A moda que favorece os animais e o planeta


A moda é a grande distração das mulheres, no bom e mau sentido.

Os homens também se perdem neste prazer, mas nem sempre o foco deles está nas roupas. Muitas vezes eles se enchem de quinquilharias, apenas porque é moda comprar objetos inúteis, como infinitos acessórios de caça e pesca, que incluem chapéus ridículos e a pose completa de homem caçador – o que, além de fora de moda, é antiético, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde a caça já é proibida.

Há coisas incríveis na moda e, como é algo que adoro, procuro me informar e aprender com este comportamento humano peculiar, mas não unicamente humano.

Pesquisas com aves já mostraram que as fêmeas preferem machos mais ornamentados. Numa destas pesquisas era colocada uma anilha colorida – uma pulseira – chamando a atenção de muitas fêmeas para este macho enfeitado.

O “tangará-dançador”, ave nativa aqui do Rio Grande do Sul, faz danças interessantes para cativar uma fêmea. Vários machos se agrupam em torno de uma fêmea e desfilam para ela com danças originais – uma forma de cativá-la e mostrar seu estilo.

Na natureza, nenhuma fêmea e boa parte dos machos prefere parceiros desalinhados – o que, em termos de evolução, significa doença, algo errado. Esta preferência muitas vezes pode se transformar em preconceito, em discriminação e aí temos os desdobramentos do comportamento social, que rende muito assunto para os antropólogos e sociólogos.

A moda atualmente está se voltando para alternativas ecológicas e éticas. Já se podem usar materiais reciclados como garrafas pet e retalhos de tecidos. Há a alternativa ao couro, o couro vegetal, que é mais barato e de mesma qualidade. Aqui em Porto Alegre acha-se couro sintético na Rua Voluntários da Pátria, em lojas baratas e populares.

As lojas de calçados também estão criando modelos sintéticos, que, além de mais baratos, não usam o couro. O couro que é curtido em curtumes e provoca imensa poluição e mau cheiro, pertence a um animal e é anti tico usá-lo. Pessoas que respeitam os animais jamais deveriam usar couro, ainda mais com tantas alternativas que existem hoje.

Grandes lojas de calçados possuem quase todo o estoque em material sintético confortável. Só não faço propagandas pois eles não fazem questão de divulgar essa iniciativa. Ainda existe grande preconceito por parte das pessoas com materiais que não são de couro. Por isso as empresas não divulgam quando seus materiais não são de couro.

Isso é a velha questão de como o comportamento das pessoas muda o mercado e de como nós podemos mudar as coisas com nossa atitude.

As peles naturais estão saindo de moda, embora alguns estilistas e editoriais de moda insistam em trazê-la à tona. Só gente fútil usa.

Com tantas alternativas, não é possível seguir usando as peles de animais que têm mortes sofríveis nas grandes fazendas de peles, ou nas grandes indústrias do couro. O consumo de carne aqui no RS só surgiu porque não se sabia o que fazer com a carne que sobrava do boi. A atividade principal era a manufatura do couro.

Depois é que se começou a utilizar a carne.

Para os curiosos sobre o assunto, ou para aqueles que não acreditam,  uma visita ao Memorial do Rio Grande do Sul pode esclarecer algumas coisas. Ali podemos ver fotos sobre a manufatura do couro, os primeiros curtumes e toda a história.

Outra alternativa muito em moda agora é a reciclagem de roupas pelos brechós. Podem ser brechós pelos animais, pelas crianças carentes, pelos idosos. Sempre há um brechó acontecendo em algum lugar. Aqui em Porto Alegre há vários brechós beneficentes. Encontre um e participe dessa maneira de reciclar roupas e ainda ajudar.

Sabendo selecionar roupas usadas, elas podem ser até melhores do que as novas, pois em brechós há roupas de boa qualidade que duram por muitos anos sem sair de moda. É só saber escolher.

Como um cartaz do grupo Vanguarda Abolicionista dizia: Nenhum animal precisa morrer para você se vestir.

 

 


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