Do picadeiro para o palco

Cão é explorado em peça teatral em São Paulo

Por Lilian Regato Garrafa  (da Redação)
Com colaboração de Antoniana Ottoni

No Brasil todo, novas conquistas pela abolição de animais em circo estão sendo feitas gradativamente. Em muitas cidades o uso de cães e gatos também já foi proibido nos picadeiros. O PL 7291/2006 pela proibição federal do uso de animais em circos foi aprovado, por unanimidade, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e aguarda para entrar na pauta de votação. No entanto, na contramão desse movimento, a mesma modalidade de exploração de animais para entretenimento foi inaugurada no último dia 17 de julho em São Paulo: um cão vem sendo obrigado a contracenar como ator na peça O Domador de Férias, que está em cartaz no Teatro Alfa.

Não há razões para se proibir a exploração de animais em circos e permitir em teatros. Trata-se exatamente da mesma situação. Se a exibição do cão estivesse sobre um picadeiro e não sobre um palco, a aprovação ao ato seria diferente?

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Cão é obrigado a fazer truques no palco. (Foto: Barbara Campos/Época)

O cão Puffy foi obrigado a ensaiar durante três meses antes da estreia. A tutora do cão, que também é veterinária, argumenta que todas as cenas foram trabalhadas de acordo com as atividades preferidas de Puffy. No entanto, ela desconsiderou princípios básicos de bem-estar e liberdade do animal. A exploração traveste-se de uma suposta generosidade que finge não negligenciar as vontades e gostos naturais do cão. Argumentos pouco convincentes para submeter um animal a servir aos caprichos humanos.

O mais irônico e contraditório é o uso do cão para encenar um enredo que também aborda a questão da exploração de animais. Na história, o cão integra a trupe do ‘Circo do Seu Lé’, que decide fazer apresentações em uma praia. No entanto o inspetor ‘Corta-Onda’ ameaça levar o cão embora pois não são permitidos animais na praia. ‘Seu Lé’ se lamenta: “não pode animal no circo, não pode animal na praia, daqui a pouco o único lugar aonde poderemos levar os cães para passear será no espaço!”. Com essa observação ele tem a ideia de contar no circo a história de Laika, a cachorrinha que foi o primeiro ser vivo a viajar pelo espaço (leia abaixo a verdadeira história de Laika).

Segundo a sinopse da peça, a questão que se pretendeu colocar foi: “em quais situações é aceitável que um animal colabore com seres humanos?”. Chega a ser inacreditável que, em uma época na qual os direitos dos animais estão sendo cada vez mais divulgados e reconhecidos como legítmos, uma peça de teatro infantil retroceda com este questionamento especista e a exploração ao vivo de um animal.

Animais criados para entretenimento sofrem com ansiedade e estresse resultantes das condições em que são mantidos e da violência dos treinos a que são submetidos. Muitos ficam com distúrbios comportamentais, tornando-se apáticos e neuróticos (Clique aqui para saber mais sobre o sofrimento oculto dos animais de circo).

Uma peça teatral como esta nada oferece de pedagógico: crianças são ensinadas a olhar para os animais como objetos de exibição, que se expõem, se exploram e dos quais se abusa. Há muitas outras formas de se aprender sobre os animais e seu comportamento sem a necessidade de explorá-los. Os truques exibidos como aptidões naturais dos animais na realidade têm um treinamento abusivo por trás – face pouco conhecida pela plateia de circos e espetáculos com animais em geral.

Questionar  a exploração de animais e simultaneamente utilizar-se deles no mesmo ato de exploração foi uma estratégia apelativa para que se atraísse plateia, numa manobra de suposta mensagem educativa. O entretenimento e a cultura não requerem o uso de animais. É perfeitamente possível passar uma mensagem educativa por meios éticos e que respeitem a natureza de cada um.

O público não só deve boicotar este tipo de espetáculo exploratório, como colocar sua voz para protestar contra o uso de quem não teve escolha.

 

A verdadeira história de Laika

A cadela Laika

Laika foi o primeiro mamífero vivo a orbitar a terra.

Ela foi lançada no espaço no dia 3 de novembro de 1957, na espaçonave soviética Sputnik 2. Os cientistas naquela época sabiam muito pouco sobre os impactos que um voo espacial poderia causar em seres vivos. A nave Sputnik 2 não era designada para retornar à Terra, portanto eles não tinha a intenção de que Laika sobrevivesse. Entretanto, o pavor de estar trancafiada dentro de uma espaçonave fez com que Laika morresse poucas horas depois do lançamento; a verdadeira causa da morte e o momento de sua morte só foram revelados em 2002.

O treinamento de Laika e de mais outros dois cachorros também demonstrou o alto grau de sofrimento a que estes animais foram submetidos para realizar tal missão.

Os três cães, Laika, Mushka e Albina, eram colocados em pequenas caixas por 15 ou 20 dias, e cada vez mais diminuía o tamanho das caixas, até esses animais ficaram em um espaço tão apertado que não conseguiam nem urinar e defecar, permanecendo em um estado deplorável. Eles também foram submetidos a máquinas centrífugas para aumentar os batimentos cardíacos ao dobro e aumentar sua pressão sanguínea a níveis preocupantes. Laika, a cachorra eleita para voar na Sputnik 2 foi colocada na cápsula três dias antes da missão. Segundos depois do lançamento seu batimento cardíaco triplicou.

Laika efetivamente morreu 7 horas depois do lançamento por estresse e temperaturas extremas dentro da cápsula.

Oleg Gazenko (1918-2007), o ex-diretor do Instituto Biomédico de Moscow que selecionou Laika, nunca se recuperou do fato de ter enviado Laika para a morte. Manifestou seu arrependimento em 1998, dizendo: “Trabalhar com animais é um sofrimento para todos nós. Nós os tratamos como bebês que não podem falar. Quanto mais o tempo passa, mas eu me arrependo do que fiz com Laika. Não deveríamos ter feito isso. Não aprendemos suficiente dessa missão para justificar a morte de um cachorro”.

Em abril de 2008, foi construído um monumento para Laika inaugurado por oficiais russos, perto da unidade de pesquisa militar onde o voo de Laika foi preparado.

Outros casos perversos de animais enviados para o espaço

Macacos explorados em projetos espaciais

Infelizmente ainda existem outros exemplos tão tristes como o de Laika. É o que aconteceu com dois macacos Rhesus que foram levados dos Instituo Abkhaz, Yerosha e Dryoma, e mandados para o espaço junto com ratos, insetos, anfíbios e peixes no dia 29 de setembro de 1987. No quinto dia da missão, Yerosha, libertou seu braço esquerdo e começou a mexer no painel de controle. Também foi detectado que o tubo de comida de Yerosha estava bloqueado. A cápsula espacial voltou no dia 12 de outubro no mesmo ano. Muitos peixes morreram congelados. Este experimento antigravidade foi feito em cooperação com os Estados Unidos da América e a Agência Espacial Europeia e pouco contribuíram para valer a pena o sofrimento desses animais.

Na atualidade, o Instituto de Patologia e Terapia Experimental da Geórgia construirá uma biosfera fechada para primatas no contexto do Projeto Marte 500, com o objetivo de simular um voo para Marte. O experimento poderá incluir a exposição dos animais a níveis fatais de radiação, uma dieta muito rígida, confinamento severo e isolação prolongada. O Instituto Russo de Problemas Biomédicos está planejando enviar macacos para Marte para testar se é seguro enviar humanos em uma etapa posterior. Entretanto, já existem métodos substitutivos para testar o nível de radiação que o corpo de um ser vivo pode suportar, como o uso da Matroshka, máquina capaz de medir a radiação e avaliar o perigo dela para o astronauta; essa máquina está a bordo da Estação Internacional Espacial (ISS). Então por qual motivo animais inocentes precisam ser expostos a tanta crueldade ? Por que não investir tecnologia para a construção de escudos de proteção para radiações espaciais, como vários astronautas éticos tanto vem clamando para as Agência Espaciais.

69 COMENTÁRIOS

  1. Nao concordo com essa critica em sentido algum. Sou ferrenha defensora dos animais e protetora (daquelas que fazem algo mesmo!!).
    Sou contra animais em circo.
    Agora os caes sao parte do dia a dia do ser humano. Foi uma escolha mutua.
    Nao acredito que meus caes gostariam de viver na floresta ou em arvores.
    Alias meus caes vem trabalhar comigo no escritorio. Faco agility com eles e eles ja foram por muito tempo na escolhinha para caes. Nao acredito que eu esteja explorando nenhum deles com essa atitude. Uma peca de teatro onde mostra um cao convivendo e se sentindo bem com os humanos é didatica so pelo fato de mostrarem a cumplicidade desses dois seres, que resolveram seguir juntos lado a lado e ao mesmo espaco de tempo na caminhada de ambos sobre esse planeta. Moro em um pais europeu onde pecas de teatro que utilizam caes sao bem vistas. Eu mesmo ja fui a uma peca e em nenhum momente senti que o cao estava sendo explorado. Muito pelo contrario. A atriz era a tutora desse cao e eles se amavam mutuamente. Lindo de se ver!
    Nao assisti a essa peca mas se a critica for apenas pelo cao estar no palco e nao por maus tratos…..!
    Acho que nos os protetores temos coisa bem pior para nos preocupar.

  2. Sou super defensora dos animais, bato palmas par ao Anda. Mas me desculpe desta vez não vi nenhuma forma de eploração ocm este cachorro. Não . Neste caso há muito amor sim.

  3. À Dora

    me perdoe pela intervenção, mas acho q vc não leu a matéria na íntegra. Eu e meu cão somos amantes do agility e a grande felicidade dele é treinar, mas a crítica aqui não é só pela exploração do animal em cena, é pela apologia à exploração de animais para diversão humana. Qualquer tipo de especismo tem sim que ser denunciado e combatido, ou vc acredita que cães de circo treinam tão felizes qto os seus?

  4. Dora, de que forma você é defensora de animais. É vegan, abolicionista? O que vc faz pela defesa efetiva dos animais? Tenho certeza de que não é “ferrenha defensora”. Se este espetáculo fosse feito sob a lona de um circo sua opinião seria outra? Os circos usam os cães nos espetáculos assim, sabia? Ou vc só não gosta de ver elefantes e girafas? Defendaos animais, é o melhor quepode fazer em vez de colaborar com a exploração.

