Alimentação

Cães são animais carnívoros ou onívoros?

Por Sérgio Greif  (da Redação)

Há assuntos que continuamente ressurgem entre vegetarianos, defensores dos direitos animais e o público em geral. Um desses assuntos se refere ao status de cães em relação aos seus hábitos alimentares: Se cães são carnívoros ou onívoros. Já tive a oportunidade de manifestar minha opinião em relação ao assunto, para pessoas que me questionaram individualmente. Porém, considerando ser um assunto recorrente e com o qual creio que não se deva despender muito mais energia, escrevo o presente texto.

Para efeitos de classificação, cães são animais mamíferos pertencentes à Ordem Carnívora. Essa é uma ordem bastante diversificada de mamíferos, mais de 260 espécies, que partilham entre si um ancestral comum próximo, além de algumas características físicas comuns a quase todas as espécies (pés com quatro ou cinco dedos, unhas em forma garras, dentes adaptados para cortar, com a presença de caninos fortes, cônicos e pontiagudos).

Taxonomistas tem consciência de que o termo aplicado à Ordem – Carnivora – está defasado. A denominação até hoje presente é antiga (1821) e se baseia no hábito alimentar predominante dentro do grupo.  Hoje se reconhece que chamar a uma ordem de mamíferos Carnívoros gera confusão, porque se por um lado o nome permite agrupar familias aparentadas, por outro ela pretende nos dizer o que esses animais comem, o que não pode ser generalizado.

Não existe uma ordem de mamíferos chamada herbívora e uma outra chamada onívora. Animais são classificados com base em seus ancestrais comuns e suas características físicas, não com base em seus hábitos alimentares. Assim, dentro da maioria das ordens de mamíferos há animais que consomem carne ou insetos e por outro lado há, dentro da Ordem Carnívora, animais que nunca ou quase nunca consomem carne.

Há Mamíferos Carnívoros que pelo seu hábito alimentar na natureza são carnívoros obrigatórios (felinos,  furões, ursos polares, focas, etc), outros consomem parte de sua dieta em carne e parte em vegetais e por isso devem ser considerados  taxonomicamente carnívoros, embora com hábitos onívoros (ursos, guaxinins, quatis, canídeos, etc) e alguns deles, inclusive, alimentam-se basicamente de vegetais (urso-panda)

O lobo cinzento (Canis lupus), espécie da qual deriva o cão doméstico, é uma espécie carnívora com hábitos alimentares onívoros. Animais que habitam regiões temperadas do hemisfério norte alimentam-se principalmente da carne de caça, mas  grupos que habitam regiões mais quentes e com maior disponibilidade de vegetais consomem também vegetais, embora não exclusivamente.

O lobo guará (que apesar do nome não é um lobo) é um canídeo brasileiro cuja dieta, em sua maior parte, é constituída de frutas, tubérculos, cana-de-açúcar e mel. Pequenos animais, ovos e insetos também são consumidos, mas representam um papel secundário na alimentação como um todo.

Cães domésticos são taxonomicamente mamíferos carnívoros da família canídae. Isso não diz nada sobre sua dieta.  Há cães que se adaptam bem ao consumo de frutas e legumes, cereais, leguminosas e sementes. Outros preferirão uma dieta exclusivamente constituída de carne, quanto muito aceitarão arroz ou algum legume se estiver muito bem misturado à mesma. Tudo isso tem mais a ver com o costume do que com uma necessidade biológica.

Cães domésticos podem ser acostumados ao consumo de alimentos exclusivamente vegetais.  Para isso, porém, faz-se necessário que este alimento lhes seja oferecido em composição de nutrientes balanceada para atender às suas necessidades fisiológicas.  O alimento deve ser preparado de modo a conter todos os aminoácidos essenciais que não são sintetizados pelo organismo do animal. Deve conter, ainda, todos os lipídeos, vitaminas e minerais necessários para a manutenção de sua boa saúde. O alimento deve, também, estar disponível em uma versão sensorialmente agradável ao animal. Isso pode ser conseguido de diferentes formas.

