Sagui e bem-te-vi disputam espaço em árvore no interior de SP


Há cerca de quatro dias uma cena tem sensibilizado dona Maria Rocilda de Souza, 78 anos, em Bauru, no interior de SP. Na companhia de novos vizinhos, a moradora do Núcleo Geisel tem, diariamente, acordado ao som do canto de um bem-te-vi e acompanhado a luta pela sobrevivência entre o pássaro e um sagui, ambos moradores da mesma árvore, em frente à sua casa.

Preocupada com o pequeno macaco que estaria sendo atacado pelo bem-te-vi, a aposentada entrou em contato com a reportagem do Jornal da Cidade e chegou a acionar o Corpo de Bombeiros. “Ele fica o dia todo em cima da árvore, sem conseguir descer, porque o bem-te-vi o ataca. Só tem saído à noite. O engraçado é que ele sempre volta para a mesma árvore. O bombeiro falou que temos apenas que observar, porque é coisa da natureza, mas me dá um dó, porque acho que ele não está conseguindo comer nem beber água, acuado pelo passarinho”, narra sobre a cena presenciada na quadra 2 da rua dos Jambeiros.

De acordo com o diretor do Zoológico Municipal de Bauru, Luiz Pires, assim como informado pelo bombeiro, a “disputa” observada por dona Maria é comum. Longe de acuado e indefeso, explica Pires, o sagui está, na verdade, em busca de alimentação enquanto o pássaro tenta proteger sua prole.

“O bem-te-vi só ataca quando está protegendo sua prole e parte da alimentação dos saguis é também ovos e filhotes de passarinho. Enquanto o pássaro defende seu ninho, o sagui está esperando pelo momento de conseguir se alimentar. E aquela árvore ainda deve fazer com que o sagui sinta-se seguro, por algum motivo”, afirma o diretor do zoológico.

Segundo Pires, o mais correto é fazer como dona Maria: não interferir e se deliciar com a naturalidade do mundo animal. “Não temos que nos preocupar, porque o sagui está solto, em vida livre. Não devemos interferir de maneira nenhuma porque eles se ajeitam”, recomenda.

E ainda alerta. “Os saguis não existiam na região de Bauru, foram introduzidos. Então, sempre pedimos para não alimentá-los, porque a fartura de alimento faz com que eles se reproduzam cada vez mais, e isso desequilibra a natureza da região”, completa.

Fonte: JCNet


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

CONSCIENTIZAÇÃO

SOLIDARIEDADE

NOVOS LARES

RIO CLARO (SP)

EXTINÇÃO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>