  5. Exatamente por atender ao que se prega na filosofia, que tem em seu bojo, que nenhum animal deva ser explorado, seja em circo, tração, lazer, produção de alimentos etc é que vejo nessa peça um todavia.

    Ou se aplica, e atende, todas as questões de exploração animal num todo, ou nada terá sucesso em relação a circos, zoológicos, matadouros, puxadas, carroças e trabalho por tração e carga.

    Em ordenamentos que possuem margens, adendos e ressalvas não se contempla com eficiência norma alguma e a justiça não é 100% eficaz, já que, tais adendos permitem que se tenham brechas favoráveis ao continuismo em práticas não sadias.

    Carroça é cruel e teatro não? Zôo é cruel e passar por túnel em festa junina não?

    Exploração é exploração; não há exploração maior ou menor, com mais ou menos impactos àqueles que são abusados e subjugados.

    Muito se pede às Autoridades do Poder Judiciário que revejam códigos penais e cíveis exatamente porque nas sanções e penas aplicadas atualmente existem sempre brechas que beneficiam assassinos, corruptos e psicopatas e a mudança seria por motivos de coerência.

    Não quero aqui entrar em entraves eletrônicos, porquanto deve-se entender que a causa animal só terá sucesso quando vista pelo prisma da justiça para todos os animais, estejam eles em puxadas, zoos, circos ou teatro, animando torcidas ou fazendo malabarismos, já que todas essas práticas ferem o bem-estar dos animais, independente de como são realizadas.

  6. Gente, uma coisa é agility num parque duas vezes por semana, sem luzes. Um palco é totalmente diferente: luzes, barulhos, plateia, música etc. etc. É igual a um circo; um é no picadeiro. o outro num palco, qual a diferença? É exploração sim, usar um cão para satisfazer a vaidade humana. Se queriam criticar o uso de animais que usassem uma pessoa vestida de cão. Não existe nessa peça mensagem educativa. Os defensores de animais combatem a exploração deles em circos, teatro, cinema, tv e em todasas outras formas de entretenimento.

  7. Dora Gomes (ANa Paula) Como dito acima, o entretenimento e a cultura não requerem o uso de animais. No palco pode até passar uma falsa impressão de que o cão esteja gostando, porém sabemos que é por trás dos bastidores que a realidade muda. Será que o cão tem a opção de não participar da peça? Provavelmente não. Portanto trata-se de um típico caso de exploração.

  8. Não assisto nem na televisão cachorro que “chuta” bola, pula obstáculos.
    Por que a pessoa que faz isso com o animal não coloca a mãe dele para dar espetáculo???
    Odeio Gente que usa animal em shows, peças de teatro.

    Abraço ANDA!

  9. O que eu faco pelos animais e pela causa animal so eu sei e nao saio falando mas fazendo.
    Existe uma diferenca do dia para a noite entre um circo e um teatro.
    O circo é atracao, programa de auditorio.
    Teatro é CULTURA.
    O que eu quis dizer, e li sim o texto na integra, é que nesse caso (como nos casos que ja assisti pecas com caes) nao vi nenhuma forma de exploracao nem mesmo que os caes estavam sendo obrigados a fazer algo que nao queriam. Todos os animais sempre estavam muito felizes pelo que faziam e de poder estar perto de seus tutores.
    Nessa filosofia….
    Caes de cegos tbem deveriam ser proibidos.
    Ovelheiros, nem pensar! (claro que eles iriam morrer de tedio se nao podem trabalhar)
    E os que trabalham na policia??
    Opa! Aqueles que procuram pessoas desaparecidas sobre escombros ou terremotos!!?? Cancelem tudo!
    A bom, os que trabalham com os doutores da alegria em hospitais tbem sao explorados ne!!!
    Tem um que conheco pessoalmente que adora ir a asilos. Ele ama velhinhos.
    Mas se ele der a patinha novamente ele estara sendo explorado???
    Como cultura o teatro é sim um meio
    de orientacao e introducao de valores.
    Ja perceberam que quanto maior o nivel de escolaridade e de cultura de um povo mais esse povo estara consciente da causa animal. Isso nao é uma opniao minha mas um fato.

  10. Dora, você faz uma mistura absurda.Circo também é cultura! Teatro e circo deixam de ser quando exploram animais, o que acontece nesse caso.

  11. Exatamente. Nenhuma forma de exploração é legitima. Cachorros que trabalham para os bombeiros, para a policia, usados para terapia, para procurar mortos nos escombros, pastorear ovelhas… Temos que desaprender a “usar” seja para que meio for. Nós somos autossuficientes e inteligentes, prescindimos da exploração para viver. Não é porque aumenta nossa “cultura” que é legítimo. (e não é pq é teatro, apenas por estar sobre um palco, que é cultura)

  12. Apenas como mais um acréscimo aos comentários excelentes aqui postados.
    Na filosofia de um zoológico estão as palavras educativo, ambiental e cultural. Pergunto aqui:
    – desde quando ver animais confinados e sem saúde emocional se presta à Meio Ambiente, cultura ou a educação de qualidade?
    Na filosofia de um circo tem educativo, folclórico e de entretenimento familiar. Pergunto:
    – explorar animais fazendo pirueta em bola é educativo aonde? Onde está baseada a cultura nisso?
    E por aí segue.
    Quando algo esbarra em valores nada sadios e benéficos a outros seres, deixa-se de ser cultural e passa a ser exploração.
    Qualquer valor educativo ou pedagógico é extirpado naquele exato momento.
    Dora, eu, falando de mim, sou contra o uso de animais em terapias – sejam essas quais forem; sou contra exploração de animais em resgates, slavamentos, colaboradores de deficientes etc.
    Animais não estão no planeta para nos servir, de uma maneira ou outra.
    Gostaria de saber se após a peça é feita alguma pesquisa sobre o que foi mencionado na peça e se alcançou os objetivos propostos.
    Tenho certeza que não.
    Se houver resposta devem ser “o cãozinho é lindo”, “ele chuta bola com focinho” ou coisas assombrosas como “quero um cachorro igual a esse no meu aniversário, papai”!

  13. Concordo com a Dora, acho que um cão numa peça teatral não se compara com animais selvagens fazendo coisas ridículas em circos e, além disso, tendo condições de vida precárias juntos com a trupe; Ou com um cavalo que morre de exaustão puxando uma carroça; Ou com um cão de guarda que vive o tempo todo preso e mal alimentado. Acho que há maneiras dos animais ajudarem os seres humanos no dia-a-dia, sem que sejam maltratados. Serviços como os que a Dora citou, por exemplo, acho úteis, viáveis. Como também acho possível o uso de animais em peças teatrais ou filmagens, desde que sejam acompanhados, monitorados, bem cuidados. Nesse caso do teatro, a história em si é que parece realmente pouco educativa: um inspetor é chamado de Corta-Onda? Ao contar a história de Laika, não se conta o quanto ela sofreu? É isso? Então realmente é algo mal feito. Mas repito: acho que há maneiras humanas de se tratar os animais, e isso não é um paradoxo. Também saliento que não conheço a Dora, não tenho porque defendê-la pessoalmente. O que acho válido é a discussão, sem ofensas, sempre com o objetivo de conseguirmos um mundo mais justo para todos os seres vivos, racionais e irracionais.

  14. Animais não foram criados para servirem de espetaculo, transporte, comida, etc. Eles estão no mundo assim como os humanos para viver a vida. Infelizmente o homem não sabe viver, por sua ganancia e mania de poder estragou tudo. Animais usados como terapia para crianças hospitalizadas e idosos em asilos ? Porque os asilos e hospitais não cedem um espaço, adotando animais que seriam cuidados pelos velhinhos ? Não só querem que eles vão passear lá no fim de semana, bem limpinho, sem trabalho nenhum. Terapia é também cuidar, alimentar, dar banho. Poderiam sim adotar cães e gatos, ajudando ambas as partes.

  15. Entendo que não devemos exibir animais em nenhuma circunstancia, pois tudo é p/ o entretenimento humano. Portanto, não é válido. Não importa se o animal, gato, cachorro, etc. está sendo bem tratado (no ponto de vista de seu tutor). É exploração e fim de papo. Está sendo exibido para um público que já não é consciente do mal que é feito a um ser que não escolheria estar lá. Em certo sentido é a mesma exploração a que todos os animais, em todo o mundo, em todas as épocas, sofrem
    O cachorro é um lobo domesticado e assim tem seu lado selvagem. Ele pode querer ficar ao lado de quem cuida bem dele, mas não significa que faze-lo de palhaço vai fazê-lo feliz.
    E essa é para a Eliane: não existem animais racionais e irracionais. TODOS são racionais (inteligentes). Isso de que animais não humanos são irracionais, não passa de preconceito (especismo).
    Chega de tanta arrogancia humana!!!

  16. Certa vez presenciei um cãozinho que passava o dia inteiro preso num cercadinho de aproximadamente 1 metro quadrado, entedeado e uivando. Quando chegava a noite, o palhaço do circo apresentava seu “número” com ele. Na ocasião ouvi uma vizinha dizendo que o “cachorrinho era muito brincalhão e fazia tudo o que o palhaço mandava”. Na verdade, é essa a falsa impressão que o animal pode até passar na hora do “número” apresentado. No entanto, ninguém levara em consideração o tédio e o sofrimento que o animal passava quando não estava em “apresentação”. E por aí vai…

  17. Pera lá…

    A matéria é tão tendenciosa que chega a fazer arrepiar! Primeiro: a repórter foi assistir ao espetáculo? Conversou com o(s) diretore(s) e a veterinária responsável pelo cão? Como pode ela então saber se o cão foi “obrigado” a fazer as coisas que ela diz, como a matéria insiste repetidamente em relatar? E a história da cachorrinha Laika, em que contexto é usada? Aborda alguma questão importante para nós, defensores de animais?

    O que vejo aqui é um texto tendencioso e preconceituoso, que não vai a fundo na cobertura jornalística e reporta seletivamente para adequar o que se vê (nesse caso, pior ainda, provavelmente o que se ouviu falar por meio de outros veículos de mídia) a uma teoria pré-formada.

