Indústria cruel

Fotógrafo expõe crueldade do comércio de barbatana de tubarões

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Foto: Daily Mail

Com os corpos amontoados no chão da doca japonesa, esses tubarões foram mortos por um motivo: suas barbatanas.

Trabalhadores japoneses caminham roboticamente entre os corpos, arrancando barbatanas e juntando-as em baldes. Elas serão enviadas às toneladas para cidades como Hong Kong e Xangai, onde serão vendidas como “carne premium”. Os chineses pagarão um preço alto pelas barbatanas. O massacre ocorre a níveis industriais.

Enquanto isso, as populações de tubarão do mundo estão acabando.

De acordo com reportagem do jornal Daily Mail, a população de tubarões cabeça de martelo já conta com 98% de indivíduos a menos. Mas o comércio sangrento continua a existir. Na fotografia acima, mais de 75 toneladas de cadáveres são vistos largados no chão.

Muitos donos de fábricas deixam as portas abertas para turistas e pessoas que gostam de “frutos do mar” podem assistir ao horror.

Ao menos nestes locais o resto do corpo é aproveitado. A prática conhecida como finning, em alto-mar, apenas arranca a barbatana do animal e joga-o agonizando de volta ao mar.

O fotógrafo Alex Hofford ficou chocado quando visitou uma fábrica de barbatanas na cidade japonesa de Kesen-numa. Ele teve de desviar de poças de sangue para conseguir essas imagens, que descreveu como infernais.

A prática vem acontecendo há séculos – mas as novas tecnologias fazem com que cada vez mais tubarões sejam mortos.

Parece que, infelizmente, espécies como o cabeça-de-martelo têm poucas chances de sobreviver diante da ganância e da crueldade dos seres humanos.

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