Pesquisadores descobrem novo animal marinho


Um grupo de pesquisadores do Projeto Ceriantos do Brasil, do Instituto de Biociências da USP, auxiliados servidores da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Florianópolis, procurava ceriantos (leia-se cnidários -medusas, pólipos, corais, anêmonas-do-mar e grupos afins) solitários que habitam fundos marinhos e que tem formato semelhante a uma flor. Qual não foi a surpresa quando, em um dos mergulhos, eles encontraram incrustados em uma pedra, um grupo de três animais de outra espécie que até então não haviam visto.

A partir dessa descoberta os pesquisadores abriram uma nova linha de pesquisa na reserva, para estudar esses animais. Nos trabalhos subsequentes, eles acharam mais um grupo de três animais da espécie. Depois de devidamente fotografados, um deles foi coletado e levado aos laboratórios da USP para estudo. Embora as pesquisas ainda estejam em andamento, eles já sabem que não há qualquer registro científico anterior daquele pequeno animal marinho. Tudo aponta para uma nova espécie.

Segundo Sérgio Stampar, doutorando da USP e pesquisador do Projeto Ceriantos do Brasil, os animais encontrados na reserva pertencem a um grupo denominado Cnidaria. Esse grupo de organismos tem células especializadas que são urticantes – provocam irritações semelhantes às da urtiga na pele humana. Também fazem parte desse grupo os corais, as anêmonas e águas vivas. Stampar diz que a espécie encontrada provavelmente é um coralimorfário (Corallimorpharia).

Para Leandro Zago, analista ambiental do ICMBio, esse tipo de descoberta revela a importância da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo para a conservação de muitas espécies conhecidas e também para as que ainda estão sendo descritas. Tanto que os trabalhos realizados e catalogados no banco de dados da área já registraram a ocorrência de mais de 1.400 espécies nesta unidade, sendo 21 delas novas para a ciência e outras 22 ameaçadas de extinção.

Fonte: EPTV.com



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