Estudo revela sofrimento de golfinhos mantidos em cativeiro


Por Stephanie Feldstein
Traduzido por Giovanna Chinellato  (da Redação)

A morte da treinadora do SeaWorld na semana passada levantou diversas questões a respeito da imoralidade de se manter orcas em parques marinhos. Bem, para alguns… Enquanto ativistas pelos animais pedem mudanças no SeaWorld, o parque decidiu que o show deve continuar.

Mas as orcas não são os únicos frustrados.  Lori Marino, uma neurocientista da Emory University, em Atlanta, nos Estados Unidos, vem pesquisando a inteligência dos golfinhos, e disse que parques aquáticos e outras atrações turísticas que utilizam animais em cativeiro precisam ser repensados.

Marino descobriu que golfinhos têm o cérebro extremamente complexo, incluindo uma expansão do volume neocortical, que é mais evoluída que o nosso. Isso põe em jogo a “superioridade” da inteligência humana.


Golfinhos são extremamente inteligentes. (Imagem: Change.org)


“Golfinhos são sofisticados, conscientes de si mesmos, seres extremamente inteligentes, com personalidades individuais, autonomia e uma vida interior” , diz Marino. “Eles são vulneráveis a sofrimentos tremendos e traumas psicológicos”. O que, ela indica, é provavelmente um efeito colateral por ter sido capturado e mantido confinado para entretenimento.

Enquanto o mundo científico está contemplando a ética de como tratamos nossos camaradas intelectuais do oceano, estão também descobrindo que golfinhos e humanos tem semelhanças fisiológicas. Eles descobriram que um golfinho pode ser afetado por diversas doenças humanas, incluindo exposição a elementos químicos no ambiente, diabetes, epilepsia, e certos vírus antes tidos como exclusivamente dos humanos.

Ambas descobertas da relação entre golfinhos e humanos têm sido compartilhadas no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, e esperamos que neurocientistas e pesquisadores de doenças continuem a dialogar sobre o assunto, porque é a única coisa que fará as atenções se voltarem à saúde dos oceanos e como isso afeta a saúde humana.

No entanto, as semelhanças entre animais e seres humanos descobertas não podem ser usadas para usar os animais para testes.

Nós devíamos aprender mais sobre o que está afetando os golfinhos, para podermos protegê-los melhor em liberdade, e o interesse humano em se auto-preservar pode tornar isso se tornar realidade. Mas como os estudos de Marino mostram, proteger os animais também significa não colocá-los sob o trauma de serem utilizados em entretenimento, atrações turísticas, ou objetos de testes.

A pergunta que resta é: se fossem eles os portadores de polegares opositores e arpões, como estariam nos tratando?

Com informações de Change.org


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