    Não sou a favor da exploração de ou maus tratos a animais em qualquer contexto que seja. Diferentemente de algumas outras pessoas aqui, entretanto, defendo que alguns deles sejam utilizados em funções essenciais para a humanidade, como é o caso de resgates e salvamentos, desde que o desgaste emocional e físico seja reduzido ao mínimo; e, de acordo com o que pesquisei, é comum que o trato dos cães nessas condições esteja acompanhado de perto por agências como a americana PETA.

    Nesse sentido, não acredito que o mero fato de o cão estar no palco constitui exploração. O que farei, e creio que quem quer ser bem informado deveria fazer, é pesquisar por conta própria: procurar matérias sobre a peça em outros veículos, e, se tiver tempo, assistir ao espetáculo e conversar com os responsáveis. Recomendo muito cuidado se vocês forem formar seus conceitos a partir dessa cobertura jornalística que, em minha opinião e certamente na de outros profissionais respeitados, é tendenciosa, preconceituosa, omissiva e não profissional.

  18. Marcos: “Chega de tanta arrogância humana”? Sim, chega. Acho que o ser humano realmente erra ao se considerar melhor que os outros animais. Mas também chega de tanta rispidez, Marcos. Eu tentei expor um ponto de vista e você simplesmente diz: “é exploração e fim de papo”. Não há discussão e você ainda é rude com quem pensa um pouco diferente de você? Quanto ao racional, irracional… basicamente racional não é quem se guia mais pela razão que pelo instinto? E isso não é uma característica tipicamente humana? Ou deveria ser. Aliás, é até por causa disto, por termos mais capacidade de raciocinar e discernir entre o certo e o errado, é que nós, humanos, temos a obrigação de buscar maneiras de viver em harmonia com os outros seres vivos, respeitando-os o máximo possível, sem lhes causar sofrimento. Foi isso o que quis dizer.

  19. José Carlos, a ANDA é uma agência jornalística de setor, eles existem para justamente revelar o que acontece com os animais, defender os animais. Você acha que uma agência jornalística de defesa das crianças vai aplaudir exploração infantil? A ANDA é agência de setor, cara. Vc acha que o cachorro pedia para ir aos ensaios? Faça-me o favor. Não venha com seu falso discurso de defesa animal, porque é muito fácil de perceber que vc com a sua posição defende a exploração, aliás deve ser da produção da peça. NA ANDA estão os maiores nome dadefesa animal brasileira, promotores públicos, advogados, biólogos, filósofos, jornalistas, publicitários, historiadores, veterinários, escritores. Outra coisa, a Peta não faz esse trabalho de acompanhamento.

  20. Quem defende animais e luta pela causa animal jamais irá aceitar e concordar que animais sejam explorados de alguma maneira.
    Em palcos ou salvamentos. Circos ou resgates.

    Repito: exploração é exploração; não há exploração maior ou menor, com mais ou menos impactos àqueles que são abusados e subjugados.

    Quem não é favor de exploração ou maus-tratos em qualquer contexto que seja, não admite ou defende que animais sejam utilizados em funções essenciais para a humanidade.
    Isso é dúbio, estranho e incongruente.
    Ou se aceita tudo ou não se admite nada; defensores de boas causas não tendem 50% cá, 50% lá.
    Você é 100% condizente com suas posturas.

  21. Vamos lá.

    Não discordo de que haja uma agência cujo papel seja a investigação criteriosa e divulgação de atos de exploração e crueldade animal. O que estou defendendo é que esse veículo pratique jornalismo imparcial, ético e profissional. Não estou necessariamente discordando das posições da ANDA, que são em geral também minhas posições: fico sim decepcionado com o amadorismo tendencioso utilizado na defesa dessas posições. Isso não é informação, é lavagem cerebral. Sua justificativa, “a ANDA é a agência jornalística do setor”, só me decepciona mais. É o mesmo que aceitar que a Imprensa Oficial seja um órgão laudatório do governo só porque “é a agência do setor”: algo igualmente inaceitável.

    A falta de ética jornalística é em minha opinião prejudicial à defesa de nossas posições, visto que põe em risco a credibilidade da agência: qualquer bom profissional do jornalismo, ou mesmo um leitor mais criterioso, vê que essa e algumas outras matérias abordam a questão de forma parcial e panfletária, sem se dar ao trabalho de colher e analisar todos os fatos. Esse tipo de jornalismo doutrinário é ofensivo a nós leitores, pois supõe que não temos capacidade de discernir e escolher nossas prórpias posições.

    Carlos Eduardo, não sou defensor da exploração. Sou sim a favor de uma postura crítica e informada, e contra a rotulação gratuita, automática e decerebrada, sem uma análise cuidadosa dos fatos.

    A falta de ética na imprensa já levou a sérias conseqüências, mesmo quando a favor de causas nobres: é só lembrar do caso da Escola Base, em que pessoas foram acusadas injustamente de abuso infantil.

    Sobre os profissionais da ANDA, ainda bem que são os melhores. Então espero mais ainda que o padrão da cobertura jornalística seja elevado ao nível deles.

    E, numa última nota: você me pergunta se o cão pediu para ir aos ensaios. Com certeza não, pois o conceito de “ensaio” é muito mais complexo que o de “comer” ou “passear”. Isso não significa, no entanto, que o ensaio tenha sido uma atividade desconfortável ou desgastante para o cão, ainda se levarmos em conta a afirmação da produção de que o papel do cão foi construído a partir de suas atividades preferidas. Se isso é verdade eu não sei. Mas já que a matéria não foi capaz de esclarecer, vou atrás de descobrir sozinho!

  22. Estão comparando esse cão “ator” com atrocidades?
    Gente, vamos ser coerentes, estão cegos por causa de ideologias…
    Imaginem qtas crianças não vão sair de lá querendo adotar um animal? A peça rola de acordo com as atitudes do cão, exploração animal faz parte do enredo, e não da peça.
    Vamos ser coerentes!!!!

  23. Só uma perguntinha: se ao invés de um cão, uma criança de 2 anos fosse “adestrada” para realizar proezas além de sua capacidade e natureza em uma peça de teatro, seria considerado exploração de menor? Ah, seria né?

  24. Só mais uma perguntinha: o sofrimento de uma criança sendo “obrigada” a realizar tarefas para as quais sua natureza não condiz, sempre que seu “dono” assim desejasse seria menor que a de um animal submetido ao mesmo tratamento?

  25. concordo q os fatos deviam ser melhor apurados, c/ um jornalismo mais correto. se não, acaba sendo um “tiro no pé” do movimento pelos animais, pq afasta simpatizantes que esperam fatos e não condenação antecipada e incontestável. fica sendo um trabalho xiita, cheio de dogmas, q ñ permite um meio termo.

  26. Eliane, não fui rude ou intolerante. Considero que isso de instinto, existe sim, em animais humanos e animais não-humanos. Por exemplo, nós humanos temos o instinto assassino, de crueldade, de sadismo, o que entre os outros animais não existe, pois tudo o que fazem é viver em harmonia com a Natureza. Não podemos tratar tudo através de nosso ponto de vista distorcido, pela educação que limita nossos sentidos.
    Quem disse que animais não têm sua própria razão, inteligência igual ou acima da nossa? as provas estão aí todo dia, em reportagens e diante de nós, através dos animais que convivem conosco. Só não vê quem não quer.
    Animais não foram criados pela Natureza para fazerem o que queremos. Têm o mesmo direito à vida que os humanos. Ninguém que aqui escreve gostaria de ser forçado a “trabalhar” em teatro, cinema ou circo.

  27. Foi comentado acima que ” o papel do cão foi construído a partir de suas atividades preferidas.” ( Não cita a fonte da informação).
    E vamos combinar que nossas atividades preferidas são feitas nos momento em que estamos dispostos a realizá~las e não no momento que alguém deseje que eu faça. Úma atividade divertida e repetida muitas vezes não tem nada de lúdico, nem para nés e nem para os animais, que nem sabem o porquê de as estarem realizando.
    Ah, mas o que é que tem não é???”Afinal é só um cão.”

  28. Luciana, as crianças vão querer um cão igual ao da peça. Quando fizeram o filme os dálmatas, a raça virou uma febre, depois virou uma febre de abandono. Isto sempre acontece. A mesma coisa aconteceu com hamstrers na Alemanha, as vendas aumentaram 80% porque as crianças queriam um por causado filme. Porque vcs não enxergam pelo lado dos animais? É tão difícil assim? E mais: cães e qualquer outro animal não devem ser comprados. Ensinem que devem ser adotados.

  29. Gabryelle, a ANDA é uma agência que defende os animais. Se não fossem eles falando, informando, educando para uma nova visão o que seria dos animais na mídia? Eles querem é equilibrar o discurso na grande imprensa, se deixar os animais virão sempre os vilões das histórias. Novos tempos!

  30. Os profissionais envolvidos nesta peça usufruirão financeiramente da renda da exibição?
    Em caso positivo qual será o percentual do protagonista que sua a “camisa” no palco?

  31. O mais surpreendente em alguns comentários é que fica nítido que seria para favorecer a peça e não discutir animais realizando manobras, truques e comandos em cima de um palco.
    Não vejo diferença em palco ou picadeiro; qual é a diferença sob essa ótica(apresentação e realização de comandos, truques) então ?
    Fica parecendo, ou leva as pessoas a entender que, se no circo houver menção a não exploração animal, a adquirir animais de abandonados no final de cada apresentação, o comportamento circense em aprisionar animais e faze-los realizar comandos e truques é plenamente abonável e passível, até, de menção honrosa.
    Algo como, “eu cometi um erro, mas no final eu disse 2 ou 3 coisas louváveis, então não cometi erro algum”.
    Até agora ninguém que se posiciona favorável à peça ou não sente que ali há exploração animal, citar a diretriz pedagógica, a condução educativa embutida na filosofia da peça.

  32. reinaldo, mas então vcs querem equilibrar reportagens ruins da grande imprensa fazendo tb um jornalismo extremamente parcial? fico indignada c/ uma porção de coisas q fazem c/ os animais, admiro muitos ativistas pelo trabalho que realizam, ajudo como posso. me interesso pelo que a anda noticia, mas ñ sou ativista. e acho ruim tanto radicalismo, mais do que a luta pelo bem dos animais, me parece uma ira cega. eu ñ entendo.

