Brigitte Bardot denuncia ameaça recebida através de cartaz publicitário


A defensora dos animais e atriz francesa Brigitte Bardot entrou com um processo contra os responsáveis pela manipulação de sua imagem em um cartaz de contrapropaganda no qual aparece seu rosto no lugar onde previamente havia uma vaca.

Na publicidade promovida pelo coletivo “Gang des fils de pub” se vê o retrato de Bardot – cujo processo foi divulgado nesta quarta-feira (2) pelo jornal “Le Parisien”- no lugar que era ocupado por uma vaca em um dos cartazes que a atriz lançou contra os sacrifícios dos animais em 4 de janeiro.

Junto a seu rosto se mantém o texto original de sua própria campanha: “Este animal vai ser degolado sem sedação e em meio a grandes sofrimentos. Isso é o sacrifício ritual”.

Os advogados de Bardot informaram à imprensa francesa que sua cliente considera a troca de imagens “uma ameaça de morte”.

O cartaz manipulado e a operação na qual “Gang des fils de pub” substituiu o retrato gigante da vaca pelo da atriz circulam pela internet e podem ser vistos entre outros lugares no site “Islam en France”.

Os promotores da contracampanha denunciam o ataque midiático promovido por várias associações lideradas pela Fundação Brigitte Bardot contra o sacrifício ritual e defendem a ideia de que, mais do que promover o bem-estar animal, seu objetivo é “estigmatizar certa categoria de consumidores”.

Concretamente os muçulmanos, que seguem as normas “halal” e os de crenças judias que se regem pelas regras “kosher”.

Apesar dos argumentos apontados por Bardot, segundo os membros do “Gang des fils de pub”, a sedação está longe de ser uma técnica perfeita que garanta a ausência de sofrimento dos animais sacrificados.

O grupo lembra que Brigitte Bardot é conhecida por seus múltiplos “escorregões midiáticos racistas” e convida as pessoas a “reagir contra a nova tentativa de pressionar os franceses a se enfrentarem entre si”, o que, segundo o movimento, é o objetivo da campanha da atriz.

Mais de 2 mil cartazes distribuídos por todo o território francês denunciam as consequências de uma exceção da legislação europeia estipulada em 1993 para muçulmanos e judeus que permite o sacrifício de animais sem sedação.

Bardot e as sete associações que a apoiam nesta ação denunciam ainda o fato de que milhões de franceses comem sem saber a carne de animais sacrificados segundo as normas halal e kosher.

Fonte: Terra


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