Cachorra que foi explorada para experimento científico no espaço morreu de calor e medo


Foto: Portal da Cinofilia

As novas revelações são surpreendentes, colocando fim ao mistério que ficou em segredo durante anos. Segundo informações de Dimitri Malashenkov, do Instituto para Problemas Biológicos de Moscou, Laika, o primeiro ser vivo a orbitar o espaço a bordo do Sputnik 2 (ano 1957), não viveu tanto quanto os russos declararam na época.

As autoridades russas capturaram vários cães nas ruas de Moscou. Os cães foram postos a ambientes apertados e fechados, ficando por lá durante períodos que variavam de 15 a 20 dias. “Um destes cães seria o escolhido para a missão orbital russa”, informa Malashenkov.

Nos testes, o cão escolhido para essa atrocidade foi uma fêmea, a Laika (nome dado pelas autoridades russas à cachorrinha). Segundo Malashenkov,  Laika foi acorrentada para não se mexer dentro do foguete Sputnik 2. Sensores médicos colocados no corpo da cachorrinha mostraram que os seus batimentos cardíacos chegaram ao triplo do normal e, em decorrência da temperatura e da umidade da cápsula do Sputnik 2, Laika morreu horas depois do lançamento, vítima do excesso de calor e do medo. Esse fato foi comprovado pela falta do sinal cardíaco dela, que era monitorado por uma equipe soviética em Moscou.

Malashenkov contrariou a história das autoridades russas de 1957 de que Laika havia sobrevivido por pelo menos quatro dias no espaço e de que a cachorrinha não havia sofrido para morrer! O Sputnik 2 deu 2.570 voltas ao redor do Planeta Terra e queimou na atmosfera do planeta, em 4 de abril de 1958.

Foi  inaugurado merecidamente no centro de Moscou, em 2008, um monumento em homenagem a Laika. Trata-se de uma imagem de bronze, com dois metros de altura. A imagem se encontra em uma alameda perto do Instituto de Medicina Militar, onde ocorreram há mais de meio século os experimentos científicos.

Fonte: Portal da Cinofilia


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