Conselho tenta barrar sacrifício de capivaras em Campinas (SP)


Desde 2006, quatro casos de febre maculosa foram diagnosticados na cidade, sendo que três deles resultaram em morte
A febre maculosa é transmitida por um carrapato que tem como principal hospedeiro a capivara. Foto: Dominique Torquato / AAN

O Conselho Municipal de Defesa dos Animais de Campinas (SP) convocou uma reunião extraordinária no início da noite desta quinta-feira (10/02) depois que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) concedeu à Prefeitura Municipal de Campinas a licença para o abate das capivaras existentes no Largo do Café. Desde 2006, quatro casos de febre maculosa foram diagnosticados na cidade, sendo que três deles resultaram em morte. A doença é transmitida por um carrapato que tem como principal hospedeiro a capivara.

Na reunião ficaram estabelecidas ações para tentar impedir o abate das capivaras. No próximo domingo (20/02), às 9h da manhã, foi marcada uma manifestação em frente ao Largo do Café. Também será enviada uma liminar à Justiça na tentativa de impedir a medida.

Após a confirmação da terceira morte por febre maculosa no fim de 2010, a Prefeitura de Campinas enviou um documento ao Ibama explicando a situação da epdemia no parque público e solicitando que animais fossem retirados e levados para outro local.

O Ibama não autorizou o manejo das capivaras do Largo do Café. Segundo o Instituto, a medida iria transferir o risco de contágil para um outro local, pois os animais estão com a bactéria da doença.

De acordo com Denise Assis Roma, da Secretaria de Saúde de Campinas a prefeitura está estudando a efetivação da eutanásia, conforme o protocolo do Ibama, e seguindo todos os preceitos éticos para tal procedimento. “A função da Vigilância de Saúde, em primeiro lugar, é a de preservar a vida das pessoas”, explica. Ela lembrou que as três pessoas que morreram após serem infectados com febre maculosa eram homens jovens e pais de família.

“Não é certo matar, a execução não vai resolver o problema”, disse nesta quinta-feita (10) o presidente do Conselho de Defesa dos Animais Flávio Lamas.

Esta foi a segunda vez que o Ibama autorizou o abate destes que são os maiores roedores do mundo. Outra autorização foi concedida logo após a constatação da primeira morte pela doença, em 2006. Segundo Denise, a prefeitura levou em consideração a opinião do Conselho Municipal de Defesa dos Animais de Campinas, e de setores da sociedade civil organizada que eram contra a eliminação dos bichos. Desde então parque está fechado para a visitação pública e as capivaras continuam habitando lá.

A Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo (Sucen) ajuda a Prefeitura no monitoramento e acompanhamento da enfestação do carrapato no Largo do Café e também no manejo ambiental do local.

“A ideia é que o parque seja reaberto para a poulação, que é quem, de fato deve usar o Largo do Café”, disse Denise.

Fonte: RAC


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