  33. Angélica: você traz uma analogia, que aliás acho muito oportuna, com o trabalho de atores infantis. Crianças trabalhando como atores e atrizes muitas vezes são explorados pelos produtores, diretores e até pela própria família, algo que traz grande estresse e leva a profundas cicatrizes emocionais. Seria uma grande generalização, entretanto, dizer que todos os atores e atrizes infantis são explorados: com certeza há atores mirins cujo trabalho é acompanhado por profissionais e familiares competentes, estabelecendo limites para o trabalho e garantindo o bem-estar da criança.

    O que quero dizer é que não adianta colocar tudo no mesmo saco. A matéria não deixa claro se, para sua participação, o cão foi adestrado para realizar “truques” ou proezas, como foi a agenda e o ritmo dos ensaios, se o cão foi forçado ou maltratado, e mesmo em que contexto é utilizada a história da cadela Laika: são informações essenciais para que possamos entender e decidir por nós mesmos (sem deixar que alguém decida por nós) se é um caso de exploração ou não.

    A fonte da informação, de que as cenas do cão foram trabalhadas a partir de suas atividades favoritas, está aqui na própria matéria. Pesquisando na internet achei outros excertos interessantes:

    “Puffy: o astro da peça é um cachorro da raça pastor de shetland, bem parecido com o collie. No palco, ele não exibe truques, como se vê na TV ou no cinema. Seu trabalho é participar das cenas meio de improviso. Quer dizer, com cenas não muito fixas, a partir de seu esporte preferido: jogar bola.” – do blog do Estadinho (http://blogs.estadao.com.br/estadinho/tag/o-domador-de-ferias/)

    “Ele é macho, mas interpretará uma personagem feminina. Ficará em cena apenas vinte minutos e, se acaso fizer algum improviso — como descer do palco e lamber um espectador —, os demais atores deverão respeitá-lo.” – da Veja São Paulo (http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2174/domador-de-ferias-cachorro)

    “Puffy é um cão da raça Pastor de Shetland, muito semelhante ao Collie. Seu papel não é ensaiar truques, como se vê comumente na propaganda ou no cinema, mas explorar o improviso do grupo e experimentar jogos variados. Como o roteiro do espetáculo é colaborativo, o próprio Puffy ‘definiu’ marcas de cena a partir do que ele mais gosta de fazer, que é jogar bola.” – da Revista Podcultura (http://agenciacinema.com.br/revista/800/)

    ““É tudo metalinguagem”, explica Zurawski. “Animais são proibidos no circo, mas não no teatro. Mais uma vez, queremos nos posicionar a respeito. Somos a favor do diálogo e de uma fiscalização eficaz que garanta o bem estar dos animais em qualquer situação”, reitera. “Na verdade, somos contra o ‘apartheid homem-animal’, completa.” – do mesmo artigo

    Eu ainda quero ver o espetáculo com meus prórpios olhos e, se for possível, conversar com a veterinária responsável ou alguém da produção. Mas me parece que a participação do cão nessa peça está muito longe do que vemos em outras situações conhecidas, de adestramento, trabalho forçado e, enfim, exploração dos animais.

    Uma última coisa: Reynaldo, concordo plenamente que o discurso deve ser equilibrado e há acontecimentos importantes relacionados à exploração e maus tratos de animais que ficam fora da grande imprensa. Só acredito que o caminho para o equilíbrio e para o reconhecimento é construído a partir de um jornalismo ético, maduro e profissional, e não panfletário e essencialmente ideológico: isso só traz desconfiança e prejudica a credibilidade.

  34. Angélica, não sei se a repórter esteve com a equipe de produção da peça. O que me faz duvidar disso é a falta de informações específicas sobre o espetáculo, o cão e sua participação nele. Informações presentes aliás em matérias de outros veículos. Mas posso estar errado, admito.

    Sobre a renda da peça, é algo que gostaria de perguntar à produção: será que alguma porcentagem vai ao cão ou pelo menos ao seu dono? Não acho isso determinante para a questão da exploração, mas seria interessante saber.

    Paula Regina, não posso dizer se houve uma diretriz pedagógica ou condução educativa na elaboração do espetáculo. Mas não entendo como isso seria relevante para definir se nesse caso há ou não exploração de animal. Não acho que a cultura produzida para as crianças (literatura, teatro, cinema etc.) deve necessariamente ser pedagógica ou moralizante, e não vejo como isso seria determinante para o que está sendo discutido aqui.

  35. José Carlos, você demonstra ter grande conhecimento a respeito de raças de cachorro, etc, talvez seja do ramo, não vou me reportar a isso pois sou leiga.
    Mas o que me move e comove é que os animais não têm voz e o direito de escolha. Muito menos não vêem uma razão para estar desenvolvendo aquela atividade – usar alguem que não faça uso de suas faculdades me parece absurdo. E afinal, o que estamos defendendo aqui, senão a convivência sadia dos animais com os seres humanos. Pacificamente. Essa consciência é recente. Há pouco tempo era comum se ouvir com naturalidade as expressões:”Sofreu que nem cachorro” – “Vida de cachorro” ou como na música: “Eu não sou cachorro não pra viver tão humilhado”
    Hoje parece que a passos de tartaruga as coisas estão mudando. Concordo com vc que os fatos têm que ser expostos e as pessoas levadas a pensar e tirar sua própria conclusões ainda que errôneas. Mas não podemos nos ofender com as vozes que se levantam e corajosamente falam por quem não tem voz.

  36. Outro excerto interessante:

    “Puffy é um cão da raça Pastor de Shetland, cuidado pela veterinária Débora Gidali, professora de Bem Estar Animal da FMU. Acompanhado por Carol Serrato e pelo professor Jayro Motta, Puffy fica aproximadamente 20 minutos em cena, tendo descanso e alimentação nos bastidores. A veterinária explica que o espetáculo “abre espaço para o debate de temas como experimentação animal, posse responsável, abandono e incentivo à adoção de animais”.” – A gente se vê no Teatro, da Globo

  37. Jose Carlos Andretti, sou Pedagoga formada por uma das melhores Universidades Públicas do Rio de Janeiro e lamento muito, muito mesmo que aceite que cultura produzida para crianças não deva ser necessariamente pedagógica ou moralizante.
    Talvez, se na peça discutida aqui tivesse uma excelente condução pedagógica e moralizante o pobre e usado animal não fizesse parte, exatamente porque onde há pedagogia e moral de níveis e classe A tende-se a não se compactuar com situações de exploração, humana ou animal.
    Tenha a absoluta certeza que Pedagogia, educação e Educação Ambiental andam de mãos unidas para o bem-estar animal exatamente por preconizar igualdade e justiça a todos, ao planeta.
    Creio que tenha feito-me entender o motivo de de incluir esse vértice na discussão.
    Recomendo que leia a literatura inteira de Paulo Freire e sua contribuição como um dos criadores da Ecopedagogia, disciplina que eu abraço como conduta e tenho título de Especialista.

  38. Angélica, não sou do ramo, trabalho com música e jornalismo. O que acontece é que, depois de algumas coisas ruins que aconteceram na minha vida, me tornei muito cuidadoso na hora de julgar as informações que me são apresentadas.

    Concordo que nenhum ser humano ou animal deva ser explorado. Mas o termo exploração é muito específico, e significa que uma pessoa, ou um grupo, está se beneficiando às custas do sofrimento outra pessoa (ou grupo, ou animal etc.). É como no caso dos atores infantis que discutimos acima: a criança, assim como o cão, não tem faculdade para perceber se está sendo explorada, então depende outras pessoas responsáveis para a garantia de seu bem-estar. Se o cão encara a atividade como brincadeira, participa de improviso e por espontânea vontade, então não acho que está sendo explorado. Me parece que, pelo que li nas outras matérias, se o cão não quiser realizar as atividades programadas em um determinado dia a equipe terá de se adaptar a isso, e não o contrário.

    O que me irrita é que eu não tenho como saber, devido principalmente à parcialidade jornalística dessa matéria. Sendo um veículo especializado, a ANDA deveria, em minha opinião, ter entrado em grande detalhe sobre a participação do cão nessa peça teatral, e não o fez, apresentando um texto ideológico e panfletário. É por isso que não quero tirar nenhuma conclusão antes de assistir ao espetáculo e, se possível, conversar com alguém da produção.

  39. Não vou me ater a discussão aqui,mesmo pq me declaro abolicionista e ponto. Apenas me corta o coração de relembrar os casos escabrosos em nome da maldita ciência contra seres inocentes e incapazes de se defender sozinhos.

  40. Marcos, se não foi sua intenção ser rude, certo, infelizmente foi isso que eu senti quando você se referiu ao meu comentário. E ia me calar por aqui, mas me sinto instigada a voltar ao assunto de racionalidade versus irracionalidade. (Embora não seja o tema em questão, mas como não tenho seu e-mail…) Você me levou a pensar que talvez eu devesse utilizar “mais racional” e “menos racional”. Talvez um dia, como no “Planeta dos Macacos”, outros animais estejam tão evoluídos mentalmente como nós (e cometendo erros parecidos com o que cometemos hoje em dia, infelizmente). Mas, por agora, ainda me parece lógico que temos mais inteligência que os outros animais, embora não utilizemos essa inteligência da melhor maneira e continuemos nos guiando por instintos sádicos e cruéis como os que você citou. Agimos como animais irracionais, como tantos animais agem. Não acho que a natureza seja perfeita e singela como muitos parecem idealizar. Você disse que há harmonia entre os animais não humanos… não vejo isso. Por exemplo, o que vejo (mesmo sem querer) é que se minhas gatas se depararem com um pombo ou uma borboleta, elas vão caçá-los, não porque estejam com fome… a ração delas está lá, sempre à disposição, mas elas vão caçar outros animais mais fracos apenas porque é divertido. Não é uma crueldade? Eu acho, eu impeço se puder, mas não as culpo. Porque é da natureza delas. E é claro que não vai adiantar eu tentar explicar a elas que isso não é legal. Elas se guiam por instinto, não chegaram num nível de evolução de inteligência, moral, o que seja… para avaliar e decidir pelo que é mais certo e menos cruel. Já nós, humanos, sim. Acho que nós já chegamos nesse nível de evolução. Por isso acho que somos mais racionais. Mas isso não faz de nós superiores, apenas mais capazes de discutirmos as coisas, com bom senso, e optarmos em não ceder apenas aos instintos. Podemos avaliar que não precisamos matar para nos alimentar, sendo que há alternativas. Podemos avaliar meios de buscar um mundo cada vez mais harmônico e justo, embora isso me pareça uma utopia na natureza selvagem. Acho que temos mais racionalidade para analisar tudo isso e por isso temos mais obrigações. É só um ponto de vista, ok?

