Animais sofrem com a crise econômica norteamericana


Por Danielle Bohnen  (da Redação – Argentina)

Em uma economia em recessão, os sinais da luta pode aparecer em quase todas as partes. No Condado de Jackson, os sinais são cada vez mais visíveis nas zonas rurais e terras de cultivo, segundo, Neeva Bailey, diretora da Proteção de Animais e Associação de Educação de Vancleave.

Durante mais de uma década, Bailey tem utilizado seus 26 hectares de terra para cuidar dos animais necessitados, tais como cachorros, gatos e cavalos. E é justamente, com os animais de grande porte que os problemas estão mais visíveis.

Cavalo resgatado no Condado de Jones no dia 08 de novembro deste ano e entregue à Proteção Animal e Associação Educativa de Vancleave. Foto: Arquivo Pessoal/ Neeva Bailey

Bailey disse que, nos últimos anos, resgatou 35 cavalos, sendo 20 no último ano – a maioria deles tinha tutores que não tinham condições nem de alimenta-los. Agora, apesar de manter mais de uma dúzia de cavalos em uma parte separada de 30 hectares, Bailey está sem mais espaço.

“Com a economia tão mal, todos os dias recebemos mais e mais telefonemas de pessoas que não podem mais cuidar de seus cavalos. E não há onde coloca-los, estamos lotados”, afirma ela.

Bailey tem ajudado os animais de porte grande, pagando os custos com a ajuda com a co-propriedade de uma subcontratação de negócio das telecomunicação com Northrop Grumman, em Pascagoula. Mas agora, as contas do veterinário, junto com alimentação e ferraduras, se acumulam. “Nós temos uma enorme lista de compras”, disse Bailey.

Segundo Bailey, já conseguiu encontrar lares qualificados que adotaram vários dos cavalos, mas há mais animais que chegam do que o número de lares disponíveis. “Neste momento, parece que todos os cantos, há mais um pedaço de terra onde as pessoas não têm condições de alimentar os animais, nem cuida-los”, disse.

Outro desafio é saber de que forma os cavalos estão sendo cuidados. Alguns estão evidentemente desnutridos, com pernas magras e com as costelas aparecendo, mas dependendo de quanto tempo o cavalo está neste estado e por estar tão fraco, a única solução é sacrifica-lo.

“Há alguns que é tarde demais e não há nada que se possa fazer, o mal já está feito. É muito doloroso”, diz Bailey.

Bailey afirma que somente há esperança com doações e famílias qualificadas proprietárias de boas terras para ajudara  aliviar a carga, porque a ideia de não poder ajudar um cavalo necessitado é muito difícil de suportar. “Rezo muito para que isso não aconteça”.


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