Há uma discussão pseudo-ética e pseudocientífica em relação à nossa prerrogativa em alterar os hábitos alimentares de cães domésticos. Se temos esse direito ou não pode-se realmente discutir, mas a verdade é que todas as pessoas que mantém esses animais alteram seus hábitos. Na natureza cães/lobos perseguiriam bois almiscarados, veados, coelhos e aves diversas. Os abateriam e consumiriam sua carne, especialmente os órgãos moles, sem limpar.

Uma pessoa que crie cães, mesmo que os alimente com carne, não estará o alimentando com a carne de caça, com os cortes que eles naturalmente escolheriam. Não estará lhes permitindo caçar, consumir o conteúdo estomacal do animal, sua pele e os tendões. A dissonância é ainda maior nos casos em que se alimenta o animal com rações comerciais e em lata, que são de qualquer forma constituídas de sobras de matadouros, farelos de milho e soja, quirera de arroz, cenoura, ervilha e muitos conservantes.

A alteração do comportamento não se encerra por aí. Não permitimos aos cães expressarem seu comportamento natural quando os criamos em chãos cimentados ou de piso, quando não os permitimos cavocar na terra, rolar na carniça, entrar em lagoas, ter contato com outros cães ou copular segundo seu próprio arbítrio. Contrariamos sua natureza quando mandamos que parem de latir, quando lhes damos banhos, quando escolhemos aonde que eles devem defecar e urinar, quando limitamos sua movimentação e seu acesso à relva.  Não me entendam mal, sei que esse é o preço da domesticação. Se não fizéssemos todas essas coisas, a convivência com cães não seria tão fácil.

Então sim, entendo a aflição das pessoas que se opõe à manutenção de cães com dietas vegetarianas. Entendo e questiono, pois essa é uma aflição não refletida. Ninguém que conheço, vegetariano ou não, permite aos seus cães expressarem seu comportamento de maneira natural. Há mais de 20 anos que não conheço alguém que crie cães com outra coisa que não seja ração. Rações podem ser boas ou ruins, mas isso nada tem a ver com serem rações vegetarianas ou não. Rações precisam ser balanceadas, elas precisam ter uma quantidade adequada de carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais. Isso pode ser feito utilizando-se ingredientes de origem animal ou não. De toda forma não é a dieta natural que o animal seguiria, se tivesse a opção.

O presente texto encontra correlação com artigo publicado na Pensata Animal

16 COMENTÁRIOS

  1. O texto fala sobre a dieta vegetariana para os cães, que eu, pessoalmente, não concordo. Se você quiser alimentar seus cães com ração, eu não sou completamente contra, afinal foi um meio pratico que inventaram para alimentar os cães com comida balanceada e ainda ganhar dinheiro. Mas já existem várias dietas em que o cão come carne crua com ossos e vegetais, ou não. Existe a BARF e a Raw Meaty Bones, que são australianas. E existe a AN- alimentação natural, que foi feita seguindo os principios da Barf e da RMB e algumas novas descobertas. Eu prefiro alimentar meus cães (e meus gatos) com AN. Acho mais saudável e várias pessoas vivem citando beneficios em seus cães. Aqui o site da AN: http://www.cachorroverde.com.br
    Há vários seguidores dessa dieta e muitos depoimentos em vários sites e alguma comunidades do orkut. Os unicos problemas são a falta de conhecimento dos veterinários, que mesmo vendo o cão saudável e feliz, muitas vezes não concordam com a alimentação por causa de mitos antigos (como o de que cães não devem comer ossos) ou pela simples falta de conhecimento mesmo. Logo, várias pessoas dão AN para seus cães sem apoio médico por causa disso. E o outro problema é que demanda mais tempo de preparo do que a ração, que é só abrir o saco e botar uma porção no prato.

