Metrô de São Paulo atropela cães para não atrasar


O metrô de São Paulo está tão saturado que não há margem para qualquer tipo de atraso, nem para esperar um cachorro sair dos trilhos.

A queixa foi encaminhada ao Ministério Público em abril e motivou a abertura do inquérito policial 397/10 para investigação na Delegacia de Crimes Ambientais. Por trás da polêmica está a operação no limite de uma linha do metrô que ficou parada mais de duas horas na terça passada, levando milhares de passageiros a sair dos trens e caminhar nos trilhos.

Os trens dessa linha, a 3-vermelha, têm intervalos de só 100 segundos no horário de pico, um dos menores do mundo. Qualquer imprevisto basta para provocar um caos em plataformas e vagões, que já recebem, hoje, dez usuários por m².

Diante desse cenário, é frequente a ordem do CCO (Centro de Controle Operacional) para seguir viagem mesmo quando há bichos no caminho, segundo três operadores entrevistados pelo Jornal Agora.

“[O Metrô] reiteradas vezes tem desrespeitado a legislação ambiental ao determinar e mesmo pressionar os operadores de trens para que atropelem cachorros que estejam nas vias”, diz um trecho da representação da Associação dos Operadores de Trem do Metrô protocolada na Promotoria em 20 de abril.

Brechas

A entidade, fundada em 2009 e desvinculada do sindicato dos metroviários, afirma que a ordem não consta de procedimentos formais, mas, para evitar atrasos, é dada por parte dos chefes.

Cachorros costumam entrar nos trilhos por brechas em muros ou pelas estações.

Há quem reconheça que não se pode ameaçar a segurança de passageiros nos vagões com freadas repentinas. Mas, segundo a representação, a orientação é passada após a parada dos trens, quando um condutor alerta para a impossibilidade de prosseguir.

Em vez de deslocar algum funcionário da estação para retirar o animal do caminho, segundo eles, a prioridade é não perder tempo e avançar. Esses atropelamentos não são registrados pela empresa.

O Metrô foi procurado no meio da tarde da última sexta-feira, mas alegou que não responderia devido ao horário. Os operadores prepararam um relatório com abaixo-assinado relatando a queixa à companhia no fim de 2009. O tema foi parar no Ministério Público Estadual.

Fonte: Agora


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