Minizoo de Porto Alegre (RS) será desativado pelo bem-estar dos animais


A situação precária do minizoo do Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre (RS), motiva desde a metade do ano passado uma discussão sobre seu possível fechamento. Ontem, uma reunião de duas horas procurou suavizar oposições mais ferrenhas à mudança com o argumento de que “os animais do minizoo precisam de uma vida melhor”.

A frase é da primeira-dama da Capital, Regina Becker. Ela compareceu ao encontro ontem, no Orquidário, do qual participaram usuários e integrantes da administração do Minizoo Palmira Gobbi. Não foi um debate conclusivo. Regina destacou que um avanço foi esclarecer o objetivo da prefeitura.

“Eu acho que consegui fazer com que algums pessoas entendessem. Não é uma remoção sem motivos”, define ela.

Entre os principais argumentos estão a poluição inalada pelos animais, o barulho presente quase 24 horas por dia e as más condições das jaulas. À noite, os animais seriam vulneráveis a agressões e a terem arremessados em seus recintos objetos como cigarros e chicletes. Durante o dia, a vegetação impede a passagem de grande parte da luz solar, o que piora no inverno.

De acordo com a primeira-dama, representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estiveram no local e o reprovaram. Um exemplo é o cativeiro das aves, que deveria ser circular e ter altura suficiente para voos. Já os símios apresentam apatia e irritabilidade, segundo Regina. Melhorias no ambiente custariam mais de R$ 1 milhão, apontou. Nem para servir de exemplo educacional a uma criança o minizoo serviria, afirma Regina:

“Não se pode dizer que uma criança aprende alguma coisa vendo um animal enjaulado. Um pai que usa da justificativa de que ele quer, por meio do minizoo, mostrar para o seu filho uma espécie, ele tem de pensar que mostrando um animal enjaulado ele tem de ser aceito em uma situação como aquela”.

As espécies

– Aves como araras, papagaios, gaviões, urubus, pavão, faisão, saracura, mutum-cavalo, marrecas
– Mamíferos com ratões-do-banhado e micos-prego
– Répteis como jabutis

Fonte: Solidariedade Animal


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