    • Olá A Todos que criticaram o Texto informativo sobre Cães, se não gostou não acesse esse site e não Faça criticas desnecessárias! Obrigada Pela Atenção—-> AnnaBelle 🙂

  2. Rações industrializadas são alimento ordinário para nossos pets. Foram descobertas empresas de rações que aproveitavam até carne de cães e gatos mortos em CCZs. E nas rações vem de tudo, olhos, pelos, penas, vísceras, restos dos restos. Tudo de péssimo. Eu faço comida para meus peludos. Há muitos anos. E eles são supersaudáveis e felizes. Adoram legumes, verduras, arroz, macarrão integral, soja, ovos, ricota, etc. Se você ler e estudar os ingredientes das rações você entenderá. Tem um artigo excelente denominado: Rações industrializadas no site : cachorro verde. Confira

  3. Rita, só para eu entender… A Ração Super Premium Gato Persa, da Royal Canin, que custa R$ 67,00 o pacote com 3 kgs, é feito com o resto do resto, com tudo que existe de ruim (incluindo carne de cachorros e gatos de rua)? E o fato dos gatos estarem grandes, bonitos, lustrosos, com pelo macio, olhos brilhantes, brincalhões e com uma saúde exemplar é uma mera coincidência? É isso mesmo?

    • Amiga, infelizmente, a Royal Canin testa em animais. Sim, muitas empresas de ração não possuem certificado de qualidade e utilizam restos de tudo o que podem. Além disso, a maioria das rações contém ingredientes transgênicos (um símbolo de um triângulo amarelo com um T no centro do mesmo na embalagem indica isso).
      Fora que já existem rações vegetarianas (Fri Dog aqui no Brasil) e em outros países, além da ração ser vegetariana, ela pode ser orgânica e ainda possuir certificado de qualidade.
      Enfim, devemos deixar certos mitos de lado e acompanhar o desenvolvimento das pesquisas. Os cachorros são animais onívoros, assim como nós, seres humanos.

      • Já visitei a fábrica da Royal Canin e o “testar em animais” deles é alimentar os animais com as rações deles e fazer testes de digestibilidade nas fezes… E os recintos dos animais são bem limpos e adequados.

  4. Sou veterinária e trabalho na área de Clínica e Cirurgia de cães e gatos há quase 30 anos. Como sou vegana, gosto de oferecer aos meus clientes informação sobre opções alimentares aos meus pacientes que não passe pela ingestão de carnes em geral. Quanto à ingesta de rações industrializadas, penso que há dois pontos a considerar: rações fazem tanto sucesso pq são inegavelmente práticas mas se levarmos em conta a preferência dos cães, a prática clínica mostra que cerca de 7 a 8 em 10 animais preferem comida caseira. Logo, há que se considerar o prazer do paladar do animal e não submetê-lo ao tédio de uma alimentação monótona que, como bem constatado por Sérgio Greif, fere seu comportamento biológico.
    Com bom senso, optando por uma dieta balanceada, podemos sim, oferecer alimentação caseira e termos animais muito saudáveis e felizes.
    E para quem acha que somente ração é saudável uma pergunta: e antes das fábricas de ração existirem, o que nossos cães e gatos comiam? ou não comiam, eram alimentados de água e sol?
    Muito importante que os tutores dos animais exerçam a prerrogativa de questionarem o que estão dando a seus animais e não se deixarem manipular pela mídia.
    Humanos gostam de variar sabores mas em uma atitude egoísta e preguiçosa, muitos impõem a seus animais uma alimentação sem graça, sem gosto, sem cheiro e inúmeras vezes de questionável valor nutricional.

    Vanilda Pintos

    • Vanilda, boa noite!

      Gostaria de saber se vc é de SP. Pois gostaria muito que meu cão tivesse uma alimentação vegetariana, mas sem rações, e desconheço veterinários em Sp que compreendam isso…
      Também sou vegana, aliás.

