Ambientalistas procuram espaço para abrigar animais do Ibama


Centro de triagem está superlotado e o local apontado como ideal pelos especialistas é usado pela Prefeitura do Recife para reciclar lixo

(Foto: Reprodução / TV Globo)

Especialistas em meio ambiente estão à procura de um local que possa abrigar os animais apreendidos pelo Ibama. É que a sede do instituto, no bairro de Casa Forte, está superlotada, como mostrou o NETV 2ª do sábado (05). Um dos espaços que poderia servir de endereço para esses animais fica no bairro do Curado, mas está ocupado pelo lixo.

Para os ambientalistas, a localização é estratégica: ao lado do Jardim Botânico do Recife, onde existe uma mata exuberante e às margens da BR-232, que serve de rota para o tráfico de animais silvestres. A Estação de Tratamento da Coleta Seletiva de Lixo, onde ficava o antigo incinerador da Prefeitura do Recife é o endereço ideal, segundo o Ibama, para transferir os animais silvestres do centro de triagem, que enfrenta o problema de superlotação.

(Foto: Reprodução / TV Globo)

No local, gaiolas abarrotadas de aves que deveriam estar se recuperando para viver na natureza. O espaço é o mesmo de 22 anos atrás, mas o número de animais apreendidos não para de crescer. Só no ano passado, nove mil passaram pelo local.

Um grupo de analistas ambientais estudou em detalhes quatro áreas que poderiam servir de endereço para os animais do centro de triagem e uma vantagem foi fundamental para a escolha do terreno onde fica a Estação de Tratamento da Coleta Seletiva de Lixo do Recife: lá já existe a estrutura que poderia ser transformada em viveiros rapidamente e a um custo baixo.

Mas o espaço que o Ibama quer está ocupado. Nos 60 boxes são separadas 19 toneladas de lixo reciclável por mês. A área de quatro hectares é usada também por uma usina de compostagem, que transforma os galhos podados das árvores em adubo orgânico. Sem contar que o local também é usado pra guardar os pneus recolhidos na cidade. E são 70 mil por ano.

O secretário de Meio Ambiente do Recife, Roberto Arrais (foto 4), sugere mais discussão para encontrar um novo endereço. “Nós precisamos buscar alternativas. Nós já, inclusive, colocamos alguns pontos como o Jiquiá, alternativas próximas à Universidade Rural que precisamos discutir. Porque o terreno desejado já está sendo utilizado com compostagem, que é um trabalho de coleta seletiva. Então, é preciso ver se podemos compor esse projeto com o Ibama. Agora, precisamos de uma solução conjunta Estado, município e Ibama”, destacou.

Assista à reportagem:

Fonte: pe360graus


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