Caso do cão do Ipiranga/SP

Animais que ainda viviam na casa do cão enforcado são resgatados

Ontem, domingo (14), após o término do protesto em frente à residência de Ailton Teixeira, acusado de ter enforcado seu próprio cão, os poucos ativistas que ficaram no local conseguiram...

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15/03/2010 às 14:05
Por Redação

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Por Lilian Regato Garrafa  (da Redação)

Ontem, domingo (14), após o término do protesto em frente à residência de Ailton Teixeira, acusado de ter enforcado seu próprio cão (leia notícia na íntegra aqui na ANDA), os poucos ativistas que ficaram no local conseguiram falar com a esposa do criminoso, ao surpreendê-la chegando a casa. Ela foi convencida a entregar os animais, já que seriam de qualquer forma retirados pela justiça assim que fosse comprovado pelo laudo o assassinato do cão. Apesar de ter resistido a entregar os animais, concordou. Foram retirados três cães: dois SRD (um dos quais mestiço de pit bull) e um possível lhasa, que, segundo a protetora Adriana Breves dos Santos, estava com sinais evidentes de maus-tratos, embora a esposa de Ailton continuasse alegando que os cães são bem tratados.

Em virtude do estado dos animais (com pulgas, sujos, pelos emaranhados), decidiu-se levá-los a uma clínica veterinária para receberem banho e tosa. Foram muitas as dificuldades enfrentadas com os animais a partir deste momento. Desde a necessidade de doação de dinheiro para o banho dos cães, providência de vacinas, castração, falta de caronas, chuva forte.

Como se as dificuldades não bastassem, a situação piorou quando a Polícia Ambiental chegou à residência de Ailton, pois havia sido acionada por um dos manifestantes, a fim de que averiguasse a situação ilegal dos animais silvestres que se encontravam sob sua tutela. A mulher, ao ser abordada pelos policiais, alegou que as protetoras haviam invadido sua casa e roubado seus cães. Exigia seus animais de volta.

Diante do impasse, a esposa de Ailton, as protetoras e os cães foram encaminhados ao DHPP, onde foram recebidos pelo delegado de plantão. Após todos serem ouvidos e estando o delegado convencido dos evidentes maus-tratos aos quais os animais eram submetidos, determinou-se que por enquanto os cães terão como fiel depositária Graciana Rizzo, a protetora que abriu o processo inicial contra Ailton Teixeira, e não poderão ser doados até que o caso seja resolvido. No entanto o delegado garantiu que à casa do criminoso os animais não voltarão.

As protetoras fazem um apelo a quem se dispuser a apadrinhar estes cães e ajudar a custear as despesas com ração, vacinas, castração, vermífugos, medicamentos pós-cirúrgicos, além dos gastos mensais com o hotel particular para onde os cães serão encaminhados até a solução do caso. Entre em contato com a Graciana pelo e-mail [email protected].

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