

O projeto conta com a participação de jovens dos ensinos Fundamental e Médio das comunidades do Médio Amazonas. No início, foi realizado um diagnóstico em que constava o levantamento das espécies, do consumo e a forma como eram utilizados os quelônios pelos comunitários. Dentre as atividades desenvolvidas pelos jovens pesquisadores destacam-se a transferência do ninho ameaçado pela depredação humana para áreas mais protegidas até a devolução dos quelônios à natureza, quando estes atingem crescimento favorável de sobrevivência.

Segundo o professor, foram comprados pequenos equipamentos digitais para serem inseridos no casco dos filhotes, que registram em um microchip as atividades do quelônio até o fim da vida. Outra atividade desenvolvida pelos jovens cientistas é capturar os animais que foram soltos para inserção do chip. Ao longo de 2 anos, conforme o pesquisador, foi possível saber a proporção de animais com microchips e daqueles que ainda estão soltos na natureza. “E, por conta disso, a obtenção de um quadro estatístico durante esse período, possibilitou saber previamente sobre a taxa de crescimento e de sobrevivência de tracajás na natureza”. Ressaltou.

Preservar é o principal resultado da pesquisa

Andrade afirmou que a conservação e proteção dos recursos faunísticos, a partir do trabalho desenvolvido nas comunidades é extremamente necessária, pois é um item importante dentro dos ciclos de convivência. “O jovem cientista que obteve maior treinamento será capaz de coordenar os outros comunitários, organizando e mantendo a comunidade unida, mas, principalmente gerando informações que poderão ser elaboradas e repassadas por meio de relatório aos órgãos ambientais”, disse.

Fonte: Portal Amazônia


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