Segundo estudo, aquecimento global faz marmotas crescerem


Foto: Divulgação/Nature

O aquecimento global é temido pelo seu potencial de extinção da biodiversidade, mas, pelo menos em um caso, ele tem sido benéfico. Por causa das alterações climáticas, uma espécie de marmota está nascendo mais cedo, o que permitiu que elas tivessem mais tempo para se desenvolver antes de hibernar. Mais tempo acordadas teve outro resultado: a população triplicou.

Foi o que constatou a pesquisa realizada por um consórcio de cientistas do Imperial College London com universidades americanas e que foi publicado nesta semana na revista científica Nature. A equipe analisou, por mais de 30 anos, o comportamento da colônia de marmotas da barriga amarela (Marmota flaviventris) em Upper East River Valley, no estado americano do Colorado.

Os cientistas também verificaram que as mudanças não foram causadas por alterações genéticas dos animais; as causas são exclusivamente ambientais.

O estudo verificou que as marmotas da barriga amarela estão desmamando antes do previsto, e com isso se desenvolvem mais cedo. Como consequência, o período de crescimento ficou mais longo, o que faz com que os animais entrem em estágio de hibernação antecipadamente.

“As marmotas são grandes esquilos terrestres que hibernam em tocas durante sete ou oito meses, quando perdem cerca de 40% da massa corporal. Portanto, a quantidade de gordura acumulada antes de hibernar é um fator importante para a sua sobrevivência durantes os meses frios, além do sucesso reprodutivo após o inverno”, disse ao iG Arpat Ozgul, da Imperial College London e coautor do estudo, ao justificar o boom populacional da marmota de barriga amarela.

Segundo Ozgul, os roedores hibernaram, em média, um dia mais cedo a cada ano desde que o estudo começou, em 1976. Na última década, os filhotes nasceram com 10 dias de antecedência, em comparação ao começo da análise.

Aparentemente, o aquecimento global foi positivo para a espécie, que foi capaz de alterar seu organismo como resposta às mudanças do meio ambiente. Mas, ao longo prazo, os invernos mais curtos poderão prejudicá-la, caso os verões secos se tornem mais frequentes.

Se isso acontecer, os cientistas acreditam que a pouca disponibilidade de nutrientes e vegetação úmida impedirá que as marmotas ganhem massa suficiente para sobreviver durante o inverno.

“Nós suspeitamos que o aumento na sobrevida da marmota seja uma resposta a curto prazo para o prolongamento da estação de crescimento. Sua fisiologia está adaptada para lidar com temperaturas baixas e têm muito pouca capacidade para lidar com o estresse de calor. Além disso, eles dependem da vegetação úmida para satisfazer as necessidades de água”, afirmou Ozgul.

Fonte: Último Segundo


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