Órgão do Rio alerta que casos de abandonos de animais devem ser comunicados


Apesar de ser crime previsto na Lei Ambiental, o abandono de animais de estimação tem se tornado um problema crescente nas grandes cidades – e a preocupação atinge também os moradores do Rio de Janeiro (RJ). Para combater a questão, a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (Sepda) pede que casos sejam comunicados.

Na manhã da última sexta-feira (11), o internauta José Carlos Pereira de Carvalho registrou uma matilha de cinco cães descansando no Largo de São Francisco, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo ele, os animais estariam abandonados, pois são vistos com frequência no local.

Foto: José Carlos Pereira de Carvalho

Para José Carlos, o número de animais abandonados no bairro tem aumentado nos últimos meses. No entanto, de acordo com a Sepda do Rio de Janeiro, não há uma estatística de quantos animais estão em situação de abandono na cidade.

Para o carioca, muitos deles pertenciam a moradores de rua. “Recentemente o choque de ordem da prefeitura retirou moradores do Largo São Francisco, e os animais que eram deles acabaram ficando abandonados”, diz.

Segundo o órgão, quando os moradores encontrarem animais em situações de abandono, é recomendado que entrem em contato com a Sepda. A secretaria então irá até o local fazer uma vistoria, para avaliar a situação do animal, já que muitas vezes eles podem ser “animais de colônia”, que, de acordo dom a Sepda, são animais coletivos, que vivem há muito tempo juntos e recebem cuidados de moradores das proximidades. Nestes casos, a remoção do animal é proibida por lei municipal.

Se estiverem abandonados, a secretaria aciona o Centro de Controle de Zoonoses, que faz a retirada dos animais. Eles são, então, encaminhados para o Centro de Proteção Animal, no bairro de Guaratiba. Lá, passam por uma triagem, ficam em quarentena, recebem cuidados veterinários e depois são encaminhados para campanhas de adoções.

Colaboradores independentes

A secretaria conta atualmente com 225 colaboradores independentes – pessoas que recolhem por conta própria os animais – que se cadastram para ter direito a dez castrações gratuitas por semana. Muitos animais abandonados são auxiliados por estas pessoas, mas não é feita uma contagem de quantos cães e gatos são retirados das ruas.

Fonte: Terra


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