  41. Isso de que o animal está sendo “bem tratado” é hipocrisia. Tudo se resume em que ele não escolheu a vida que está levando. Não somo apenas pessoas com ideais comuns escrevendo numa espécie de forum e discutindo idéias, debatendo. Somos os abolicionistas dos séculos 20 e 21. Na época da escravidão, nos séculos anteriores, não havia tv e internet. Então vamos aproveitar sim, pelo benefício dos mais vulneráveis, os animais não humanos, explorados muito mais do que os antigos escravos humanos. Se nos mantivermos comportados, falando só o que agrada aos demais, nada vai mudar. Prefiro ser rude com muitas pessoas, mas é assim que me sinto fazendo algo de bom, mesmo que seja o mínimo. O mínimo que fazemos todos os dias deve ser mais que o máximo de muitos

  42. Estive com meus dois filhos no primeiro fds de apresentação deste espetaculo. Ao contrário do que este site defende, não há exploração do cachorro que integra o elenco. Ele é adorado pela plateia, especialmente pelas crianças que saem do teatro pedindo a seus pais que adotem ou comprem um animal. A presença do cão no palco suscita posse responsavel, vontade de ter um animal de estimação e de cuida-lo como se deve. Não por acaso, a dona de Puffy é uma veterinária. Se ele estivesse sendo explorado, ela, como especialista, permitiria sua participação na peça?

  43. como não há exploração d cachorro? ele está sendo usado como chamariz para publico, foi treinado durante meses, é obrigado a fazer truques no palco! o que é isso, não é possivel que o publico seja tão acrítico a este ponto.. evidente que no palco o cão não demosntrará nenhum índice de sofrimento.. ele está condicionado pelos meses de treinamento.. gente, acorda!
    agora o fato de a DONA do cachorro se veterinária nao quer dizer nada.. quem disse que todo veterinario ama e respeita animais? por esse raciocinio todo médico deveria respeitar os seres humanos (e a historia mostra tantas exceçoes que da ate medo) . q todo pai deveria respeitar o filho (idem)
    quem disse que todo mundo que tem um cachorro ama e respeita seu cachorro?
    todo animal explorado tem um dono. o fato de sre dono nao quer dizer absolutamente nada. ele tem o animal para explora-lo
    é isso que esta sendo feito nesta peça, tal e qual nos circos.
    e se alguem disse aí que a peça nao tem cunho educativo, qual é a verdadeira intenção de manter um cachorro em cima dum palco?
    grana, né, minha gente. quem ainda nao se ligou que o cachorro é o grande chamariz pra este espetaculo? o que acontece, os atores nao sao suficientemente talentosos para atrair publico?
    me desculpe, mas vão usar a mamaezinha ou seja la quem for que CONCORDE em ser exibido como um palhaço num palco.
    A imprensa divulgou e falou bem? Ta, e aí? Isso quer dizer q é valido? A imprensa promove, divulga e transmite rodeio. É valido? A imprensa não esta do lado dos animais! Isso é fato. Não adianta aquei citar exemplos como estes de revista veja e o iscambau. Azar de quem se deixa levar e não questiona o que le. A ANDA ta de parabéns. É o único veiculo que vejo sendo a voz dos animais. ELES NÃO PODEM FALAR!!
    outra coisa que foi citada aí em cima:
    O cachorro “é adorado pela plateia, especialmente pelas crianças que saem do teatro pedindo a seus pais que adotem ou comprem um animal”
    Ce ta brincando né? A criança vai querer um cachorro IGUAL àquele, que faça OS MESMOS truques que ele.. ISso acontece com toda produção que usa animais, mesmo desenhos animados.. vira febre, os pais COMPRAM animais (no caso um cão de raça aind apor cima) .. e dpois a criança enjoa, claro… todo brinquedinho uma hora enjoa.. e o animal é entao descartado, abandonado, como um objeto velho que nao presta pra mais nada… isso ta mais q comprovado..
    hahah e ainda argumentam que o objetivo da peça é alertar pra “posse” responsavel.. ai desculpe, é irritante ver esse tipo de defesa, vou parar por aqui e espero que essa peça seja um belo fracasso de bilheteria.. se nao ja viu, vira moda.. daqui a pouco tem elefante no palco..
    respeitavel publico, respeite tb os animais!

  44. Ana Elis, me desculpe, mas nesse caso a ANDA fez um jornalismo de péssima qualidade. Basicamente não foi à fonte e aproveitou material de outros veículos para redigir uma matéria ideológica, oportunista, panfletária e sensacionalista.

    Você diz que o público é acrítico, mas qualquer leitor crítico não cai nessa armadilha ideológica disfarçada de jornalismo. Pelo que tenho visto em outros veículos, a participação do cão nessa peça nem se aproxima do que foi relatada nessa matéria (participação forçada, realização de truques, ou “meses de treinamento” como colocado por você). Não se pode torcer os fatos para que eles se encaixem numa realidade: se a jornalista realmente tivesse ido a fundo e procurado saber qual é a rotina e o ritmo dos ensaios com o cão, se ele é obrigado ou não a realizar a participação etc. seria outra coisa.

    Pretendo ver a peça no próximo fim de semana, a fim de averiguar tudo isso que a ANDA, como agência especializada do setor, deveria ter averiguado. Caso esteja errada, como cada vez mais acredito que está, creio que a ANDA está perdendo uma grande e única oportunidade de aprofundar a questão da relação homem-animal no trabalho.

    Em outras palavras, acho que a ANDA não serviu bem nossa causa com essa matéria. Como eu disse antes, para equilibrar o discurso na grande imprensa temos que apresentar um jornalismo sério, ético e profissional, não jornalismo ideológico e panfletário.

  45. José Carlos, vc parece que não sabe ler. A ANDA é agência de setor. Vc queria que eles defendessem a exploração. O que fazem é algo novo, dar um olhar crítico em defesa dos animais. Mas pessoas como vc que devem usar ao bel prazer cães, gatos e outros animais, não aceitam. Péssimo jornalismo é o que se vê em coberturas onde os animais não são considerados. Claro que os valores da ANDA não podem ser aceitos por pessoas como vc, que acredito ser da produção da peça por defender com tanto ardor uma exploração. Aqui é um site de DEFESA ANIMAL. Entendeu ou quer que eu cante uma música, escreva na lousa, pinte. E outra coisa, …”nossa causa”? Vc quem é? Defensor de animais, com certeza não é!!!!

  46. esse tal de josé carlos deve ser um da equipe do teatro
    ta se preocupando muito
    tem tantos órgaos de imprensa aí pra lá de marrom e tendenciosa e ele está se preocupando tanto com o nome do bom jornalismo !
    ah, me ajuda aí, ô!!!
    não conheço a equipe da ANDA, não faço parte dela sou apenas um defensor animal sem vínculos, simpatizante da causa e, vez por outra, entro no site. Acho que a Anda não é qquer orgão de comunicação, seu papel é a defesa animal, por tanto não pode e não deve ser isenta. Ela é tendenciosa mesmo ( no bom sentido) porque tende para o lado animal, é panfletária mesmo porque “grita” em suas matérias os abusos que os “ditos humanos” covardemente cometem contra os mais fracos. E, ao contrário, de muitos órgãos da imprensa, DESCE DO MURO e toma partido.
    Não adianta dourar a pílula. Parabéns pra ANDA!

  47. Sou jornalista e defensor de animais. Não creio que uma coisa anule a outra. A razão de sermos vistos por muitos como “cricas” e “ecochatos” é justamente essa mania perdurante de reduzir tudo a uma fórmula simples. Não tem como querer respeito e espaço na grande imprensa assim.

    A imprensa não pode e não deve ser isenta. É impossível. Isso não impede que o órgão realize uma cobertura completa e fiel dos fatos que quer relatar, isso chama-se ética jornalística e acho sim imprescindível para que sejamos ouvidos e respeitados. É o único caminho possível para isso, e por isso o “defendo com tanto ardor”, não por ser da produção do espetáculo, que ainda nem tive a oportunidade de ver: disse repetidas vezes que posso estar errado e que o cão pode realmente estar sendo explorado).

    Critico qualquer jornalismo que seja tendencioso, seja na grande imprensa ou em veículos alternativos. O fato aqui é simples: a jornalista não foi a fundo para justificar o que relatou, e acho infelizmente que isso nos prejudica mais do que ajuda. Se mesmo assim vocês creem no contrário, que é mais eficiente um jornalismo panfletário do que um jornalismo comprometido com a ética, então nada posso dizer para mudar isso.

    Acho triste que seja assim, e gostaria muito que outros pensassem como eu, mas só posso me lamentar. Me retiro então, respeitosamente, como voto vencido. Obrigado pela discussão!

  48. Gente, pára tudo..eu entendi direito? ele é jornalista e defensor dos animais e vai no prox. fds assistir a peça pra comprovar q a materia da Anda ta equivocada? Kkk to bege!

    Não esta claro se a matéria foi feita in loco ou não, o q sei é q o cão esta sobre um palco. É preciso aprofundar a questão? Nem precisaria desta matéria, não precisaria dizer mais nada. O q os animais fazem em espetáculos, meu deus do céu? Defensor de animais q defende uso deles p/ entretenimento??? Se ele se denomina defensor, é ate a pag 2, pois nenhum defensor que tem a ética como principio veria o uso de um animal com naturalidade.. O q tem de pseudodefensor por aí q vai a zoos, aquarios, compra filhotes de raça em pet shop e usa couro não ta escrito..

