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Soldados americanos resgatam águia ferida no Afeganistão

2 de outubro de 2010
2 min. de leitura
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Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Mitch é uma águia estepe que não pode voar. Suas asas marrons, sempre machucadas, não planam mais no ar. Mesmo assim, Mitch está prestes a pegar um avião do Afeganistão para Nova York, graças à ajuda de alguns soldados que se importaram.

O pássaro irá viajar numa aeronave militar com um de seus resgatadores, um operador marinho da SEAL, assim como com Major Eileen Jenkins, o veterinário que cuidou dele nas últimas semanas. Ele provavelmente irá conhecer membros do escritório do senador Charles Schumer, que foram fundamentais nos esforços para encontrar um lar para Mitch longe do Afeganistão, no santuário Berkshire Bird Paradise em Petersburgh, NY.

Segundo informações da revista People Pets, a jornada de Mitch começou no final de junho. Peter Dubacher, que administra o Berkshire Bird Paradise, estava trabalhando com Barbara Chepaitis em um livro chamado Feathers of Hope (Penas da Esperança), quando recebeu um email do Afeganistão. O soldado, cuja identidade deve permanecer no anonimato devido a preocupações de segurança, escreveu sobre uma águia que fora baleada, de próposito e à queima roupa, por um soldado afegão.

Ele e outro operador marinho da SEAL pegaram o pássaro e, sem saber nada sobre veterinária ou sobre águias, colocaram uma camiseta ao redor de Mitch. Eles deram-lhe um anestésico, suturaram o ferimento, fizeram um curativo e lhe construíram uma gaiola. Eles lhe davam galinha, carne e o que mais pudessem encontrar.

“Ele tenta voar, mas não consegue”, o soldado escreveu, “tenho medo pois, se ele não for resgatado desse lugar, não há de viver muito. Você pode ajudar?”

Dubacher e Chepaitis ficaram sensibilizados e decidiram ajudar. Dubacher, ele mesmo veterano de guerra, começou a resgatar pássaros no Vietnã e se identificou com aqueles soldados. Além disso, ficou motivado por um senso de dever em ajudar essas pessoas e esse pássaro. “Nós tentamos salvar quem podemos, e isso nos torna humanos melhores”, disse Chepaitis.

O processo para trazer Mitch aos EUA foi um verdadeiro desafio. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem negou o pedido porque Mitch não é uma águia nativa. O USDA baniu importações de pássaros da região e imediatamente negou o pedido de Chepaitis. Ela então recorreu ao escritório do senador Schumer, onde encontrou apoio, e por intermédio dessas conexões conseguiu ajuda da Casa Branca.

“Tudo mundo se interessou pela história”, Chepaitis diz. “Existe uma grande admiração por aqueles jovens que tiveram forças para fazer isso numa situação tão horrenda. Esses caras fizeram algo bom.”

Para os operadores da SEAL responsáveis pelo resgate, não foi um ato motivado pelo heroísmo. “Era apenas o que tínhamos de fazer. É quem nós somos.”

E graças aos esforços de todos, Mitch irá finalmente desfrutar a paz do santuário de Dubacher.

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