Defensores de animais são presos na Inglaterra por fazerem campanha contra laboratório


(da Redação)

O juiz Keith Cutler da Winchester Crown Court, no sul da Inglaterra, enviou cinco ativistas britânicos pelos direitos animais à prisão porque fizeram uma campanha de intimidação contra empresas vinculadas ao laboratório de experimentação animal Huntingdon Life Sciences (HLS).

Sarah Whitehead, 53, foi sentenciada a seis anos de prisão por sua participação na campanha de intimidação. Foto: PA (Daily Mail)

Os defensores de animais foram condenados a cumprirem penas entre 15 meses e 6 anos. Sarah Whitehead, 53 anos, Nicole Vosper, 22 anos, Thomas Harris, 27, Jason Mullan, 32, Nicola Tapping, 29, e Fitzpatrick Alfie, 21, são membros da Stop Huntingdon Animal Cruelty (SHAC), organização que vem travando uma longa campanha contra os cruéis experimentos feitos com animais no laboratório HLS.

Thomas Harris, 27 anos,ficará preso por quatro anos. Foto: PA (Daily Mail)

Fitzpatrick Alfie, o mais jovem do grupo, recebeu uma sentença de prisão que foi substituída por 100 horas de trabalhos comunitários.

Alfie Fitzpatrick, 21 anos, teve a pena transformada em trabalhos comunitários. Foto: PA (Daily Mail)

Segundo a acusação, os ativistas difamaram em panfletos e pichações dirigentes das empresas fornecedoras do laboratório HLS. A intimidação só iria parar, segundo os membros da SHAC, quando as empresas cortassem a ligação comercial com o laboratório. Com a ação, eles provocaram um grande aumento nos custos com segurança das empresas, na ordem de £ 12,6 milhões.

Jason Mullan, 32 anos, ficará três anos preso. Foto: PA (Daily Mail)

“A ação foi tomada a fim de causar sofrimento e aterrorizar, e foram bem-sucedidas”, disse o juiz Cutler. E finalizou com uma afirmação de outro juiz: “Vocês não vão para a prisão por expressar suas crenças, vocês estão indo para a prisão porque cometeram um crime grave.”

O inspetor-chefe, Andy Robbins, da Polícia de Kent, que comandou a operação, disse: “As sentenças passadas hoje são um reflexo de montagem da intimidação sistemática e implacável. Essas táticas não têm lugar numa sociedade democrática e em nada refletem os protestos pacíficos realizados pela grande maioria dos defensores do bem-estar animal.


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