    Então ta, o jornalista J. Carlos vai se sentar na plateia, assistir um cão feliz, saltitante, inteligente, esperto (assim como os de circo), q sabe fazer exatamente td dele é esperado.
    Ah, o jornalista vai tb conversar com a equipe da peça, claro, afinal é preciso ser imparcial. Não basta o cão estar sendo explorado a olhos vistos. É preciso que alguém desminta o que enxergamos com nossos próprios olhos, mas custamos a crer. Os atores e diretores, obvio, contarão nos mínimos detalhes os métodos que empregaram para fazer com q o cão-estrela-craque obedecesse e adivinhasse o que deveria fazer. morro e não vi tudo!!!!!!

    Se a equipe da peça lhe permitir, J. Carlos, seja imparcial de verdade e tente checar com o próprio cão as informações q vc obtiver. Pergunte ao cão tb qual o valor do cachê dele para suar a camisa e encantar a todas as crianças com suas proezas. Pergunte também qual o número do DRT dele e o que ele está achando da fama repentina. Pretende continuar na carreira?
    Questione ao cão o q ele acha do tempo de apresentação, se está puxado, se ele gostaria de reduzir ou se agüentaria aumentar um pouquinho mais… gradativamente, claro. Uma turnê nacional com a trupe tb não seria nada mal, né, o q será q ele acha, vc pergunta? Quem sabe com os dados imparciais q vc obterá ouvindo o cachorro não pintem boas propostas de empresários mais endinheirados e interessados no talento do Puffy..
    Aliás, confirma também se a revista Época, uma representante da imprensa “séria, imparcial e e ética” (cof cof) se enganou quando afirmou q ele foi TREINADO DURANTE 3 MESES antes da estréia.

    Outra questão bem pertinente: pergunte ao Puffy por que na ficha técnica da peça constam DOIS ADESTRADORES, já q no palco ele só faz o quer.

    Pra fechar, repito a pérola que vc reproduziu aqui, proferida pelo diretor da peça:
    “Animal em circo não pode, mas no teatro pode” – (?????) — a justificativa é essa? fala serio hem? A lei não previa q alguém fosse driblá-la de forma tão oportunista, arrumando um jeito de continuar a explorar os animais que se livraram da escravidão sob as lonas. Basta mudar o cenário pra enganar o respeitável publico? Ê laiá!

  49. Jose Carlos Andretti, creio, lendo seus comentários, que aceita defender animais usando critérios somente favoráveis aos humanos. Uns você é absolutamente contra, os acha cruel; outros são profundamente corretos, aceita ser de vital importância à Humanidade.

    Voce é contra a exploração animal, como colocou nos posts 17/21, mas em seguida acredita que animais possam ser usados para servir a Humanidade em funções vitais.
    O seu posicionamento é deveras confuso e inconsistente só pela dualidade inserida nele.

    Voce faz apontamentos que criticam uma base jornalística apenas. Ainda não consegui sentir em suas palavras a realidade na posição ‘defensor de animais’. Eu não consigo ler isso em nenhuma frase sua.

    Aqueles que desejarem ler a crítica da peça desvinculada da visão da ANDA tem como fazê-lo. Agora, apontar um comentário como tendencioso num blog/site que defende animais sem que essa visão seja contemplada é, no mínimo,no mínimo pedir um jornalismo confuso.

    Recriminar a posição numa crítica jornalística (é o que você lê no texto como tendenciosa) de uma Agência de Direitos Animais beira ao infantil, sinceramente.
    Que apontamentos você queria ler, Jose Carlos, senão aqueles que a ANDA entende como uma postura inadmissível aos animais?

    A redação ANDA aponta no jornalismo uma aba que poucos jornais abraçam: a visão da defesa animal nos acontecimentos.

    Lemos críticas em qualquer jornal de grande circulação, no entanto poucos fazem críticas usando todos os critérios (social, ambiental, jurídico, político etc) para que o leitor seja informado em todos os sentidos – e, a partir dessa visão geral, forme sua conduta e sua opinião -, fora ainda as matérias que são, nitidamente, pagas e tendenciosas à posição política que o jornal detém.

    Sinceramente, ainda não consegui fechar um pleno entendimento de suas colocações, se são somente criticar o jornalístico da ANDA, ou de cunho na defesa animal ou, o que muitos que aqui comentaram, que tem afinidade com alguém da peça discutida.

    E como Educadora Ambiental, Ambientalista, a pecha ‘ecochatos’, ‘biodesagradáveis’ e ‘”veganinhos”‘ vão pontuar sempre a vida daqueles que escolhem a causa animal e ambiental como ganha-pão e/ou postura na vida.
    Remar e abrir portas (e cérebros igualmente) contra um tsunami, todos os dias, faz com que ganhemos apelidos nada lisonjeiros.

  50. deixei um outro comentário aqui e parece q ele ñ foi aprovado, ñ sei pq pois ñ ofendi ninguém pessoalmente. apenas disse q penso como o josé carlos, sim, e queria contatá-lo. achei os comentários dele bastante pertinentes, embasados e, principalmente, ponderados. ponderação esta q ñ estou vendo aqui na anda e, principalmente, entre várias pessoas q aqui se manifestaram. até por isso vou parar de acompanhar este site (e imagino q vá aparecer alguém dizendo um previsível “nós não precisamos de você”; ok, ok). é q realmente ñ concordo com esse tipo de ativismo extremista q vejo muitas vezes. como já disse mais acima, ñ sou ativista, mas a cada dia vou tentando mudar um pouco e causar menos danos ao planeta e aos outros animais: reduzo o consumo, reaproveito o que posso, reciclo, sempre adotei bichos, contribuo c/ cuidadores, virei vegetarina (ñ sou vegana, ainda)… enfim, estou fazendo o que posso no meu momento e c/ os meus limites. sei q muitos ativistas fazem muito, e sei de gente q ñ se diz ativista mas q tb ajuda pra caramba os animais. o q acho horrível é qdo as pessoas se negam a discutir, e qdo o fazem é como vi aqui, atacando de forma tão acintosa (sugerindo colocar a mãe do outro no palco…), julgando (dizendo que o José Carlos é da produção da peça…)… enfim, um tipo de ativismo dogmático e ferino. ñ entendo pessoas q dizem combater a crueldade, mas q parecem trazer em si tanto ressentimento.

  51. É, me referi à mãe (e vi q outra pessoa tb), já q a relação mantida entre a equipe e o cão é praticamente familiar, como se pretendeu colocar, mas na verdade pode ser qq parente, filho, amigo, vizinho, alguém que se submeta de LIVRE E ESPONTÂNEA vontade a trabalhar num picadei… ops, quer dizer, num palco durante três meses, tendo passado por um treinamento anterior de mais três, fazendo um papel de palhaço para uma plateia em troca de… de que mesmo? Se o cachorro pode, pq não a mãe, não é mesmo? Afinal eles dizem amar e respeitar tanto os animais, veja só.

    Em relação à falta que vc fará… à anda realmente nem imagino , mas aos animais com certeza vc faz. Eles precisam cada vez mais de vozes para que sejam ouvidos. Cada um que deixa de defender uma injustiça que toma conhecimento é automaticamente cúmplice dela. Não existe defender alguns animais e outros não, em algumas situações sim em outras não. Não há como pautar sua vida pela ética a não ser pelo modo denominado “radical” (eu diria íntegro, coerente). Precisamos recuperar a radicalidade moral. Ética com exceções, concessões, meios-termos não é ética. Não há como ser ético sem seguir radicalmente um princípio moral. Vocês parecem que têm medo de tomar uma posição pró-animal mais contundente. Ou se é coerente e se abraça a causa por inteiro, ou prepare-se para passar vergonha. De “defensores” que mal sabem em que situações se posicionarem — pró ou contra os animais — realmente a causa não precisa. Isso sim só atrapalha em vez de ajudar.
    Não se esqueça de que não basta só ‘’fazer o q considera a sua parte, reciclar seu lixo bla bla bla – aquilo q não lhe exige repensar ate ponto vc contribui para que essa cadeia de sofrimento se perpetue”. Se nós humanos não fizermos nada pelos animais, eles nunca sairão da condição em que se encontram. Pense nisso.

    A luta é pela abolição de todo e qualquer uso de animais, entenderam? ABOLIR não é usar com moderação, é deixar de usar – seja pra que maldita finalidade a serviço da humanidade for.

  52. Em tópicos:

    – Vou assistir à peça porque acho – repito, acho – possível que a ANDA tenha interpretado mal a situação do cão em questão. Quero ver com meus próprios olhos, e quem sabe escrever eu mesmo uma matéria sobre o que penso.

    – Se só o fato de o cão estar sobre um palco é suficiente para caracterizar exploração, então o fato de alguém passear na rua com seu cão e mostrá-lo a outras pessoas que o acham bonito também é exploração, afinal o cão está sendo exibido contra sua vontade. Para mim o contexto importa mais do que o fato em si: me parece ser uma questão mais pessoal do que objetiva.

    – Cães não falam, então não posso checar as informações com ele. Mas prefiro ouvir direto das pessoas em torno dele do que depender de um veículo com um viés ideológico tão forte quanto a ANDA (ou a revista Veja, ou a CartaCapital etc.). Assim posso julgar por mim mesmo, de acordo com meus conceitos de o que é exploração, que podem ser muito diferentes dos seus.

    – Paula Regina: o que percebi agora, e, me parece, tarde demais, é que temos opiniões diferentes de o que é explorar um animal. Em minha opinião o cão é um animal tão bem sucecido evolutivamente justamente por sua capacidade e disponibilidade de viver e contribuir, numa via de mão dupla, com o homem. Considero que um cão pastor, por exemplo, se tratado com amor e carinho, não está sendo explorado ao realizar a atividade de pastoreio (atividade que é uma característica genética selecionada artificialmente pelo homem ao executar o cruzamento seletivo), desde que não sejam excedidas suas capacidades físicas e psicológicas.

