Privados de liberdade/Espanha

Fazendeiros prendem pedaços de madeira nas patas dos cavalos para limitar sua locomoção

Por Danielle Bohnen (da Redação)

O normal seria ver os cavalos correndo ao avistar a equipe de televisão Vtelevisión aproximando-se do seu local de pastagem. Entretanto estão impossibilitados, pois um pedaço de madeira que foi preso em suas patas os impede de cavalgar livremente.

Esse instrumento é colocado por fazendeiros da região de Muros, na Galícia, alegando servir para impedi-los de circular por áreas cultivadas e em rodovias, mas, pelo que se pode notar, não é bem o que acontece.

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A ONG espanhola LIBERA! declarou à ANDA que se opõe ao uso de qualquer dispositivo que limite a circulação dos animais. Os seres vivos devem ser livres, cuidados e respeitados. Há muitas alternativas éticas para controlar os movimentos e proteger os animais das estradas e dos acidentes rodoviários. Não há justificativa para torturar animais com armadilhas.

Além disso, essa prática causa-lhes feridas e sérios danos à sua saúde e bem-estar. “Eles são obrigados a realizar um movimento da pata totalmente antinatural, então sofrem ferimentos, problemas musculares e, principalmente, traumas psicológicos, por verem-se privados de seu comportamento natural”, explica um representante da ONG LIBERA!.

Além de fraturas e deformações, que vão provocando a morte lenta e cruel desses animais, os turistas que visitam essa região filmam essa crueldade escandalizados.

O SEPRONA, Serviço de Proteção da Natureza, do Governo da Espanha, recebe diversas denúncias sobre esses abusos, principalmente, desde 2006, pois muitos desses animais sofrem e morrem por não poderem escapar dos incêndios de verão.

“Quando temos conhecimento dessa crueldade, tratamos de identificar os tutores desses cavalos. Uma vez que é feita a identificação, faz-se um informe de denúncia, que é emitido pelo conselho do meio rural”, conta um policial da Guarda Civil.

Porém, encontrar os culpados torna-se uma tarefa muito complicada, apesar da obrigatoriedade do uso de microchip que identifica os tutores. “Por não contar com nenhum dispositivo de identificação, já que os tutores não querem se responsabilizar pelos danos que ocasionam aos animais, fica muito difícil identificá-los”.

Como vem acontecendo no decorrer da história, eles são utilizados como arma de guerra e força de trabalho, sendo sempre impedidos de calvagar e usufruir da liberdade a que têm direito.

Assista aqui a um vídeo que denuncia essa atrocidade contra os cavalos:

10 COMENTÁRIOS

  1. Meu Deus, algo deve ser feito urgente! Esse pessoal não se preocupa nem enxergando os animais como objetos? Estão ‘danificando seus objetos’, será que assim eles tomariam alguma providência??? Que horror!

  2. eu tenho certeza que os métodos utilizados na Escravidão e na Inquisição ainda povoam o imaginário de muitos psicopatas, só pode ser isso.
    Crueldade em pleno século 21, as caras do Mundo e se permite isso… Inimaginável.

  3. Se não tivesse imagens de vídeo, fotos, eu não acreditaria nesse absurdo!!
    pobres cavalos, até qd vão sofrer nas mãos dos homens?? Já não basta ter que ver muitos animais magros, fracos puxando charretes pela minha cidade… O que tb é incrível que ainda seja permitido, em Pelotas onde eu moro os cavalos estão sendo muito maltratados, nada se faz, os charreteiros tem um grupo forte q cala a boca de todos os politicos, promotores…

  4. MUTIRAO: ALGUÉM QUE MANTÉM CONTATO COM A liberaong.org, sugira organizar um mutirao com a sociedade, políticos e protetores, para retirada desses apetrechos torturantes de todos esses cavalos.Eu já sugeri.

  5. achei que ja tinha visto todo tipo de tortura contra animais me surpriendi novamente a imaginaçao para a crueldade nao tem limites,cade os governantes que nao tomam uma atitude.

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