Filhote de cachorro sobrevive após ter sido atirado do 22° andar, no Chile


Por Raquel Soldera (da Redação)

Um novo caso de maus-tratos a animais no centro de Santiago, no Chile, revela que a crueldade humana não tem limites. Charlot, uma filhote de cachorro de cerca de sete meses, foi atirada a sangue frio de uma altura de 80 metros pelo seu tutor. Apesar da queda, a cachorrinha milagrosamente sobreviveu, mas ficou com várias fraturas e ferimentos.

Foi um vizinho do condomínio onde o caso ocorreu que encontrou Charlot. No início, pensou que era um acidente e que, infelizmente, a cadelinha tinha caído de uma varanda. No entanto, uma investigação da Brigada de Crimes Ambientais conseguiu encontrar o tutor de Charlot, que disse ter “perdido” seu animal de estimação há dois dias. Quando questionado, ele confessou que na noite do crime chegou embriagado em casa. A cachorrinha começou a incomodá-lo, e então ele a chutou, fazendo com que ela caísse da varanda. Em nenhum momento ele olhou para ver se Charlot estava viva ou prestar alguma ajuda.

Charlot foi encaminhada ao veterinário, onde se recupera de nove fraturas e várias contusões.

O veterinário Sebastian Jimenez disse que está “fazendo todo o possível para que a cachorrinha se recupere. Ela teve a bacia quebrada em muitos lugares, as patas traseiras também, e até agora foi submetida a duas operações”.

“Não é o primeiro caso de maus-tratos a animais que atendemos. Agora, com a nova lei, vamos ver o que acontecerá”, acrescentou.

A audiência onde será dada uma sentença para este crime de maus-tratos a animais se realizará em um mês. Se o agressor for considerado culpado, será condenado a, no máximo, 3 anos de prisão, pena que poderá ser cumprida na modalidade condicional caso não tenha antecedentes criminais. Poderá também ser condenado apenas ao pagamento de multa.

De acordo com Maria Celeste Jimenez, advogada e assessora jurídica de organizações em defesa dos animais, o crime de maus-tratos a animais é um dos crimes que mais surpreendem por sua pena, que varia de multa a três anos de prisão, mas, na prática, é aplicada somente a pena mínima.

“No entanto, neste caso, estamos lidando com um ato de extrema crueldade e irresponsabilidade que, felizmente, chegou ao conhecimento da justiça. Esta é a ponta do iceberg da realidade de muitos animais que morrem e vivem maltratados em nosso país. Chamamos a atenção da sociedade para que os agressores sejam denunciados. Contamos com as polícias especializadas, como a Brigada de Crimes Ambientais, para investigar, e com os advogados e juízes, que procurem a verdade e definam uma punição justa para cada caso”, disse a advogada.

Charlot, sem dúvidas, como muitos outros animais, há muito tempo sofria maus-tratos antes de ser atirada do 22° andar pelo seu tutor, uma pessoa que deveria zelar pelo seu bem-estar e sua integridade física.

Com informações de PrensAnimalista


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