    Minha afinidade é com a arte, música em especial, e pelos animais. Por isso achei tão interessante a questão colocada aqui e, ao ponderar que o caráter do jornalismo utilizado pela ANDA (ou, pelo menos, nessa matéria) pode não ser o melhor caminho para a consientização geral dos direitos dos animais, quis expor minhas razões para pensar assim. Não precisa ficar em cima do muro, mas ajuda muito se o jornalismo se aprofundar nos fatos ao invés de na ideologia. Noticiar “Cão é explorado em peça” e escrever uma matéria que só fala sobre como é ruim a exploração de cães não é suficiente ou convincente para mim. Creio que o esforço necessário para a ANDA ir ao teatro, ver a peça, fazer entrevistas tanto com a equipe de produção quanto com profissionais da área de direito animal teria valido a pena, mesmo que para escrever uma matéria altamente crítica. É isso que falta para no jornalismo da ANDA para mim.

    No fim, creio que estamos discutindo duas questões diferentes que pouco tem a ver uma com a outra. Uma é a qualidade do jornalismo da ANDA, que, mesmo servindo a uma causa nobre, creio que peca com o mesmo viés tendencioso das grandes publicações que você citou. Outra é o que entendemos como exploração animal. Procuro ser o mais bem informado e ponderado possível na hora de definir minhas posições, e acredito que mesmo tendo opiniões diferentes possamos nos respeitar. Certamente respeito sua posição e agradeço pela discussão séria, sem sarcasmos e provocações infantis que muitos outros usaram por aqui. Posso tentar convencê-la a enxergar as coisas como eu, mas somente até um certo ponto, e esse ponto já passou. Cada um enxerga a convivênca harmoniosa entre homem e animal de uma maneira, e luta por essa convivência de uma maneira, mas ambos sabemos que não adianta dar murro em ponta de faca.

    Não tem por que eu continuar insistindo. Então, novamente, me retiro com muito respeito como voto vencido. Espero que alguém mais tenha aprendido algo com essa discussão como eu aprendi, agradeço por isso.

  53. Jose Carlos Andretti, sempre pontuei meus debates primando pela educação e o bom senso e percebi isso, também, nas suas colocações.
    Não houve truculência, grosseria ou xingamentos, o que, é bacana a todos; todos ganham quando o debate é maduro e pautado pela temperança. Em nenhum momento eu o achei deseducado ou deselegante com os demais.
    Afinal, crescemos na consciência quando nos deparamos com facetas múltiplas, pois só desse modo amadurecemos nossas posturas e reforçamos o que somos.
    Gostaria que postasse opiniões sempre aqui na ANDA. É bom ao site, bom aos debatedores e muito bom à causa, mesmo que opiniões sejam divergentes.
    Apesar de nossas opiniões e condutas diferentes, compreendo suas colocações, todavia, como já exposto acima, não concordo diante das inúmeras brechas que eu, na minha interpretação, detectei.
    Torço muito para que a peça em questão faça seu trabalho na ‘defesa animal’, de um jeito ou outro, mesmo que com enormes falhas em seu bojo e confecção,usando equivocadamente um animal para piruetas e truques carnavalescos.
    E entendo que a ANDA precise fazer esse trabalho de alerta, de conscientização na defesa animal, já que nenhum outro veículo de mídia fará uma observação, um adendo para que, pelo menos, coloque para reflexão esse ponto de vista aos espectadores da peça.
    Termino minha participação aqui com um ditado africano, que cita que para se educar (nesse caso conscientizar) 1 criança é preciso a participação de uma comunidade inteira.

  54. Ah, é mesmo, o cão não fala! Olha só.. vc vai ter q confiar no relato de quem o explora!
    (ops, seu conceito e exploração é diferente? Adestrar um cão para ganhar dinheiro não é exploração? Q nome vc da?)

    É possível imparcialidade então? Sim, pois vc ouvirá só um lado: o do explorador. O explorado não será ouvido. Percebo que sua matéria será mesmo bem justa.
    Q jornalismo tendencioso e inocente o seu, não é?
    A Anda está fazendo este papel de defender e ser a voz de quem não pode falar, percebe?
    Pena q o fato de haver 2 adestradores e um adestramento prévio de 3 meses do cão não tenha sido suficiente para convence-lo…
    Sei como é, a gente só considera o q é conveniente…
    É estarrecedor dar de cara com comentarios contrários ao de quem defende irrestritamente a vida e a liberdade de seres inferiorizados e escravizados por sua condição de submissão ao homem .

    Então blz, já que o cão não pode infelizmente falar por seus direitos de cidadão e profissional do ramo das artes circenses não se esqueça de incluir nas suas perguntas aos integrantes da peça,:

    — Quais foram os critérios de seleção do animal? Ele fez teste vocacional para a profissao de palhaço e teste de aptidão para a vaga? Ele era o mais obediente da turma? Não reagiu aos adestradores nenhuma vez?
    — Qual serão as providencias do grupo caso o cão reaja por algum motivo à exploração e avance em alguém da plateia? Pagarão indenização? Sacrificarão o cachorro? (por mais que a equipe tenha tentado humanizá-lo, ele continua sendo um animal.. embora com os instintos tolhidos, sua natureza está latente.. conhecemos inumeros casos de animais de circo que já reajiram a sua condição de escravidão. E se o cão interage com a plateia… tal possibilidade não deve ser descartada em hipotese alguma.. )
    — A equipe pretende continuar com a palhaçada brasil afora?
    — Há novos projetos para o cão-prodigio?
    — ele já se acostumou com as luzes, calor, aplausos, estresse?
    — E se de uma hora para outra ele adoecer e não puder fazer a peça? Se for doença grave e incapacitante, a peça será suspensa? Se for só uma gripe, ele continua?
    — O tempo de apresentação do cão em cena foi baseado em que? No seu limite? Vinte minutos me parece bem além do que um animal de circo costuma fazer..
    — Qual o valor do cachê do cão?
    — Qual o numero de DRT dele?
    — Ele tem direito a férias, 13º, registro, FGTS..?
    — Qual o papel do adestradores se o cão só faz o q quer no palco?
    — O retorno da bilheteria está dentro do esperado?

    Caso essas questões não sejam elucidadas, sua matéria estará tal e qual as demais que se resumiram a divulgar a peça ouvindo os integrantes da trupe com suas criativas justificativas para usar o cão como ‘ator’. Chove no molhado não, ta.

  55. essa Ana é radical. Por ela ninguem pode ter nenhum animal, pois nunca sabemos qual é a vontade dele. Vi a peça conheci os donos do cão, vi o carinho e cuidado com que ele é tratado, conheço as pessoas que trabalham na peça e o cuidado que tiveram pra se adaptar ao bem estar do cachorro, e que a intenção deles não tem nada de tornar o animal um superstar, e ganhar dinheiro com ele.Se dar a patinha, sentar e brincar com uma bola é maltratar um animal, desculpe aí. Voces exageram. Misturam alhos com bugalhos.

  56. o cão da peça é bem tratado Chica Brother porque se ele ficar doente não tem apresentação e o dimdim não entra na caixa registradora. Por isso o cachorro é bem tratado, para tolos acreditarem que nada de ruim acontece ao cachorro. Olho vivo, gente 8(

  57. Dona Chica-ca, desculpaí vc, mas o buraco é bem mais embaixo.

    Aliás o publico vai UMA vez ao espetáculo circense, vê o cãozinho UMA vez e vai embora. Afinal se é tão legal , pq vcs não vão assistir à peça todos os dias então?
    Será q é pq ficarão cansados de ver sempre a mesma coisa??? Imagine o cão, meeeeeeeeeses a fio fazendo a meeeeesma coisa. Sera q ele é mesmo tão feliz qto a bucólica e inocente cena aparenta?
    O que será q esta por trás das cortinas, do glamour, do adestramento para q o cão fique condicionado a não sair do script?

    O que vc diz ser “radical” eu chamo de “coerente”. Agora se radicalismo é não abrir nenhuma exceção em relação a exploraçao de animais conforme os próprios interesses, sim, sou (e, pasme, não sou a única). Se vc defende um animal em determinada circunstancia mas explora outro para beneficiar-se disso, qual a coerência?

    Dona Chica-ca, vai lá pro cirquinho bater palminha, encher o bolsinho dos exploradores e puxar o saquinho dos donos do cão, vai. (Depois o cachorro é q é o palhaço.)

    Fico abismada com a chance q o teatro perde de passar cultura pras crianças. Aì fica difícil né? Com quem que a gente conta, hem? Escola? TV? Cinema? Literatura? Games? O teatro deveria ser a salvação, a exceção nisso tudo. Mas não tem pra onde correr. Os bichos estão sempre humanizados, objetificados e explorados em todos eles. Por isso ninguém vê nada de mais num cão fazendo micagem pra uma plateia ávida por novos truques. A criança tem uma índole perfeita para conseguir entender e respeitar os animais, não como objetos, mas em sua própria natureza e liberdade. Mas desde cedo é educada segundo uma visão distorcida sobre os animais, que estarão sempre a seu dispor para serem usados a serviço de seu entretenimento e de suas vontades.

    Adestramento pra circo/teatro/congêneres, repito, é exploração. Até a justiça brasileira, que é lentíssima e cheia de injustiças para com os animais, já reconheceu. Se no teatro ainda se permite é porque não estava previsto o drible dos espertalhões. Sinceramente… Mastigar e deglutir guela abaixo tudo que a toda-poderosa-mídia se lhes impõe é humilhante, degradante, vergonhoso. Sinto por vc, sinto pelos artistas sujando sua carreira com essa covardia, mas sinto ainda mais pelos animais.

  58. Voce está revoltada com o universo! Nem viu a peça. Isso que voce chama de adestramento exaustivo durante meses é viagem sua. O cão entra numa pequena ceninha senta e dá a patinha e ja sai pra outra sala junto de seus donos. enquanto a peça continua por mais 40 minutos. É um grupo que atua desde 87 e pela primeira vez usa um animal em cena. E responsavelmente acompanhado de uma professora veterinaria, que por sinal é dona do animal.
    Pelo que entendi, pra voce, se uma pessoa ensinar seu cão a dar a patinha, ele está explorando seu cão pois o cão é um animal selvagem com outro tipo de instinto.
    Pela sua ideia cachorros são animais selvagens e não domesticos. Voce tem cachorro? Brinca com eles? Não entendo…. assim que voce quer defender os animais… ofendendo quem expressa a opinião aqui no anda.