      Beijão

      • No final de 2015 li um texto de um site falando sobre este assunto não sou nenhum especialista e nesse texto o cão foi definido como carnívoro e em outro momento ouvi de um paleontólogo definir o lobo como onivoro com predileção(analisando o crânio) a carne bem voltando ao site nesse site falava da dieta saudável para o cão e para o gato que eram um pouco diferentes pq o gato é estritamente carnívoro e o texto era baseado em outros textos (não cheguei a fonte mas acredito que científicos) ele é muito bom pq ele falava de tudo dos minerais , vitaminas e outras fontens de nutrientes e como o cão conseguia adiquirilos e o que eu entendi foi que carboidratos não são bons e que a carne (sendo várias partes do animal) é essencial no caso do gato mais ainda pq o cão não consegue adquirir vários nutrientes por meio de vegetais ou frutas mesmo que o nutriente esteja naquela fruta ou vegetal mas mesmo assim ele necessita de algumas frutas e vegetais em pequenas quantidades pelo que entendi sendo que a maioria faz mal a ele mesmo que ele consiga comer eu até poderia linkar o site mas estou no cell e não sei como faz e outra coisa assim como nós precisamos do médico o seu animal precisa de um veterinário que realmente entenda como funciona a absorção dos nutrientes de seu cão a aparência externa por si só não conta exemplo simples eu e minha irmã vc olhando para nós dois vc vai dizer que ela é muito mais saudável que eu e que eu estou acima do peso mas ela tem 31% de gordura corporal enquanto eu tenho 18% minhas taxas estão perfeitas e as dela nem tanto.

  5. Cães são animais carnívoros ou onívoros?
    25 de janeiro de 2011 às 14:41

    Por Sérgio Greif (da Redação)

    Há assuntos que continuamente ressurgem entre vegetarianos, defensores dos direitos animais e o público em geral. Um desses assuntos se refere ao status de cães em relação aos seus hábitos alimentares: Se cães são carnívoros ou onívoros. Já tive a oportunidade de manifestar minha opinião em relação ao assunto, para pessoas que me questionaram individualmente. Porém, considerando ser um assunto recorrente e com o qual creio que não se deva despender muito mais energia, escrevo o presente texto.

    Para efeitos de classificação, cães são animais mamíferos pertencentes à Ordem Carnívora. Essa é uma ordem bastante diversificada de mamíferos, mais de 260 espécies, que partilham entre si um ancestral comum próximo, além de algumas características físicas comuns a quase todas as espécies (pés com quatro ou cinco dedos, unhas em forma garras, dentes adaptados para cortar, com a presença de caninos fortes, cônicos e pontiagudos).

    Taxonomistas tem consciência de que o termo aplicado à Ordem – Carnivora – está defasado. A denominação até hoje presente é antiga (1821) e se baseia no hábito alimentar predominante dentro do grupo. Hoje se reconhece que chamar a uma ordem de mamíferos Carnívoros gera confusão, porque se por um lado o nome permite agrupar familias aparentadas, por outro ela pretende nos dizer o que esses animais comem, o que não pode ser generalizado.

    Não existe uma ordem de mamíferos chamada herbívora e uma outra chamada onívora. Animais são classificados com base em seus ancestrais comuns e suas características físicas, não com base em seus hábitos alimentares. Assim, dentro da maioria das ordens de mamíferos há animais que consomem carne ou insetos e por outro lado há, dentro da Ordem Carnívora, animais que nunca ou quase nunca consomem carne.

    Há Mamíferos Carnívoros que pelo seu hábito alimentar na natureza são carnívoros obrigatórios (felinos, furões, ursos polares, focas, etc), outros consomem parte de sua dieta em carne e parte em vegetais e por isso devem ser considerados taxonomicamente carnívoros, embora com hábitos onívoros (ursos, guaxinins, quatis, canídeos, etc) e alguns deles, inclusive, alimentam-se basicamente de vegetais (urso-panda)

    O lobo cinzento (Canis lupus), espécie da qual deriva o cão doméstico, é uma espécie carnívora com hábitos alimentares onívoros. Animais que habitam regiões temperadas do hemisfério norte alimentam-se principalmente da carne de caça, mas grupos que habitam regiões mais quentes e com maior disponibilidade de vegetais consomem também vegetais, embora não exclusivamente.

    O lobo guará (que apesar do nome não é um lobo) é um canídeo brasileiro cuja dieta, em sua maior parte, é constituída de frutas, tubérculos, cana-de-açúcar e mel. Pequenos animais, ovos e insetos também são consumidos, mas representam um papel secundário na alimentação como um todo.

