Torturados pela ciência/EUA

Universidade de Utah é acusada de omitir abuso de animais em laboratórios

A PETA conseguiu mais de 1.300 páginas sobre a vida dos animais confinados nos laboratórios da Universidade de Utah, nos EUA, que já vem sendo acusada de crueldade há anos....

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28/01/2011 às 06:00
Por Redação

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Por Giovanna Chinellato  (da Redação)

Foto: Reprodução

A PETA conseguiu mais de 1.300 páginas sobre a vida dos animais confinados nos laboratórios da Universidade de Utah, nos EUA, que já vem sendo acusada de crueldade há anos. A publicidade dos dados é garantida pelo Govermment Records Access and Management Act (GRAMA), e custou U$ 2.420 à PETA, porém as páginas estavam incompletas e extremamente vagas, deixando claro que a universidade está se esforçando em esconder o que realmente faz com os animais que confina. Segundo informações da Animals Change, a PETA abriu um processo contra a instituição para tentar obter os documentos completos e recuperar parte da taxa paga.

No ano passado, em uma inspeção de apenas cinco dias, o Departamento de Agricultura dos EUA encontrou nove violações a requisitos federais para cuidados com animais nos biotérios da univerdade. Um dos casos relatados foi o de um gatinho que morreu por desidratação após receber doses excessivas de medicamentos; outro, de primatas que eram negligênciados por dias, porquinhos da índia amontoados em gaiolas e bezerros mantidos sob dor intencional.

Ativistas denunciam abuso de animais na Universidade de Utah (Foto: Reprodução/Animals Change)

Investigadores da PETA relataram casos tão cruéis quanto o Departamento de Agricultura, como um coelho largado no corredor sem comida ou água por dias, animais mortos largados nas gaiolas, forçando os outros a caminharem sobre seus cadáveres, um macaco mantido em isolamento, enjaulado numa sala sem acesso a seus semelhantes, e outros mantidos sem água para que cooperassem com os testes em troca de algumas gotas para aplacar a sede.

O caso mais conhecido é o de Robert, um gato adquirido por quinze doláres no abrigo público. Os vivisseccionistas cortaram o crânio de F09-017, como o chamavam, e implantarem eletrodos que simulavam impulsos nervosos e comandavam seu corpo, fazendo sua perna se mover involuntariamente. No relatório da investigação da PETA consta que “Robert mostrava sinais de trauma: estava cansado e grogue, pupilas dilatadas e olhos envidrados, ele vomitava constantemente. Com o tempo, esse gato afável se tornou arredio e sem vida.” Por que será que a universidade esconderia isso?

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