  59. Chica Brother, recomendo de coração que não perca seu tempo tentando argumentar racionalmente por aqui. É semelhante a tentar discutir a existência de deus com um religioso fervoroso: é inútil, infrutifero, alienante e, acima de tudo, extremamente frustrante. Sei que é difícil de aceitar, mas temos (todos) que aprender quando baixar a cabeça, e escolher nossas batalhas.

    E calma, Ana Elis, quando digo isso não estou querendo me opor a você pessoalmente. Mas recomendo que tome cuidado ao se posicionar de maneira absoluta sobre qualquer assunto. Abrir suas convicções para o debate, permitir a relativização dos próprios ideais, é uma maneira maravilhosa de aprender, crescer e definir melhor suas posições. Sua maneira de tratar o assunto que discutimos aqui é assustadoramente semelhante, por exemplo, á lógica dos fundamentalistas religiosos (de qualquer religião). Sua posição é radical sim e, ao contrário do que você diz, incoerente em sua essência; uma análise mais atenta da sua argumentação pode provar isso com facilidade. É um aviso amigo: se alguém fizesse essa crítica para mim eu iria me analisar com muito cuidado, para decidir se estou sendo mesmo incoerente ou não. O auto-questionamento é algo muito saudável e, no fim, muito gratificante. Espero que aceite bem essa crítica, que faço de maneira construtiva e respeitosa.

    Vou assistir à peça amanhã, espero gostar bastante. E chega de escrever por aqui!

  60. Ta, dona chica, então pra que DOIS adestradores e TRES meses de adestramento?? Vc pode fazer a gentileza de perguntar pros seus amiguinhos? (só pra sua informação, pq eu já sei)

    Os 3 meses eu li na isenta revista época, não é viagem minha conforme vc imagina. E de acordo com a imparcial revista veja: o cão é a ESTRELA do espetaculo e fica VINTE minutos em cena, e não a entrada relampago q vc diz ter presenciado. (por sinal tempo maior ate q o dos animais de circo)

    Declaraçoes extraídas da VEJA:
    “o fofo Puffy encante a plateia com sua agilidade”
    “o totó rouba a cena — faz vários truques e chega até a jogar futebol”

    Declarações extraidas da FOLHA:
    “o cãozinho é muito esperto, joga bola com os outros personagens, consegue marcar gol e até anda de foguete em cena.”

    Palavra do diretor da peça para a FOLHA:
    “Queríamos fazer com o cão os mesmos jogos de preparação que fazíamos com os atores. Não nos interessava que simplesmente fizesse truques tradicionais, como saltos e dancinhas”
    “Mas os testes não deram muito certo: os cães nada faziam! O grupo já estava desanimado, pensando até em usar um boneco, até que uma amiga e veterinária, Débora Gidali, levou seu cão, o Puffy, a um ensaio.”
    “Para aprender o que fazer sob as luzes, Puffy ensaia desde abril com o grupo”

    Mas pelo q vc afirma, essas revistas merecem um belo dum processo mesmo.. Que propaganda enganosa! Dizer que o cão joga futebol .. olha que absurdo, a gente não pode confiar mesmo nem em Veja, Época, Folha, nem nas próprias declarações da trupe! E nem na foto desta matéria aqui da Anda, q claro deve ser uma montagem… Caramba, será que o grupo mudou o enredo dpois que soube que os defensores d animais caíram em cima?

    O cachorro ter sido erroneamente domesticado pelo homem não significa que tenha de ser escravizado num palco por meses. Veja bem, a diferença é muito grande, é grosseira.

    O cachorro não é um profissional (alias até mesmo pessoas têm o direito d escolher a profissão q desejam ter), ele não existe para ser explorado por quem quer bilheteria, fama, dinheiro etc. O cão foi usado como chamariz, tá na cara. E todo mundo cai, paga pra ver. Afinal é tão fofinho ver um pet de palhaço! E fazendo papel de fêmea! Vc consegue rir?? Dona Chica-ca admirou-se-se?

    Revoltada com o universo não, sou revoltada com injustiça. Se vc consegue se alienar e fazer vista grossa às injustiças só pq já são consagradas pela cultura, parabéns pra vc. É um bom meio de ser feliz – embora completamente egoísta.

    J.carlos, comparar religião com ética é memso uma maneira mto prática e oportuna de tentar minimizar a gravidade da situação e tentar fazer com que eu passe por uma fanática e irracional… Religião baseia-se em fé, portanto qq um pode ter a sua e defendê-la fervorosamente da maneira q for… Agora ética e respeito devem ser universais. Não funciona assim “eu tenho a minha e vc tem a sua e ponto final, danem-se os bichos que não podem falar e se defender”. Ou vai me dizer q cada um tem o direito de explorar um animal conforme a sua crença no mal q imagina estar ou não fazendo a ele? È bem verdade q mta coisa ainda funciona assim no mundo, mas isso é certo? A ética e respeito são relativos, então? Q eu saiba a justiça nem se mete com religião. Vamos manter a coerência do discurso!

    Eu tb tenho certeza d q vc vai adorar a peça, j.carlos, ainda mais pq vc já sabe disso ‘antes’ mesmo d assisti-la, seus olhos estão predispostos a ver o q vc acredita, por isso não tenho duvidas d q vc voltara aqui e fará elogios à performance do cão e ao modo com ele é bem tratado conforme a equipe lhe dirá (donos de circos tb dizem isso) e colocará mais correções aos absurdos que eu digo.

    Seu discurso é inteiro incoerente, principalmente qdo diz q é defensor dos animais, uma tática q provavelmente também é usada por quem resolveu montar/pregar essa peça – explora e diz q ta defendendo, levanta a questão dos direitos enqto explora mais um pouquinho.. só mais um pouquinho antes que a lei nos alcance!

    quem perderia a chance de ganhar $ às custas dum animal, e sem ter q dividir com ninguém? Os donos da peça ganham, os donos do cachorro ganham… e o cachorro não reclama!! Não é melhor q a escravidão negra do brasil colonia?? É mto mais fácil e rentavel.. óia sól!

    É uma pena, lamentável mesmo q seja uma questão de lei, de justiça, apenas uma questão burocrática. Mas, como alguem disse aí em cima, o q q tem de mais né, afinal é apenas um cão…

  61. Ana Elis, vejo que, infelizmente, você não entendeu, ou sequer quis tentar entender, o que eu falei. Você vê nas minhas palavras, e de qualquer um que discorde de você, aquilo que você quer ver. Nunca vi alguém fazer tanta confusão com os conceitos de religião, fé, fundamentalismo, ética, escravidão, coerência e por aí vai…

    Se você acha mesmo que esse é o caminho certo, a maneira mais correta de defender suas idéias, pare e reflita. Eu garanto que não vai levar a lugar algum.

    Agora chega mesmo, já falei demais. Boa sorte!

  62. É Ana, desta vez voce me convenceu. Acho que os atores deveriam ser punidos duramente por levarem um cão 2 vezes por semana pra brincar com uma bolinha e dar a patinha em público durante alguns minutos no teatro.E ainda por escovar o pelo do mesmo para ele fazer papel de femea. Isso que é maltratar.
    …..
    …..desisto!

  63. É mesmo… Por que sera entao que no circo não são mais permitidos poodles que pulam dentro de bamboles e fazem truquezinhos tão inocentes qto estes que vc aqui relatou????

    Deixe de ser ingênua, minha filha (ou esperta demais, quem sabe)!!

    Estamos carecas de saber que o que todos víamos no circo é resultado de um longo processo de adestramento de animais, você parece que não quer ler o que eu coloquei em letras maiusculas.
    Tá, entao vou repetir até entrar na sua cabeça: o cão precisou de TRES MESES DE TREINAMENTO e DOIS ADESTRADORES pra ficar VINTE MINUTOS NO PALCO JOGANDO FUTEBOL, MARCANDO GOL, PILOTANDO FOGUETE, E TENDO QUE AGRADAR CRIANÇAS E PUBLICO AVIDOS POR VER UM CAO FAZENDO PAPEL DE PALHAÇO. — esses dados estão em toda a midia, nao fui eu q inventei.

    Ainda que fosse só o q vc diz, lugar de animal não é no palco, nem em qq tipo de espetáculo ou evento de entretenimento. Por que a exceção se abriria aos seus amiguinhos?

    O diretor em uma das declarações disse que estava quase desistindo de arrumar um cão pq nenhum fazia o que ele queria. E quase apelou para um ator fantasiado de cão. POR QUE NÃO? Por que não usar da criatividade colocando um ator pra representar um cão, que é a essência do teatro de verdade, a representação. Seria muito mais criativo, ético, de um bom senso indescritível e eu teria o maior prazer de levar meus sobrinhos para assistir, caso eu estivesse em S.Paulo. Agora, que porcaria um cachorro faz no palco, o que isso tem a ver com teatro:???? Sinceramente!

    J.C, desculpe, mas comparar a defesa de um animal com fanatismo religioso é pueril. Não há sequer tangência entre ambos. O fanatismo religioso é baseado em crença, é absolutamente subjetivo, o que de forma alguma pauta a defesa dos direitos animais, que é objetiva, fundamentada em ética e princípios de justiça e igualdade entre todos os seres.

    Entendo q sua função aqui seja a de minimizar e desqualificar o que eu digo, relativizar o q significa um cão estrela num palco e combater a matéria “equivocada”, mas a verdade é que não há argumentos contra os fatos aqui expostos.

    Vc concordaria em substituir o cão da peça pelo seu filho de 3 anos? Se a sua resposta for: “OK, eu deixaria”, este será meu ultimo comentario aqui.

  64. Só tem uma coisa que não entendi: profissionais como César Millan pregam que o cão é seguidor, por isso se adaptou também à convivência com humanos e que precisam de uma “tarefa” na vida para ser felizes. Quando os trazemos para casa, segundo ele (e outros), convém dar uma atribuição para que o cão não morra de tédio. Se os cães não podem ter nenhum tipo de atribuição (desde que não sejam maltratados para desempenhar) qualquer tipo de atribuição, como devemos tratá-los? Devemos mandá-los todos de volta para a floresta deixá-los viver sozinhos é isso? Sério, todo esse debate é imensamente construtivo, mas gostaria mesmo de saber qual é a posição dos defensores de animais sobre como devemos criar nossos bichinhos. Ou não devemos criar?

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