    Cães domésticos são taxonomicamente mamíferos carnívoros da família canídae. Isso não diz nada sobre sua dieta. Há cães que se adaptam bem ao consumo de frutas e legumes, cereais, leguminosas e sementes. Outros preferirão uma dieta exclusivamente constituída de carne, quanto muito aceitarão arroz ou algum legume se estiver muito bem misturado à mesma. Tudo isso tem mais a ver com o costume do que com uma necessidade biológica.

    Cães domésticos podem ser acostumados ao consumo de alimentos exclusivamente vegetais. Para isso, porém, faz-se necessário que este alimento lhes seja oferecido em composição de nutrientes balanceada para atender às suas necessidades fisiológicas. O alimento deve ser preparado de modo a conter todos os aminoácidos essenciais que não são sintetizados pelo organismo do animal. Deve conter, ainda, todos os lipídeos, vitaminas e minerais necessários para a manutenção de sua boa saúde. O alimento deve, também, estar disponível em uma versão sensorialmente agradável ao animal. Isso pode ser conseguido de diferentes formas.

    Há uma discussão pseudo-ética e pseudocientífica em relação à nossa prerrogativa em alterar os hábitos alimentares de cães domésticos. Se temos esse direito ou não pode-se realmente discutir, mas a verdade é que todas as pessoas que mantém esses animais alteram seus hábitos. Na natureza cães/lobos perseguiriam bois almiscarados, veados, coelhos e aves diversas. Os abateriam e consumiriam sua carne, especialmente os órgãos moles, sem limpar.

    Uma pessoa que crie cães, mesmo que os alimente com carne, não estará o alimentando com a carne de caça, com os cortes que eles naturalmente escolheriam. Não estará lhes permitindo caçar, consumir o conteúdo estomacal do animal, sua pele e os tendões. A dissonância é ainda maior nos casos em que se alimenta o animal com rações comerciais e em lata, que são de qualquer forma constituídas de sobras de matadouros, farelos de milho e soja, quirera de arroz, cenoura, ervilha e muitos conservantes.

    A alteração do comportamento não se encerra por aí. Não permitimos aos cães expressarem seu comportamento natural quando os criamos em chãos cimentados ou de piso, quando não os permitimos cavocar na terra, rolar na carniça, entrar em lagoas, ter contato com outros cães ou copular segundo seu próprio arbítrio. Contrariamos sua natureza quando mandamos que parem de latir, quando lhes damos banhos, quando escolhemos aonde que eles devem defecar e urinar, quando limitamos sua movimentação e seu acesso à relva. Não me entendam mal, sei que esse é o preço da domesticação. Se não fizéssemos todas essas coisas, a convivência com cães não seria tão fácil.

    Então sim, entendo a aflição das pessoas que se opõe à manutenção de cães com dietas vegetarianas. Entendo e questiono, pois essa é uma aflição não refletida. Ninguém que conheço, vegetariano ou não, permite aos seus cães expressarem seu comportamento de maneira natural. Há mais de 20 anos que não conheço alguém que crie cães com outra coisa que não seja ração. Rações podem ser boas ou ruins, mas isso nada tem a ver com serem rações vegetarianas ou não. Rações precisam ser balanceadas, elas precisam ter uma quantidade adequada de carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais. Isso pode ser feito utilizando-se ingredientes de origem animal ou não. De toda forma não é a dieta natural que o animal seguiria, se tivesse a opção.

    O presente texto encontra correlação com artigo publicado na ANDA e na Pensata Animal

  6. Adorei a matéria. Trata de uma forma inteligente que nos leva a uma reflexão de qual a forma ideal de alimentar um cão. Crio os meus cães com carne crua e parece que eles aprovam. Não me imagino viver comendo ração… logo imagino que eles também não queiram. Contudo o que mais gostei foi o fato de levar à reflexão em todos os aspectos. Até no banho. Parabéns. Agradeço pelos esclarecimentos.

  7. Existem varias receitas para alimentação natural para cães, sou contra dar rações para cachorros, mas é importante da uma alimentação balanceada.

    Este site explica o que é de verdade a alimentação natural

    http:\caosupersaudavel.com

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