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Economia do boi é vergonha nacional

28 de maio de 2010
2 min. de leitura
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O agronegócio, essa indústria que existe com base na atrocidade contra os animais, não teria se transformado numa atividade tão lucrativa no Brasil sem o apoio do governo. Apoio este que, irresponsável e inconsequente, não só favorece e incentiva a prática da violência e da exploração animal, como destrói o meio ambiente de forma irreversível e enaltece a cultura do abuso e humilhação de animais.

São muitos os oportunistas nesse segmento da economia que só visa ao lucro de poucos em detrimento dos direitos dos animais. Citando apenas algumas tipologias, a crueldade acontece em diversificadas frentes: rodeios, leilões, fazendas de gado, indústria de alimentos, calçados e couro em geral. Desconhecedora de princípios éticos, a economia do boi é o mais explícito sintoma da doença da sociedade movida pelo dinheiro. É vergonhosa porque insiste na disseminação da ignorância quanto aos direitos dos animais.

Além de reduzir os animais a objetos de consumo, entretenimento e fonte de renda para um público ávido por prazeres imediatos e indisposto para reflexões sobre os bastidores mórbidos do imaginário country, a cultura do boi institucionaliza a ignorância com o uso das tecnologias da comunicação.

Sempre confiantes na desinformação do consumidor sobre a odiosa realidade que escraviza os animais, os atores do agronegócio estão bem acomodados no conforto dos subsídios do governo para a “produção” e assassinato de animais. É lamentável que governo, mídia e produtores não reconheçam a insustentabilidade deste “negócio” que promove sofrimento animal e destruição completa do planeta, além de eliminar os direitos das próximas gerações de todos os seres vivos.

A economia da cultura do boi é um exemplo de como as novas tecnologias da comunicação podem ser utilizadas para a manutenção de ideias nefastas, em geral direcionadas a potencializar o consumo para enriquecer cada vez mais os exploradores de animais.

Mas, em compensação, nem tudo está perdido. Nunca um movimento abolicionista esteve tão organizado e cresceu tanto em tão pouco tempo como o da libertação animal. São muitas as ONGs, grupos de voluntários, jornalistas, cientistas, blogueiros, mídia independente, comunidades virtuais e entidades de cunho científico que estão conseguindo resultados excelentes de conscientização sobre o descalabro promovido pelas corporações contra os animais.

E, como a história tem a dizer, as lutas pelos direitos de quem é explorado sempre trouxeram o reconhecimento de que a igualdade e a liberdade estão acima de qualquer força econômica ou poder político. Sob este ponto de vista é bem provável que o deslumbre da ignorância da economia do boi esteja com os dias contados.

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