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Animais atingidos pelas chuvas no Rio são acolhidos por voluntários

18 de janeiro de 2011
2 min. de leitura
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Os animais também ficaram sem casa, sem tutor, perdidos. Os repórteres Edney Silvestre e Luiz Paulo Mesquita acompanharam de perto o esforço e o trabalho dos voluntários que cuidam dos animais atingidos pelas chuvas.

O olhar doce e o jeito amigável não deixam dúvida: até semana passada, ele era o melhor amigo de alguma criança, algum adulto ou idoso. Um dos muitos cachorros abandonados ou deixados para trás após a tempestade do dia 11.

Os tutores de vários deles morreram ou estão desaparecidos. Bichos que foram salvos pela generosidade humana.

“Nós fomos resgatar três dias esses cães lá no Vale do Cuiabá, onde aconteceu essa tragédia toda. Os tutores eram muitas pessoas que perderam tudo, suas casas, e não tinham nem para onde ir, e alguns eram cães de rua também. Mas a maioria foi abandonado pelos proprietários que perderam tudo e não tinham como levar os animais”, conta a veterinária Patrícia Fittipaldi.

Uma cadelinha poodle vai ter filhotes a qualquer hora. Ela foi encontrada no Vale do Cuiabá, uma das áreas mais devastadas de Petrópolis.

“Em uma outra casa totalmente invadida pela lama, nós fizemos uma revisão geral e encontramos essa cadelinha poodle deitada em um sofá no fundo da sala, provavelmente escolhendo um local para ter seus filhotes. Então, ela foi resgatada e agora está sob a nossa proteção e vai ter os seus filhotes muito bem”, diz o administrador Carlos Eduardo Pereira.

Mas nem só bichos pequenos estão sendo resgatados: um cavalo foi encontrado preso dentro de uma garagem com a pata ferida. Normalmente ele seria sacrificado para que não sofresse mais.

“Esse animal foi arrastado pela enxurrada, pela enchente que nós tivemos aqui na nossa região, e não se sabe como ele ficou prensado dentro de uma garagem, sem movimentação, durante quatro dias. Nós fomos requisitados, quando fazíamos o atendimento dos animais aqui da região, para fazer uma eutanásia nele. Mas quando não tem fratura completa e ele consegue se apoiar normal, a gente não precisa fazer esse procedimento tão triste”, explica a veterinária Rosana Portugal.

Mas a Defesa Civil de Itaipava não quer mais que os animais permaneçam no Ciep: “A gente tem que arrumar agora outro local para levar esses animais, porque a gente tem um prazo pequeno para tirar eles daqui. Era de um mês, agora a gente têm que tirar amanhã”, diz a veterinária.

“Fomos surpreendidos com a notícia que esses animais terão que deixar aqui as dependências do Ciep por preocupações com questões sanitárias. A nossa instituição se comprometeu a abastecer aqui com ração, vermífugos e vacinas a partir de quarta-feira”, diz o administrador.

Mais um bicho encontrado na beira da estrada e recolhido: “Ele apareceu aqui e eu adotei ele como Perdido. É o nome dele, um grande amigo, compranheiro”, diz um homem.

Fonte: Bom Dia Brasil

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