Evento destina lucro obtido com tatuagens para abrigo de animais nos EUA


Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Existem incontáveis motivos para alguém fazer uma tatuagem. Alguns fazem para lembrar-se de uma pessoa amada ou ajudar a lidar com uma memória dolorosa. Outros para mostrar sua filiação a uma escola, gangue ou ideologia.

Recentemente, porém, a motivação para fazer uma tatuagem está ligada à ajuda de cães, gatos e coelhos em necessidade.

O Insight Studios, em Chicago, nos Estados Unidos, foi sede de um evento de dois dias em que todo o lucro obtido com tatuagens ou piercings foi doado ao Abrigo de Animais Red Door, um estabelecimento contra a eutanásia que ajuda cães, gatos e coelhos em necessidades.

“Sempre tive afinidade por animais e abrigos”, disse o dono do Insight Studios, Bob Jones, mostrando uma tatuagem de seu gato, Indy, que cobre sua panturrilha direita. “(Durante o evento) as pessoas sabem que o dinheiro não vai só para o estúdio de tatuagens.”


David Allen faz tatuagem nas costas de Tina Drobilek no Insight Studios, em Chicago. (Foto: Joel Wintermantle, Chicago Tribune


No terceiro fim de semana de cada mês, esse evento acontece na avenida N. Milwaukee e doa seu lucro para a caridade. Um dos eventos foi chamado de Tats for Cats (em português, tatuagens para gatos), com os lucros direcionados para a Tree House Humane Society. Jones, 35, também doou para a American Lung Association e a AIDS Foundation de Chicago.

Jones disse que iniciantes têm mais chances de encarar a agulha pela primeira vez se incluírem um aspecto altruísta.

Alguns dos clientes do estúdio durante o evento eram veteranos na área de tatuagens e piercings com um bom coração para ajudar peludinhos. Para ter certeza de que o dinheiro iria para os animais, Joan Pinnel, 25, remarcou um compromisso para poder alargar seu piercing do nariz naquele dia.

Brandon Hansen, 29, estava fazendo sua quinta tatuagem, no abdômen. “Eu sou uma pessoa dos animais”, ele disse, adicionando que está feliz em saber que seus US$ 250 irão abrigar um animal sem lar.

Dentre os consumidores estavam empregados e voluntários do abrigo. Matt Gannon, gerente da Red Door, estava fazendo um brasão celta com o nome de seu filho, Kai, no bíceps esquerdo. “Para muita gente, animais são como filhos”, ele disse enquanto a agulha zumbia na sua pele. “Meu filho é meio que um animal”.

Por perto dele, a voluntária do abrigo Kate Walpole estava fazendo um coelho na canela direita. “Isso foi no tempo certo”, ela disse. “Eu queria fazer a segunda tatoo e essa foi uma maneira divertida de ajudar o abrigo”.

Jones disse que o estúdio tatuou cerca de 49 clientes nos dois dias, levantando US$ 2.163 para o Red Door. Além dos desenhos normais de sereias e brasões de família, houve um número mais alto que o usual de pedidos por coelhos

Os artistas do Insight Studios tatuaram desde coelhinhos fofinhos aninhados num pedaço de grama a lebres realistas. Um cliente queria o bizarro coelho do filme Donnie Darko. Outro pediu um coelho usando avental e carregando um bolo.

“Não acreditamos nesses estereótipos de estúdios de tatuagem”, disse Jones, cujo comércio mais parece um consultório médico do que um estúdio de tatuagem típico. “A imagem mudou, como deveria”.

Caso curioso: esse estúdio tatuou dezenas de coelhos diversificados nos corpos dos clientes, mas o logo da Playboy não estava entre eles.

Com informações de Chicago Tribune


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