O mamífero mais antigo do mundo está praticamente extinto


Conservacionistas estão tentando salvar, na República Dominicana, um dos mais estranhos e mais antigos mamíferos da Terra – o solenodonte-do-haiti (Solenodon paradoxus).

Uma imagem rara do Solenodonte do Haiti. Foto: sem crédito

A equipe do projeto “The Last Survivors” (Os Últimos Sobreviventes) busca descobrir como exatamente esse animal conseguiu durar 76 milhões de anos, enquanto todas as outras formas e vida ao seu redor foram extintas.

Para compreender como o Solenodon paradoxus sobreviveu por tanto tempo, é preciso voltar no tempo, mais especificamente 76 milhões de anos atrás. Esse era o período em que dinossauros caminhavam pela Terra.

A essa altura da História, um pedaço de terra ligado à grande massa que hoje forma a América do Norte se desprendeu, levando consigo alguns mamíferos que se alimentavam de insetos – os ancestrais do solenodon.

Esse pedaço de terra acabou formando a ilha de Hispaniola – que abriga a República Dominicana e o Haiti.

Onze milhões de anos depois de a ilha ter começado a se afastar do supercontinente, a devastação atingiu seus arredores: um asteroide ou um cometa de dimensões colossais caiu na Terra no norte do que hoje é conhecido como Península de Yucatán, o que, segundo cientistas, extinguiu os dinossauros que até então dominavam o mundo.

O impacto causou fortes aumentos de temperatura e tsunamis gigantes. Mais tarde, o planeta foi envolvido em escuridão, o que foi devastador para várias espécies.

Mas, enquanto os dinossauros e várias outras espécies pré-históricas desapareceram, o Solenodon paradoxus sobreviveu. Algumas dezenas de milhões de anos depois, esse animal voltou a vencer adversidades. Primeiro, ao sobreviver às altas temperaturas do Período Eocênico e, mais tarde, à Idade do Gelo.

A chegada dos seres humanos ao Caribe, há seis mil anos, também apresentou um desafio à espécie. Antes da chegada do homem, havia cerca de 25 espécies de mamíferos terrestres na ilha. Desses, apenas o Solenodon paradoxus e um tipo de roedor sobreviveram.

Fonte: Estadão



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