Por um mundo pacífico

Parada Veg e ato pelo Dia Internacional dos Direitos Animais reúnem cerca de 200 pessoas em SP

Cerca de 200 pessoas participaram neste domingo (5) de duas manifestações que ocorreram separadamente na Avenida Paulista, em São Paulo. Organizada pelo grupo ConsciênciaVeg, a Parada Veg iniciou-se pela manhã,...

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06/12/2010 às 05:00
Por Redação

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Por Lilian Regato Garrafa  (da Redação)

Cerca de 200 pessoas participaram neste domingo (5) de duas manifestações que ocorreram separadamente na Avenida Paulista, em São Paulo.

Organizada pelo grupo ConsciênciaVeg, a Parada Veg iniciou-se pela manhã, reunindo ONGs que deram seu apoio e contribuição para que o evento acontecesse e ativistas independentes, que compareceram para manifestar sua opção pela ética e pelo respeito à vida.

Parada Veg na Avenida Paulista (Foto: Fabio Paiva)

 

Embalado por uma música composta especialmente para a Parada, o clima era de descontração e celebração à vida e ao respeito pela escolha de um mundo melhor, de dignidade, liberdade e paz.

Entre outras reivindicações, a Parada Veg teve o intuito de pleitear:

– Identificação de produtos com ingredientes de origem animal
– Merendas e refeições vegetarianas em escolas, hospitais e demais serviços públicos.
– Preparo e responsabilidade dos profissionais da área de saúde.

Ativistas da Revolução da Colher compareceram à Parada (Foto: ANDA)

A opção pelo vegetarianismo como uma forma de contribuir para a melhora do ambiente e o fim de todo tipo de violência contra os animais foi amplamente divulgada durante o evento, por meio de panfletagem, exibição de banners, faixas e palavras de ordem.

A Parada Veg enfatizou o direito de exercer a opção de consciência e a inclusão do vegetariano nos mais diversos setores, onde ainda não há escolhas acessíveis e éticas a quem tem sua vida pautada pela não exploração de animais.  As crianças vegetarianas também foram lembradas porque sofrem preconceito, como demonstrou a publicação de uma matéria pela revista Veja, condenando mães que apoiam seus filhos na alimentação sem crueldade – um claro  exemplo da parcialidade do veículo respaldado por interesses em depreciar o vegetarianismo.

Christian Saboya, organizador da Parada, trabalhou com o envolvimento de muitas pessoas de distintos grupos e construiu um evento que fortaleceu não só os vegetarianos, mas também a defesa dos animais.

Encerramento da Parada Veg (Foto: ANDA)

Durante a caminhada, os ativistas tomaram pistas da avenida Paulista e várias pessoas que passavam pelo local tiveram a iniciativa de agregar-se ao evento.

DIDA

O Dia Internacional dos Direitos Animais oficialmente é 10 de dezembro, porém o grupo Holocausto Animal antecipou a observação à data  para este domingo, na sequência da Parada Veg. Segundo o coordenador do ato, Fabio Paiva, este dia não é comemorado, mas observado, já que não há o que comemorar visto que os animais não têm os seus direitos respeitados. Portanto, ao contrário da Parada Veg, o movimento que se iniciou foi um protesto, cujo tema deste ano foi: “Se você parar de comer, eles param de matar”.

"Se você para de comer, eles param de matar" (Foto: Fabio Paiva)

No lado oposto da Avenida Paulista, os ativistas empunhavam banners que mostravam animais explorados e mortos para consumo. Os manifestantes caminharam ao longo dos quarteirões emitindo frases persuasivas pelo fim do massacre de animais.

O tema foi apropriadamente escolhido, uma vez que o protesto antecede o Natal, época em que o número de mortes de animais nos abatedouros, que já são normalmente sucessivas e incessantes, aumenta drasticamente para compor a ceia à mesa da população. Na opinião de Fabio, o Natal é uma das datas mais hipócritas que existem – pois as pessoas celebram um “noite de paz e de amor” com seres mortos no centro da mesa.

(Foto: Fabio Paiva)

Para ele a humanidade está doente principalmente pela maneira como se alimenta, e a cura pra essa doença só virá quando os humanos respeitarem com igualdade os seres de outras espécies. Ele é consciente de que o trabalho que realiza não surtirá efeitos imediatos, mas são sementes plantadas para, daqui a muitos anos, frutificarem quando uma nova era se abrirá a um ser humano com uma consciência superior à atualmente medíocre. Para o ativista, o fato de vivermos essencialmente numa sociedade de consumo, em que o ser humano olha só pro seu umbigo, o impede de enxergar um animal com outros olhos, já que não respeita nem mesmo seu semelhante.

Protesto em observação ao Dia Internacional dos Direitos Animais. (Foto: ANDA)

O Dia Internacional dos Direitos Animais foi criado pela ONG inglesa Uncaged, que escolheu o dia 10 de dezembro por ter sido a data em que a ONU ratificou a Declaração dos Direitos Humanos.

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