Prefeituras e MP divergem sobre a causa da mortandade de peixes no Rio dos Sinos


Um grupo de prefeitos representando os administradores dos 22 municípios do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia do Rio dos Sinos (Prosinos), noRS, apresentou relatório indicando que a poluição que causou a morte de 16 toneladas de peixes, nas últimas semanas, foi química. A origem e o tipo do produto devem ser detalhados nos próximos 15 dias.

Preliminarmente, os laudos constataram que metais pesados provocaram o desastre. O resultado diverge do apontamento do Ministério Público do Estado (MP), que indicou detritos orgânicos despejados por uma indústria de Igrejinha como decisivos para a mortandade.

O presidente do Prosinos criticou, em nome dos demais prefeitos, o MP e a Fepam. Conforme Ary Vanazzi, os dois órgãos atribuiram às prefeituras a causa da mortandade de peixes. “Carga tóxica elevada caiu no rio e não foi o esgoto”. A análise foi realizada pelos serviços de água e esgoto de São Leopoldo (Semae), Novo Hamburgo (Comusa), secretarias do meio ambiente dos 22 municípios e técnicos do Prosinos.

O prefeito de Novo Hamburgo, que também pertence ao consórcio, foi mais incisivo nas críticas. “Não aceitamos esse ambiente intimidatório”, disse Tarcísio Zimmermann . Sobre a análise apresentada pelo promotor Daniel Martini, indicando que a poluição causadora da mortandade partiu de uma indústria de Igrejinha, ele disse não acreditar. “Foi mais um chute e sem muita pontaria desse promotor”, afirmou. O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, admitiu, no entanto, que as prefeituras têm uma parcela de culpa pela poluição do Sinos. “Somos parte desse problema”, reconheceu.

Vanazzi criticou o fato de não ter sido realizada análise em peixes mortos em setembro e que ainda não foram divulgados resultados sobre a mortandade do início de novembro. A responsabilidade, segundo ele, é da Fepam. A análise apresentada nesta sexta-feira está relacionada exclusivamente à mortandade do início de dezembro. O prefeito admitiu ainda que a captação de água foi suspensa por mais de dois dias, no início do mês, até a onda de poluição seguir o curso do rio.

O que disse o MP

O promotor Daniel Martini reiterou que a característica da mortandade sugere que houve um grande derramamento de carga orgânica e que isso pode ser consequência do detrito de residências e também afluente industrial. “Há uma série de causas e o esgoto doméstico tem sua parcela de responsabilidade”, afirmou.

Ele lembrou ainda que o tratamento de esgoto nos munípios do Vale do Sinos não passa de 5%. No dia 15, Martini pretende se reunir com os prefeitos dos municípios da região, que hoje encaminharam um ofício para postergar a data, até que recebam os laudos definitivos apontando a causa da mortandade.

O que disse a Fepam:

A Fundação preferiu não se manifestar. Por meio da assessoria de imprensa, informou apenas que não há resultado de análises indicando com precisão a causa da mortandade.

Fonte: Vitrine Digital


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