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Morcegos estão sendo envenenados pelo CCZ de São José do Rio Pardo (SP)

5 de agosto de 2010
2 min. de leitura
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Equipes de controle de doenças percorrem a zona rural de São José do Rio Pardo, em SP, para vacinar cães e gatos contra a raiva.

Para controlar a doença, é preciso vacinar todos os bichos com mais de três meses. Somente na zona rural, 4 mil animais devem ser imunizados. Em toda a cidade, esse número pode chegar a 16 mil.

A novidade este ano é que não há mais a revacinação do animal 30 dias depois da primeira dose, pois agora uma única picada garante a prevenção.

A cidade não registra nenhum caso de raiva em cães e gatos há 10 anos, mas a doença voltou a aparecer entre bovinos e equinos.

O município, no entanto, utiliza-se de métodos anti-éticos para controlar as colônias de morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue e podem transmitir a doença: depois de localizados, os agentes aplicam uma pasta com veneno e matam os morcegos. Como eles têm a prática de se lamber, acabam morrendo.

Agente aplica veneno em um morcego (Reprodução/EPTV)

Em 2001, a cidade viveu uma epidemia de raiva, mas só com o controle dos morcegos não foi possível acabar com a doença. Por isso, a melhor alternativa ainda é a vacinação.

O Departamento de Controle de Doenças vai fazer um levantamento completo dos cães e gatos, inclusive separando os que vivem da zona urbana da rural para ter o controle total da raiva.

Com informações da EPTV

Nota da Redação: A melhor maneira de imunizar a população é a vacina, não eliminar todos os morcegos de forma desumana e cruel. Se há recursos para proteger humanos e animais, o extermínio dos morcegos trata-se de crime de maus-tratos, previsto pela lei. Inconcebível, criminoso e cruel.

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