Cerca de 200 capivaras vivem em meio à poluição do rio Pinheiros (SP)


 

Cerca de 200 capivaras vivem às margens do poluído Rio Pinheiros (Foto: Laurye Borim/G1)

É difícil imaginar que qualquer tipo de espécie animal consiga viver às margens do poluído rio Pinheiros, em São Paulo. No entanto,cerca de 200 capivaras têm conseguido sobreviver em meio à poluição e se reproduzir. A superpopulação da espécie é algo que preocupa o Pomar Urbano, antigo Projeto Pomar, que cuida do paisagismo das margens do rio e faz o controle das espécies que vivem na região.

Segundo o coordenador do Pomar Urbano, Alex Maia, quando o projeto foi criado, em 1999, o número de capivaras era bem menor. Porém, esses animais conseguiram se adaptar às condições do ambiente e, aos poucos, foram se reproduzindo. “Agora elas são praticamente domesticadas. Não se assustam tanto e já se acostumaram com o movimento das pessoas”, diz.

Billings e Guarapiranga

Muitas capivaras que viviam às margens do Rio Pinheiros têm migrado para as represas Billings e Guarapiranga, que abastecem São Paulo. Desses locais, elas acabam seguindo para matas mais fechadas. “Não há uma barreira entre o rio Pinheiros e essas represas, mas não há explicação para essa migração”, explica. O manejo da espécie para outros locais ainda não foi estudado, mas se o número de capivaras continuar crescendo, provavelmente essa medida terá de ser feita, segundo Maia.

Segundo o professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Ferreira, não há nenhum fator biológico especial que explique o porquê de as capivaras conseguirem viver em um rio tão poluído e não terem problemas de saúde. “A capivara é um animal extremamente resistente. As doenças que podem afetar um humano nem sempre prejudicam um animal”, afirma.

Capivara na movimentada na região do Rio Pinheiros (Foto: Laurye Borim/G1)

Dócil, a capivara não é uma ameaça à segurança humana. Quando uma pessoa chega perto, por exemplo, o que o grupo faz, normalmente, é correr em direção ao rio. Elas chegam a atravessar o Pinheiros em apenas um mergulho. As capivaras se dividem em bandos formados basicamente por um líder, que é sempre um macho. Só no Rio Pinheiros, estima-se que haja pelo menos 12 grupos. Sempre que o macho identifica uma situação de perigo, envia uma mensagem e, imediatamente, todo o grupo procura se esconder. Os filhotes passam grande parte do dia no rio.

Com informações de G1


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