Veterinário britânico viaja o mundo salvando animais


Por Giovanna Chinellato (da Redação)

O trabalho diário de Luke Gamble era clinicar com a esposa, Cordelia (32), em Cranbone, Dorset, na Inglaterra. Mas há sete anos, tendo se voluntariado em ONGs internacionais, ele conheceu a Worldwide Veterinary Service. A ONG proporciona tratamento veterinário gratuito, incluindo medicamentos, e aconselha organizações do mundo todo.

No ano passado, Luke organizou 53 times voluntários, com pessoas de 220 ONGS internacionais, arrecadando remédios para animais necessitados.

O paciente mais incomum de Luke foi uma preguiça órfã na Costa Rica. “A mãe normalmente ensina o bebê a fazer necessidades, por meio de uma mímica; quando você tem um bebê órfão, ele não tem de quem aprender. Então, tive de imitar a mímica das preguiças, e funcionou.”

O britânico de 33 anos disse: “Eu estava em Uganda pra auxiliar na reabilitação de rinocerontes bebês. Tinha um helicóptero acima de nós que assustou dois rinocerontes adulto – que começaram a me perseguir. Felizmente me lembrei que rinocerontes têm péssima visão e me escondi num arbusto- eles estavam a poucos metros de mim, mas passaram reto.”

Houve também um confronto com um gorila macho no Bwindi Impenetrable National Park, Uganda. Luke diz que “ele tinha quase 1,30 m de altura e pesava 250 kg, com a força de dez homens. Se se sentir ameaçado, um gorila ataca. Não que fosse uma ameaça real, mas meu coração estava aos pulos.”

Seu maior desafio, de longe, foi implantar próteses em dois elefantes, um adulto e um filhote, que haviam perdido uma das patas em minas terrestres. Quando perguntaram a Luke como se faz para colocar uma prótese num elefante, ele respondeu: “com muita cautela.”

Luke admitiu que já derramou lágrimas por animais que não pode ajudar, e ninguém pode questionar sua dedicação.

Em 2006, ele completou o desafio da Marathon Des Sables no deserto do Sahara para conseguir fundos para a WVS.

Agora, ele está juntando dinheiro para um centro internacional de treinamento na Índia, para controlar a raiva na região e ensinar melhores práticas veterinárias para profissionais do mundo todo. O projeto custará £300,000, e por enquanto ele tem £150,000. “Cerca de 30 mil pessoas morrem anualmente por mordida de cães raivosos na Índia.”

Seu sonho é ter os filhos ajudando no trabalho pelo mundo. “Seria tudo de bom, mal posso esperar para tê-los comigo.”

Com informações do The Sun


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