Eventos da II Semana da Proteção do Tubarão iniciam nesta sexta-feira, em Portugal


Os tubarões são importantes para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos e muitas espécies estão em perigo, devido às práticas de captura, uma situação que várias associações europeias querem alterar, sensibilizando a população para um animal que “não é perigoso”. A II Semana da Proteção do Tubarão em Portugal, que decorre a partir de hoje (8), insere-se numa iniciativa europeia assinalada em diversas cidades.

Fernando dos Reis, da organização da Semana, explicou à agência Lusa que, este ano, os eventos centram-se nos mais jovens. Por isso, ações de informação e sensibilização desenvolvem-se em universidades (Lisboa, Porto, Aveiro, Faro e polo de Peniche) e em vários aquários do país, como o Vasco da Gama, ou o Fluviário de Moura.

Mas também foi contatada a Marinha para que realizem ações de formação dos nadadores-salvadores presentes nas praias portuguesas, de modo a que não causem alarme entre os banhistas nas raras ocasiões em que é avistada uma das várias espécies de tubarão. “É essencial alterar a imagem que as pessoas têm do tubarão e ultrapassar o mito de que é um comedor de homens. O tubarão não é perigoso”, frisou Fernando dos Reis, mergulhador que participa na coordenação da iniciativa em Portugal, juntamente com a Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios (APECE).

Várias espécies de tubarão, nomeadamente em Portugal, estão “praticamente extintas” devido à conjugação de alguns fatores: a reprodução é naturalmente limitada, já que as fêmeas só têm entre duas a três e 20 a 30 crias e não milhões, como os peixes, o crescimento é lento e a captura aumentou, devido ao crescimento da procura de barbatanas, principalmente na China, explicou. Entre as espécies com situação “mais problemática” está o cação.

Ao mesmo tempo, a Semana da Proteção do Tubarão pretende chamar a atenção dos responsáveis governamentais para a necessidade de proteger os tubarões, nomeadamente através das leis referentes à pesca e à caça marinha, proibindo definitivamente uma prática “horrível” que é o corte das barbatanas em alto-mar e o abandono da carcaça, como explicou à Lusa a presidente da organização “Shark Advocates International”.

Sonja Fordham, que se encontra em Lisboa para promover o evento, salientou que Portugal e Espanha são os únicos países da União Europeia (UE) em que os governos dão aos pescadores a possibilidade de exercerem esta prática. No entanto, a separação das barbatanas dificulta que o resto do tubarão seja identificado e pode ser descarregado como se fosse outra espécie.

Está sendo divulgada uma petição entre os deputados do Parlamento Europeu para que seja levada a votação a proibição desta prática. Entre as 78 assinaturas já recolhidas, não há nomes portugueses, uma ausência lamentada por Fernando dos Reis.

Com informações do Jornal de Notícias


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