Defensores dos animais protestam contra touradas com bezerros na Espanha


Por Raquel Soldera (da Redação)

Durante as festividades em Algemesí, na Espanha, dezenas de bezerros são cruelmente assassinados pelor próprios moradores, por pura diversão. São as Becerradas Cadafaleras de Algemesí, que acontecerão na próxima semana e incluem como espetáculos noturnos dois ou três dias de “bezerradas”, que também são assistidas por crianças, as quai acabam relacionando a festa com a tortura de animais.

Vladimir Morales é morador de Algemesí, mas rejeita a desculpa da “tradição” para justificar a matança desses animais pelas mãos de alguns de seus vizinhos. “Bêbados, ferem os animais com espada na perna, na barriga, no pescoço… O que eles fazem com os bezerros é o mais cruel, selvagem e terrível que existe em Valência”. Outros, como ele, pedem a abolição desta prática sádica, onde bezerros são assassinados com menos de um ou dois anos de idade.

“Rodeados por uma multidão que os cercam e os espetam, se dão conta do que acontece. Tentam fugir e depois desistem”, relata Eva Benet, da Folgança Antitaurina Pels Drets Dels Animals.

Apesar de as manifestações contra a bezerrada se realizarem há quatro anos em Algemesí, Vladimir Morales diz que a Câmara Municipal “sempre tentou ignorar e calar-nos”.

“Ver uma espada entrar em um animal de um lado e sair do outro é muito difícil. Nós estamos lutando contra isso, mas não podemos condenar os índices de violência na sociedade e, em seguida permitir, com a cumplicidade da Câmara Municipal, a tortura animais pode se defender”, disse Eva Benet.

Ativistas em defesa dos animais das organizações Collectiu Folgança, Pacma e AnimaNaturalis realizaram um protesto em Algemesí no último sábado, 18, onde, em posição fetal, representaram a impotência dos seres vivos de poucos meses de idade.

Ativistas em protesto contra "bezerradas" (Foto: AnimaNaturalis)

“Acreditamos que é possível que Algemesí desfrute de maneira saudável de suas festas, sem ter a necessidade de matar bezerros ou maltratar qualquer animal. Queremos uma diversão saudável, sem crueldade”, disse Natalia Rizzo, coordenadora da AnimaNaturalis em Valência.


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