O aquecimento global pode ser o responsável pelo “Pizzly” – um híbrido de urso polar e de urso pardo


Flagrante fotográfico de um urso híbrido. Foto: Corbis

Foi descoberto um novo híbrido de um macho pardo e de uma fêmea polar no Ártico e a causa do cruzamento de espécies diferentes pode estar diretamente relacionada com o aquecimento global que provoca o degelo desta área.

Nas lendas do povo Inuit podem-se encontrar muitas histórias sobre os ursos criados a partir de uma fêmea “nanuk “ (urso polar, no seu idioma) e um macho “aklak” (urso pardo). Mas até recentemente os cientistas não atribuíam qualquer base real para estas histórias. A definição das espécies implica o isolamento reprodutivo. Ou seja, dois animais de espécies diferentes não podem ter descendência e que se o conseguirem, a descendência não é fértil, tal como acontece com a mula (cruzamento de cavalo e burro). Os híbridos entre os polares e os pardos podem ter descendência fértil.

Agora esta visão mudou. O degelo do Ártico durante o verão nos últimos anos está pondo em contato espécies que anteriormente pouco se viam e que agora são forçadas a partilhar as mesmas áreas. Os ursos polares passam cada vez mais tempo em terra devido à falta de áreas geladas. E os ursos pardos podem ter acesso a latitudes mais elevadas devido ao clima mais ameno.

Um estudo publicado na revista “Nature”, por especialistas em fauna do Ártico revela que a hibridação não é um fenômeno exclusivo dos ursos. A investigação foi conduzida por Brendan P. Kelly, do Laboratório de Mamíferos Marinhos dos EUA (NOAA). “Nós temos documentado pelo menos 34 possíveis hibridações entre populações, espécies e até gêneros distintos”, relatam os autores no seu artigo. Das 22 espécies envolvidas na investigação, 14 estão na lista de espécies ameaçadas ou em perigo de extinção do seu país de origem. Doze casos de hibridação foram entre indivíduos de diferentes espécies e a metade delas também eram de géneros diferentes. Entre os animais híbridos existem também baleias, golfinhos e focas.

Fonte: El Mundo


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