O circo chegou!


O circo, ainda hoje, fascina muita gente. Artistas superando limites, fazendo inacreditáveis acrobacias no trapézio, dando show de equilíbrio sobre a corda bamba, arriscando a vida no globo da morte. Amamos o humor ingênuo dos palhaços, a forma com que os mágicos conseguem nos iludir e a coragem do valente domador… Opa! Coragem do domador? É preciso mesmo coragem para maltratar e subjugar um animal? Felizmente em muitas cidades do Brasil essas cenas de “coragem” já não são mais vistas. Mas é uma pena que essa lei ainda não seja nacional, pois muitos circos ainda mantêm os animais para apresentá-los em cidades onde essa prática é permitida.

Atualmente existe uma discussão muito forte em torno da questão dos animais em circo. Muitas pessoas já não aceitam essa prática, mas outras tantas ainda não se questionaram a respeito da exploração a que esses animais são submetidos.

Cabe então aos pais e educadores a missão de trazer à tona essa reflexão. O livro O valente domador, de autoria de César Obeid e ilustrado por Simone Matias, publicado pela editora Scipione, vem ajudar nessa tarefa.

Escrito em sextilhas de literatura de cordel, o livro conta a história de um domador que, após ser proibido de exercer sua atividade por causa da lei proibindo o uso de animais em circo, perde o emprego. O homem então se vê arruinado por não poder mais usar seu chicote para domar as feras. Achando que tudo estaria perdido e que nunca mais iria conseguir outro trabalho, se revolta contra tudo e contra todos. Até que um menino lhe mostra que nem tudo está perdido e que sempre há uma chance de se redimir dos erros e começar de novo.

A obra é interessante principalmente por mostrar que não é com um chicote na mão que se mostra valentia, e sim no enfrentamento dos problemas da vida. Além de mostrar a face da exploração dos animais nos circos, o livro traz uma mensagem de tolerância e respeito. Tudo isso de uma forma leve e bem-humorada, sem cair no moralismo.

Há muito material a ser explorado na história. E o educador pode ir além das questões levantadas pelo autor. Como sugestão, pode-se debater com as crianças a respeito de outros tipos de exploração a que os animais são submetidos para o entretenimento humano. É o caso de rodeios, por exemplo, ou de espetáculos com animais aquáticos como os golfinhos, ou até mesmo esportes como o hipismo.

O importante é mostrar às crianças que os animais não foram feitos para nosso uso e entretenimento e devemos sempre respeitá-los. E isso O valente domador faz muito bem.


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