Cães e gatos são alimentados em excesso e desenvolvem obesidade, nos EUA


Por Marcela Couto (da Redação)

A popularidade de cães e gatos cresce a cada dia nos EUA, e parece que suas barrigas também. Alguns veterinários dizem que os americanos estão alimentando seus animais até a morte, sem ter conhecimento disso.

Foto:Damian Dovarganes / Associated Press

 

Ameaças à saúde acompanham o aumento de peso, de acordo com o veterinário da Carolina do Norte Ernie Ward, autor do livro chamado “Chow Hounds” e fundador da Associação pela Prevenção da Obesidade de Pets. Ele chama o excesso de alimento dado aos animais de “granada de calorias”.

“Nós confundimos amor com comida. No mundo dos cães, o que eles mais desejam é interação e afeto. O choro não é pela comida, é por atenção,” disse ele.

Para a nutricionista Marion Nestle, o maior problema é a sensação de culpa por deixar o animal sozinho, que faz com que os tutores tentem recompensá-lo com comida.

Os especialistas concordam que tanto animais humanos quanto não-humanos travam uma batalha contra o peso pelas mesmas razões: muitas calorias e carboidratos e pouco exercício físico.

A Associação pela Prevenção da Obesidade de Pets representa 400 clínicas veterinárias, o que abrage cerca de 1.000 médicos. Uma pesquisa realizada no ano passado demonstra que 45% dos cães e 57% dos gatos atendidos nestes locais estava acima do peso ou obesos.

Os tutores americanos alimentam seus animais aproximadamente 25% a mais do que deveriam ao dia, e nem sequer o percebem.Como resultado, está surgindo a primeira geração de cães e gatos que não viverão pelo mesmo tempo que seus pais.

Não existe uma lei que regule a quantidade de calorias na ração dos animais, e a Purina é a única empresa a fazê-lo voluntariamente nos EUA.

Como último recurso, existem as “fazendas de emagrecimento” para cães. Por U$ 25 o cão recebe meia hora de sessões de natação, caminhadas e massagens que auxiliam a perda de peso.

A melhor forma de prevenir doenças ainda é levar o cão ou gato para se exercitar regularmente, então ele viverá mais tempo e terá mais momentos com seus tutores.A conta do veterinário também sairá mais barata e a vida do animal será mais feliz, com menos dores e doenças como artrose, dizem os veterinários.

E claro, o tutor sai ganhando também ao perder aqueles quilinhos indesejados na companhia de seu animal.

Com informações de Los Angeles Times


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